7.4.07

BRASILEIROS EM PORTUGAL


Durante séculos os Portugueses imigraram para o Brasil. Foram vários milhares numa regular continuidade. Foram como colonos agrícolas, mineiros, empregados comerciais, trabalhadores da indústria e ainda como políticos activistas fugidos à injustiça dos ditadores.

Se olharmos a reciprocidade deste fenómeno verificaremos que a presença de brasileiros em Portugal não teve uma expressão significativa. Apenas a partir da década de 80 do século passado se assistiu em Portugal ao crescimento regular de fluxo de imigrantes brasileiros para Portugal.

A emigração para Portugal apresenta uma evolução constante entre os anos de 1980 e 1987 tendo aumentado significativamente entre 1987 e 1995. A partir do ano de 1999 o número de imigrantes sem documentos aumentou.

As associações de brasileiros em Portugal estimam em cerca de 15 mil os imigrantes brasileiros em situação ilegal que residem no país. Estima-se que a comunidade brasileira em situação regular é de cerca de 60 mil pessoas. Serão, portanto umas 75 mil almas brasileiras a residirem em Portugal. Mais? menos? Não sei.

Segundo alguns estudiosos não se conhecem muito bem as motivações destas emigrações de brasileiros para Portugal.

Creio no entanto que o que motivou a vinda de milhares de brasileiros para Portugal foram essencialmente algumas destas hipóteses:

1 – A língua comum.

2 – Uma cultura muito próxima que séculos de história cimentaram.

3 – Alguns acordos bilaterais.

4 – Possibilidade de obtenção da nacionalidade portuguesa.

5 – Algum investimento, já significativo, económico de alguns empresários brasileiros em Portugal.

6 – A possibilidade de entrada numa Europa cujo mercado comum começa a solidificar-se. Será?

Os brasileiros estão concentrados nas grandes cidades das regiões de Lisboa, do Centro do país (Aveiro e Coimbra) e no Norte (Porto e Braga). No Algarve, pelo menos nos meses de Verão, a sua presença como trabalhadores sazonais é já uma constante também.

Não me parece que haja já algum estudo rigoroso que nos permita identificar o perfil sócio-económico da comunidade brasileira no nosso país. No entanto posso indicar, sem falhar muito, algumas características que me parecem caracterizar esta comunidade.

a) – Comunidade jovem e em busca de uma primeira oportunidade de trabalho.

b) – Emigrantes temporários.

c) – Gente com escolaridade acima quer das médias brasileira quer portuguesa tentando, se possível, dar o salto para a Europa comunitária.

d) – Diversidade social.

Entre esta diversidade social encontra-se de tudo. Estudantes universitários, quer de licenciatura quer de mestrado ou doutoramento.

Jovens que vem passar uns tempos de férias e ganharem algum dinheiro e contactos para posteriores vindas definitivas ou passagem para outras zonas euro.

Mulheres jovens e bonitas que muitas vezes para atingirem os seus objectivos começam por se prostituirem.

Na Visão de 1 de Março de 2007 é publicada uma reportagem exclusiva acerca do tráfico de mulheres, dentre as quais muitas chegam do Brasil. Segundo essa reportagem "as mulheres chegam a Lisboa ou ao Porto por via aérea directa, mas, como arriscam um controlo mais apertado , preferem desembarcar em Paris ou Madrid. Seguem depois por via terrestre rodoviária para o Norte de Portugal (sobretudo Braga)".

No nosso prédio tivemos um grande problema por causa de uma jovem brasileira que se instalou num dos apartamentos, alugado obviamente, e recebia homens a toda a hora do dia e da noite tendo levado a que o condomínio tonasse medidas drásticas. Era um forró dia e noite.

Também se tem verificado grande quantidade de brasileiros que se dedicam às mais estranhas formas de religiões.É um pulular de seitas religiosas. São os da IURD, os espiritas seguidores de Alan Kardec e mais uma data de outras seitas religiosas.

Com a sua voz meiga e seu sotaque melodioso lá vão consegindo captar para as suas fileiras muitos portugueses mal formados e semi-analfabetos.

Numa sociedade que saiu apenas há 33 anos de uma ditadura politico/religiosa, iletrada, com cada vez menos condições dignas de um país do pelotão da frente, religiões agressivas e hábeis vão-se instalando e procurando compensar com as suas promessas o que o Estado deveria garantir.

Prometem a salvação divina, o paraíso, o bem estar a quem já passa fome e sacrifícios vários. Há já quem por não poder pagar o gás para cozinhar tenha voltado a usar as máquinas a petróleo. Isto passa-se na capital, Lisboa e em lares até aqui da classe média.

Numa sociedade onde fecham escolas, centenas de escolas, urgências hospitalares, maternidades e fábricas é demasiado fácil penetrarem estas seitas religiosas. Um Povo sem justiça, dos homens, procura sedentemente por justiça divina. Num país onde a minoria consome a quase totalidade dos recursos monetários já de si exíguos, onde as reformas se verificam apenas para os mais desfavorecidos, mantendo apenas as regalias para pequenas elites, é muito fácil que certas seitas se instalem.

Tenho vários amigos brasileiros. Médicos, enfermeiros, historiadores e professores. São competentes, são simpáticos mas parece-me que em certos sectores são um pouco marginalizados.

Uma outra grande fatia de emigrantes brasileiros estão nas equipas de futebl. Quase todos os fins de semana, na hora de entrevistar os jogadores, no fim de cada jogo, é raríssimo que se não fale em brasileiro.

Não me aborrece absolutamente nada que haja emigrantes de todos os quadrantes incluindo do brasil. Nós, os Portugueses, por triste fado ou má governação, há séculos que temos que partir á procura de melhores condições de vida.

E isso é que chateia. Porque é que o Luxemburgo, por exemplo, pode pagar o ordenado mínimo a mais de 1500 euros por mês e nós, nação valente e imortal, que deu novos mundos ao mundo, apenas pagamos uma esmola.

Mesmo assim os brasileiros, por má governação desse enorme país que já foi nosso, ainda se sentem compensados monetariamente atravessando esse mar imenso em busca de dignidade e de uma vida que não tenha que passar pelas fabelas, essas vergonhas sociais.

Para que minúsculas elites continuem a manter para si as riquezas do mundo, milhões de seres humanos, entre eles brasileiros e portugueses, procuram diariamente dar o salto para lugares onde sociedadas melhor organizadas lhes permitam viver com dignidade , justiça e segurança.

Mas, pelo que me parece observar, a estabilidade tem os dias contados, pelo menos ao nível europeu.

A constituição europeia, que certa camada social quer impor aos demais, acabará por amordaçar e destruir um bem estar social que a europa conseguiu atingir.

São milhões os desempregados. Outros tantos os que tem precariedade no emprego e outros tantos ainda os que apenas esperam o desemprego a pobreza a miséria totais.

Creio que se está a criar uma nova sociedade de escravos, de gente sem emprego, sem direito a habitação, nem a escola, nem a saúde, nem a uma velhice condigna e uma morte sossegada.

Os milhões transitam entre as mãoes de meia duzia de capitalistas ficando as migalhas para uma massa humada descumunal que vive já miseravelmente.

Essa pequena percentagem de seres humanos detentores do poder e do dinheiro instalam-se onde o momento lhes der mais jeito. Fecham fábricas nuns locais, atiram para o desemprego e para o desespero milhares de seres humanos já em idades avançadas e vão-se instalar noutros locais onde lhes cheira a mão de obra barata que é o mesmo que dizer novos escravos.

O que pretendem é o lucro a qualquer custo.

E os Povos, quais baratas tontas, deambulam pelo planeta em busca de uma estabilidade que nunca mais chega nem chegará pois as elites apossaram-se dela e não pretendem largá-la.

Nunca se viu em século nenhum tantas fortuna acumuladas nem tanta gente a morrer de fome, de sede e de miséria.

Parece-me que a europa está a criar uma massa humana tão grande de gente pobre, sem emprego e desesperada, que não será difícil de antever anos de convulsões, manifestações e revoltas.

As comunidades brasileiras que cá vivem, de todas as profissões e idades, vieram seguramente á procura do el dourado como há séculos os portugueses foram em busca da árvore das patacas.

O el dourado existe, a àrvore das patacas também apenas foram apropriados pelas mãos erradas.

Creio que para que haja justiça social, distribuição equitativa das riquezas deste belo planeta é necessário e urgente mudarmos o rumos dos acontecimentos o que é o mesmo que dizer que se devem retirar esses bens a quem deles se apropriou indevidamente.

Não é possível que num planeta cuja tecnologia atingiu níveis fabulosos haja poucos com tudo e milhões sem as condições mínimas de subsistência.

Para as religiões, infelizmente, esta catrástrofe vai tendo explicação. Para quem, como eu, não é religioso, não tem.

É a mais vil ditadura do capital.



Texto: João Lagarto Brito

Webmaster: Paula Danielle Medeiros


31.3.07

DIA DAS MENTIRAS É TODOS OS DIAS


Quem já leu e pensou nas estórias da História e da Religião que os historiadores e os religiosos escreveram e continuam a escrever, certamente terá chegado a esta conclusão: a História nem sempre se cinge à Verdade dos factos, antes revelam a Mentira a quem não interessam as verdades.

Todos sabemos (ou deveríamos saber) que uma Mentira contada muitas vezes, seja oralmente ou por escrito, pode transformar-se numa “verdade” política ou religiosa, consoante o receptor a quem e mensagem tenha sido transmitida por políticos ou religiosos.

A Religião é o exemplo maior do que as mentiras são capazes de influenciar e alterar o comportamento da mente humana, levando os fracos de espírito a acreditar em coisas que nunca existiram e a criar ódios e guerras que ainda não acabaram.

A Política, filha amada da Religião, vem a seguir. Um facto histórico recente demonstrou como a Mentira pode iludir alguma opinião pública e arrasar uma nação e um país. Quem ainda não tem conhecimento do crime contra a Humanidade cometido por George Bush, presidente de um país norte-americano (USA) que se diz cristão e lutador pela Liberdade e Democracia, com o apoio indesmentível (na reunião das Lages-Açores) dos primeiros-ministros da Inglaterra (Tony Blair) e dos muito católicos José Aznar (Espanha) e Durão Barroso (Portugal, hoje presidente da União Europeia)?

Tenho referido neste “blog” e em alguns jornais que a Mentira está sempre presente no que lemos e ouvimos, e até no que dizemos, reduzindo o espaço para a Verdade ser fiável e se impor na nossa vida.

A Mentira está sempre a querer obrigar-nos a crer que a Verdade não está naquilo que vemos e tocamos, mas naquilo que “eles” dizem e escrevem.

Mas até aquilo que vemos, tocamos e temos é merecedor da nossa desconfiança cerebral ou suscita-nos dúvidas.

Na actualidade tecnológica a realidade pode ser construída, transformada, adulterada e manipulada como se estivéssemos a utilizar um computador com um programa de Photoshop que melhora, piora, reduz, aumenta, ilude, modifica as imagens para parecerem aquilo que “eles” querem que pareçam e sejam aquilo que nós poderemos querer, ver, crer e conviver.

As estórias da Política são ditas e escritas pelos políticos conforme os seus interesses de exercer o Poder.

As estórias da Religião, Divino e Sagrado são feitas de imaginação, mentiras, demências religiosas e palavras mansas e fluentes.

Se eu perguntasse “O que é a Religião?”, certamente que só os religiosos que andam por dentro dos templos é que saberiam responder utilizando tudo o que imaginaram, mas nunca explicando cientificamente, nem mostrando verdadeiramente, a realidade e a Verdade do que dizem.

E o que é o Sagrado, senão uma “decisão” pessoal e colectiva dos manipuladores e dos praticantes das religiões? Sagrado e consagrados são o que “eles” querem, não todos os “filhos de Deus” que por o serem deviam sê-lo sem nomeações nem intervenção das hierarquias dominantes. Sagrada é a vida de todos os seres humanos, animais e flora –mas porquê a Religião matou, mata e deixa destruir? Sagrada é a Natureza que produz o Ar que nos mantem vivos no nosso planeta –mas porquê a Religião não a considera como uma Deusa de tudo o que está vivo, respira e morre naturalmente? Enfim, para que serve o Sagrado ao Ser Humano comum, livre, não afectado pelos deuses e diabos criados pela Religião?

Quanto às estórias do Divino não há qualquer sustentáculo histórico; apenas divagações e tretas gratuitas. Se os deuses são tão poderosos e bons, porque não acabam com a fome, a miséria, a maldade, a injustiça, as doenças sem cura, a guerra, as inclemências do tempo?

Os faraós Egípcios mandaram construir grandes túmulos fúnebres, as pirâmides, onde os seus cadáveres eram colocados para depois subirem para o Céu, daí tais monumentos histórico-religiosos apontarem para o Alto. O que aconteceu passados alguns milhares de anos? Os arqueólogos começaram a escavar na areia que taparam as pirâmides e foram encontradas as múmias dos faraós ainda na Terra, rodeadas das jóias e dos cadáveres dos escravos que os tratariam até partirem. Mas nunca partiram, porque da Morte ninguém regressa e ninguém ressuscita.

Jesus de Nazaré divinizou-se ao dizer que era “Filho de Deus”, quando todos sabemos pelas estórias contadas que o pai Dele foi o carpinteiro José de Nazaré. E, quanto à estória de Ele ter ressuscitado, a Mentira ainda anda a ser propagada num pedaço deste mundo.

Teria sido uma Mentira do nazareno Jesus aquela “profecia” de que o mundo ia acabar no Ano 1000? Mas como a Terra continuou viva, “eles” alteraram o fim do planeta para o Ano 2000. E o nosso mundo continua vivo e a girar à volta do Sol, não por graça e obra de Deus, mas porque o Universo o vai permitindo.

Nero, o louco imperador de Roma, é um exemplo da demência religiosa que entra na construção do Divino. Ele, querendo todos os poderes da Terra e do Céu, desvairado pelo ódio que tinha aos Cristãos, divinizou-se, fez-se um deus, para que fosse adorado mais do que Jesus de Nazaré e outras divindades do mundo de então dominado pelos Romanos.

O norte-americano Joseph Smith Jr disse que teve uma visão e falou com Deus e Jesus, há cerca de 180 anos. Escreveu uma nova bíblia a que deu o título “O Livro de Mórmon” (The Book of Mórmon), na qual se lê que Jesus de Nazaré nasceu em Jerusalém e não em Belém da Palestina como dizem os Evangelhos (Mateus 1:20), que são a Bíblia Sagrada (Novo Testamento) e a base religiosa do Cristianismo de que nasceu o Catolicismo. Os evangelistas que foram discípulos de Jesus mentiram, ou está a mentir o profeta mórmon da Igreja SUD?

Outro norte-americano a quem atribuem (?) o advento da Igreja Adventista, William Miller, armou-se em “profeta” e disse ao rebanho que juntou: “Jesus vai ressuscitar em 1843”; não ressuscitou, como qualquer racional livre de religiões esperava. Para manter o rebanho junto e a render-lhe dinheiro, disse que houve um engano e alterou a data da ressuscitação para 1984. Nada ocorreu. Como este cultivador da Mentira há milhões na Religião, mas o povinho continua a cair nestas aldrabices e vigarices religiosas.

O padre Luís Kondor, clérigo que tem vivido à custa da Mentira que foram as “aparições” de Maria de Nazaré na Cova da Iria, sendo inventada daí a Nossa Senhora do Rosário que depois foi rebaptizada de Nossa Senhora de Fátima, afirmou recentemente que Lúcia, a mais velha dos “três pastorinhos” que armaram a mentira das visões, foi superior à santa Madre Teresa de Calcutá, a qual fez, na Índia, uma grandiosa obra cristâ pelos adultos, crianças e doentes abandonados pelas ruas, tratando-os, dando-lhes comida e um tecto, espalhando pelo mundo dos pobres mais pobres um Irmandade de serviço de Amor. O Padre Kondor proferiu uma Mentira própria de analfabetos, surdos e cegos, com a intenção de alargar o negócio de Fátima com uma “santa” Lúcia que passou a vida presa em três conventos e nunca mexeu uma palha para fazer o Bem a alguém. E até já lhe começaram a arranjar “milagres”, mesmo sabendo-se que os mortos não têm vida para ajudar os vivos que sofrem e são injustoçados.

O actual Primeiro-ministro de Portugal ganhou as eleições com a promessa de que não aumentaria os impostos. Depois de tomar posse todos os impostos aumentaram. Mentiu para ganhar.

A Política e a Religião são feitas de Mentira, não somente os mitos e as lendas, Deus, o Diabo e as “nossas senhoras” de Fátima e Aparecida.

O Dia das Mentiras nasceu em França, onde a chegada do Ano Novo era festejada a 25 de Março, no primeiro dia da Primavera, e a festa durava até 1 de Abril. Com a adopção do Calendário Gregoriano, em 1564, o rei Charles IX colocou a festa em 1 de Janeiro. O povo francês não gostou da alteração e continuou a festejar a 25 de Março, tornando-se o 1 de Abril um “dia de mentira”.

No Brasil, o “Dia das Mentiras” começou a ser comemorado a 1 de Abril de 1848, data em que começou a ser publicado em Pernambuco um jornal periódico com o título “A Mentira”, o qual informou que o rei D. Pedro tinha falecido, o que era Mentira.

E Você, Leitor, se é um mentiroso convicto e militante, aproveite o 1 de Abril para sentir como é bom para o cérebro e saudável para o coração falar e escrever sem recorrer à Mentira. E não me chame “mentiroso” por ter escrito o que acabou de ler atrás, sem antes pensar e procurar esclarecer-se na literatura que a sua Religião e a sua Política lhe proibiram de ler…

Texto: MARQUES PEREIRA

Foto: A.N.I.

Webmaster: Paula Medeiros

24.3.07

RIO SÃO FRANCISCO


Este rio , um dos mais importantes do Brasil, é hoje no noticiário mundial bastante falado devido a um mega projeto de desviar-se parte de suas águas para o semi-árido Nordestino e consequentemente minimizar os efeitos prolongados da estiagem . Assim, há a corrente dos favoravéis e os que são contra. Bem, antes de continuar no assunto vamos conhecer um pouco do rio:

Foi descoberto em 4 de outubro de 1501, pelos viajantes Américo Vespúcio e André Gonçalves. Os índios que habitavam a região chamavam-no de Opara, que significa rio-mar. Recebeu o nome de São Francisco em homenagem a São Francisco de Assis, nascido na Itália 319 anos antes do seu descobrimento.

Ele nasce na serra da Canastra no município de Piumi, oeste de Minas Gerais e desemboca na Praia do Peba no estado de Alagoas. É conhecido também como Rio dos Currais por ter servido de trilha para transporte e criação de gado na época colonial, ligando a região Nordeste às regiões Centro-Oeste e Sudeste.

É considerado o terceiro maior rio do Brasil, possui 3.163 quilômetros quadrados de extensão e sua bacia possui 640.000 quilômetros quadrados de área, o que eqüivale a sete vezes o país de Portugal.

Apesar da euforia dos nordestinos brasileiros, o projeto é muito contestado por ecologistas , especialistas e ate mesmo estudiosos muito conhecidos. Quero destacar a carta que do Frei leonardo Boff enviou recentemente ao Presidente Lula da Silva:



"O governo, através do Ministério da Integração Nacional, declarou que "vai
sair do campo da retórica" e já vai proceder a licitação das obras, orçadas
nesta etapa em R$ 100 milhões, em vista da transposição do rio São
Francisco. Derrubadas as liminares na Justiça, dissuadido o bispo que fez
greve de fome, Dom Luiz Flávio Cappio, e com o discutível aval do Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama),
pretende o governo realizar agora a transposição. O argumento de base é
emocional: "não se pode negar uma caneca de água a 12 milhões de vítimas da
seca".

É exatamente no afã de dar água ao triplo de vítimas da seca que se deve
questionar o projeto. Baseio meus dados num artigo do respeitável jornalista
Washington Novaes publicado no dia 23 de fevereiro em O Estado de S.Paulo –
"Um novo desfile e a mesma fantasia" – e em outras fontes.

O apoio principal do projeto foi dado pelo Conselho Nacional de Recursos
Hídricos, onde o governo federal, sozinho, tem a maioria dos votos. Ao
contrário, grandes especialistas na área, como os professores Aziz Ab´Saber
e Aldo Rebouças, da Universidade de São Paulo, Abner Curado, da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte, e João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco,
mostraram que o problema no semi-árido é mais de gestão do que de escassez.

A Agência Nacional de Águas (ANA) mostrou que é possível abastecer os
municípios sem precisar da transposição do rio. O IBAMA, que deu o aval,
forneceu, sem querer, argumentos contra o projeto. Reconhece que 70% da água
seriam para irrigação e 26% para o abastecimento de cidades; que a maior
parte da água transposta iria para açudes onde se perde até 75% por
evaporação; que 20% dos solos que se pretendia irrigar "têm limitações para
uso agrícola"e "62% dos solos precisam de controle, por causa da forte
tendência à erosão".

O Tribunal de Contas da União diz que o projeto não beneficiará o número de
pessoas pretendido. Efetivamente, as comparações entre os projetos do
governo e da ANA, feitas por Roberto Malvezzi, bom conhecedor da bacia do
São Franscisco, mostrou que o do governo custaria R$ 6,6 bilhões, atenderia
apenas a quatro estados (Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará),
beneficiando 12 milhões de pessoas de 391 municípios, enquanto o projeto da
ANA custaria 3,3 bilhões, atingindo nove estados (Bahia, Sergipe, Piauí,
Alagoas, Pernambuco, Rio do Norte, Paraíba, Ceará e Norte de Minas),
beneficiando 34 milhões de pessoas de 1.356 municípios.

O próprio Comitê de Gestão da Bacia, que conhece bem as questões do rio, foi
por 44 votos a 2 contra a transposição; diz ainda que esta atende a menos de
20% do semi-árido e que 44% da população do meio rural continuariam sem
água.

São razões de grande peso.

Se o governo quiser efetivamente levar água aos sedentos do Nordeste, deve
reabrir a discussão pública ou então encampar o projeto da ANA. Caso
contrário, podemos contar com nova greve de fome do bispo. Entre o povo que
não quer a transposição e as pressões de autoridades civis e eclesiásticas,
ele ficará do lado do povo. E irá até o fim. Então a transposição será
aquela da maldição, feita à custa da vida de um bispo santo e evangélico.

Estará o Governo disposto a carregar esta pecha pelo futuro afora?".


Texto e pesquisa : Paulo Medeiros
Webmaster: Paula Medeiros

17.3.07

SE NÃO EXISTISSEM FRONTEIRAS, BANDEIRAS, HINOS, RELIGIÕES, CAPITALISMO, MILITARISMO E COMUNISMO O SER HUMANO VIVERIA EM PAZ E LIBERDADE?


A Organização das Nações Unidas (ONU) acaba de prever que em 2050 o mundo terá 9,2 mil milhões de habitantes. Caberá tanto Ser Humano nos países em que nasceram e vivem?

As terras, os muros e as fronteiras têm sido ao longo dos milénios selvagens e civilizados o motivo que leva os homens a lutar e guerrear contra outros homens. As terras para cultivo e pastagens. Os muros para delimitar e defender a posse de um terreno, quinta, jardim ou casa. Os marcos para avisar que existe uma fronteira física e legítima do país fronteiriço. Quem não conhece a existência da Grande Muralha da China construída para defender esta nação dos apetites territoriais e ataques dos Mongóis? Quem não soube da existência do Muro de Berlim a dividir a Alemanha? Quem desconhece o muro de Israel que foi recentemente construído na Palestina para evitar os ataques dos fanáticos islâmicos que se transformam em “bombas humanas” contra o povo israelita? E, ainda mais recente, o muro que os USA levantaram na fronteira com o México para evitar a entrada de mexicanos esfomeados e sem trabalho naquele chamado “país da liberdade” e “o pais mais rico do mundo”?

Na modernidade, porém, é o Capitalismo sedento de petróleo e dinheiro que leva os países mais poderosos a criar frentes de agitação, insatisfação e guerras para além das suas fronteiras, como está a demonstrar a actual política de mentira e poderio militar dos “yankies” norte-americanos e dos “beefs” ingleses na destruição no Iraque.

Os hinos, que são a cantiga do Patriotismo e da excitação à Guerra, ou são pacíficos ou guerreiros, como o de Portugal que faz os Portugueses gritar “Às armas! Às armas!” e “Contra os canhões, marchar, marchar!” em momentos patrióticos, político-partidários e nos estádios de futebol antes da “equipa das quinas” começar a jogar.

As religiões são invenções de paraísos de Paz que se transformam em “santos” movimentos de massas humanas para rezar, civilizar conforme a sua moral, manipular a pessoa, guerrear e matar seres humanos que se lhes oponham. Basta olhar para a história do Cristianismo transformado em Catolicismo e para a fundação do Islamismo. E na actualidade ainda podemos olhar para o que está a acontecer, religiosamente, no Iraque, Afeganistão, Palestina, onde há religiões e religiosos armados a combaterem-se uns aos outros com a “ajuda” das suas inventadas divindades.

O Comunismo, aberto ou fechado, com um nome ou outro, continua a ser oposição ao Capitalismo, mas já anda a cair para o lado do Dinheiro. Exemplos são as viragens da URSS para a Rússia capitalista e democrática (?) e da China para o mundo exterior do Capitalismo, estando a fazer de si uma imagem do “comunismo capitalista” e a transformar-se numa força económica que está a lançar o pânico e a abrir brechas no mercado internacional, global, vendendo produtos mais baratos e acessíveis aos consumidores, porque obriga os chineses a trabalhar 10 horas por dia e a só terem dois dias de descanso por mês.

Se todas as fronteiras estivessem abertas, como podem estar as dos 25 países da União Europeia, as pessoas sentiriam nessa liberdade de circular pelo mundo uma possibilidade de melhorar a sua vida, pois nuns países há mais riqueza e trabalho do que noutros. Mas essa liberdade de circular na UE existe ou é apenas uma ilusão política? Um exemplo: um espanhol mesmo que casado com uma portuguesa, para viver em Portugal tem de pedir e exibir uma licença, apesar de a Espanha ser territorialmente uma vizinha e um parceiro da União Europeia. E se todos migrassem para os países onde há trabalho, pão e apoio à vida, seria que o Ser Humano voltaria aos tempos primitivos em que se deslocava à procura de alimentos e de melhores climas para sobreviver? Veja-se o que está a acontecer na fronteira do sul dos USA, onde o “cristão” George Bush mandou construir um muro para barrar a passagem aos católicos mexicanos esfomeados, pobres, sem nenhuma esperança de sobrevivência no “país da tequilla”…

As bandeiras são o elemento do folclore do simbolismo nacional de qualquer país, clube de futebol, religião, empresas multinacionais. Como pano com desenhos e cores vivas, ou como um simples adorno do vento que passa, não fazem mal a ninguém, mas como símbolos podem impor uma ditadura, identidade, invasões, guerras e matanças. Estou a lembrar-me das bandeiras e pendões com o rosto de Cristo que os assassinos das Cruzadas usavam nas suas incursões contra os Cristãos e Islamitas do Oriente obedecendo a ordens a papas da Igreja Católica Romana…

Os hinos são cantigas nacionalistas que quando os cidadãos os sabem cantar satisfazem o seu orgulho nacional. Alguns até são poemas bem musicados, bonitos, alegres; e outros, como o de Portugal, são empolgantes e contêm violência e guerra nos seus versos acompanhados pelo no rufar dos tambores.

As religiões foram uma invenção dos medos do Ser Humano e continuam a fazer adeptos de pessoas com medo do mundo e por não saberem pensar por si próprios. Alguns fiéis só o são para pertencerem a um grupo social-religioso, pois o Homem e a Mulher de hoje não podem viver isolados dentro de si e sem uma protecção humana ou outra mesmo que seja falsamente divina. No Céu ninguém lá vive nem está morto. O Paraíso não foi encontrado por nenhum astronauta, nem pelas máquinas-satélites inteligentes que vagueiam pelo Espaço á procura de conhecer se têm vizinhos astrais. O Inferno existe, sim, mas na Terra, para os que sofrem injustiças, fome, dores, miséria. Mas se as religiões não existissem, com todas as suas mentiras e caridade, viveríamos melhor? Na presente situação política, social e ambiental, creio que todas as religiões e as seitas de crentes e sugadores de dinheiro (não Deus, porque este não existe, não passa de uma Palavra que só faz o que o Homem é capaz de fazer), se deixarem de ser tão hipócritas, tão interesseiras, tão de costas voltadas umas para as outras, ainda poderão fazer alguma coisa para minimizar a catástrofe anunciada para o nosso planeta e a sua vida humana, animal e vegetal. Será uma estupidez pensar que Ele e os santos mortos é que vão salvar o mundo de secar e morrer devido à poluição gerada pelo Capitalismo e pelo Consumismo. E aqueles que esperam o regresso de Jesus da Nazaré como o “Deus Novo”, o salvador do nosso fim à vista, estão religiosamente doidos, porque os mortos não ressuscitam, não voltam a viver. Nem Ele conseguiu isso, apesar de se auto-anunciar como filho de um outro Deus, de Amor e Tolerância, reinventado do vingativo Jeová dos judeus!

O Capitalismo selvagem, que só pensa no Dinheiro e em lucros empresariais e bancários, está sempre a engordar à custa do trabalho das pessoas. É o mal que mais afecta o Ser Humano que precisa de trabalhar para viver. E revelou-se como anti-Terra, tudo transformando e tudo estando a matar. Penso que todos os não-analfabetos têm conhecimento da escravatura que o Dinheiro dos capitalistas está a causar ao Homem e à Mulher comuns.



O Militarismo é o diabo que atira homens contra homens e mulheres contra mulheres, fazendo do Ser Humano carne para os jogos de ambição e vingança de políticos, “carne para canhão” para generais e “hambúrgueres” para bombas e mísseis de destruição. Se Deus realmente existisse, como milhares querem fazer crer enganosamente a milhões, certamente que Ele nunca permitiria que o Militarismo existisse, pois nunca haverá Paz com o Ser Humano a empunhar armas.

O Comunismo já não é o que era após a II Grande Guerra Mundial e no período da “Guerra Fria” da URSS com os USA e a Europa. Os políticos “bolcheviques” que obrigaram nações a ser comunistas e a viver sob a pata de diversas ditaduras “vermelhas” morreram; e os comunistas-novos abriram-se ao Capitalismo produtivo e economicamente competitivo com um olho aberto sobre o desenvolvimento do Ocidente. Mas ainda há ditadores comunistas que mantêm o seu povo sob a proibição de pensar, manipulado e usado como alimento de uma utopia. Aliás, o Catolicismo agiu da mesma forma na Europa, utilizando Jesus Cristo, mas vejam no que a Igreja Católica se transformou até aos dias de hoje, mesmo utilizando os padres-carrascos da Inquisição, ou Tribunal do Santo Ofício, que julgava e matava sumariamente em nome de Deus aqueles homens e mulheres que pensavam e viam de maneira diferente: ficou sem poder político e sem poder social, tornou-se incapaz de deixar os homens e mulheres do seu quadro de pessoal, os “reencarnados”, gerar Vida Humana e inclinou-se para uma religião folclórica, gestora do seu vasto património religioso e de uma riqueza incomensurável que vai aumentando a colher dinheiro e propriedades das suas “ovelhas” e viúvas.

O que nos resta, então, se muita coisa está cada vez pior e mau neste planeta?

Vamos tentar conservar, mesmo os que pensam que vivem bem, o que há de bom e procurar sobreviver o menos pior possível. Os que assim fizerem e conseguirem viver serão os verdadeiros santos dos últimos tempos da Terra que poderão ir até 2050, 2100, talvez 2500, se, entretanto, uma grande asteróide não chocar connosco e se o petróleo não for substituído por outro combustível não poluente, não venenoso, não desertificador.

Pessimista, eu?! Olha para esta foto. O que vês? Poderás viver, semear, criar gado, colher alimentos numa terra seca, ou inundada até à altura dos teus joelhos. Poderás pescar se não houver peixe nos rios e mares? Poderás respirar e viver numa atmosfera com o ar envenenado?

Este texto é fruto da reflexão que me apeteceu fazer, após ter conhecimento de que o gelo está a derreter nos pólos terrestres e a mentira de George Bush e Tony Blair já causou a destruição parcial do Iraque, 650 mil inocentes mortos, dois milhões de refugiados, 3500 militares ocidentais com as vidas ceifadas e uma incontrolada guerra civil.

Se não acreditas, abre os olhos e olha em teu redor e para o que está a acontecer para além do teu tempo de pensar e ver em África, Ásia, Antártida, América Central, Brasil (no nordeste e nas favelas cariocas) e em Portugal nos “bairros-de-lata” dos subúrbios de Lisboa…

Texto: MARQUES PEREIRA

Foto: A.N.I.

Webmaster: Paula Danielle Medeiros

9.3.07

CARNAVAL MOLHADO EM CAMALAÚ


Não poderia nesta nova etapa do "lusitânia perdida deixar de apresentar aos nossos leitores, um pouco mais desta terra que a denomino de "recanto diferente do nordeste brasileiro".
Esta terra fica localizada dentro do polígono das secas , encravada no nordeste brasileiro, e que tem uma gente simpática e muito hospitaleira. Sua principal característica, igual a maioria do povo brasileiro é sempre tentar vencer as adversidades com alegria.
Seu nome Camalaú, é uma corruptela do tupi-guarani CAM/B/ARA/U que significa Rio do Camará . A cidade fica localizada a cerca de 331 KM da capital (João Pessoa) do estado da Paraíba. E tem uma população de 5492 pessoas.
Por estar numa das áreas mais secas do país, praticamente não há agricultura,exceto a a de subsistência, e em sua maioria as pessoas vivem da caprinocultura.
O impressionante é que com todo este relato, realiza-se ai uma festa de carnaval que constitui um paradoxo a realidade climática mas com uma demonstração incomum que é possível vencer dificuldades e que é necessario apenas que façamos a nossa parte.


O Carnaval de Camalaú tem se destacado ao longo dos anos com a promoção do Carnaval Molhado como é mais conhecido.É realizado no Balneário Público Municipal, recebendo um público estimado em mais de 15 mil foliões a cada ano. O Balneário esta localizado no Açude Zé Tourinho a cerca de 2 km do centro da cidade.
Uma tradição que nasceu no ano de 1994, que neste ano de 2007 repetiu o sucesso dos últimos anos.Segundo o Departamento de Turismo da Prefeitura Municipal, este ano foram feitas algumas modificações na estrutura do Balneário Público, com melhorias no estacionamento, palco, e reorganização dos espaços destinados a comercialização de produtos e serviços, o que agradou muito aos foliões.Muitas casas foram alugadas pela multidão de que procurou Camalaú durante o evento, pessoas de toda região do Cariri, e do vizinho estado de Pernambuco.A Folia em Camalaú foi aberta no sábado a noite, com a promoção do tradicional baile de abertura em praça pública, com a presença de Blocos e Orquestra de Frevo. No Domingo foi aberto o Balneário com animação garantida pela Banda Perfil, a noite o Bloco das Virgens ganhou as ruas da cidade, o que trouxe muitas pessoas as calçadas pra ver a passagem do Bloco Virgens de Camalaú.
Um dos grandes momentos da festa foi a escolha da garota molhada 2007. Cabe ao leitor, adivinhar qual foi a vencedora. Oportunamente diremos qual foi.
O evento também este ano foi considerado de êxito. Certamente um convite a quem quiser conhecer esta paragem sul-americana.
Texto: Paulo Medeiros com a colaboração do depto. de turismo da prefeitura municipal da cidade.
Fotos: Depto de Turismo
Webmaster: Paula Medeiros

3.3.07

GRAÇAS A DEUS, OS DITADORES…


As religiões sempre estiveram conotadas com a Direita dos poderosos, ricos, exploradores do trabalho escravo e ditadores.

E quando se fala do povo-povo que são os trabalhadores, os pobres, os explorados e os escravizados pelo patronato vimos na Esquerda a oposição aos seus carrascos históricos.

Portugal é um pequeno país que já foi grande quando andou a descobrir e a colonizar novas terras e novos povos, entre os quais o Brasil e os seus indígenas.

No último século, porém, a História de Portugal teve um ditador criado pela Igreja Católica que governou durante 48 anos: o provinciano António de Oliveira Salazar.

No princípio do seu mandato, com o apoio do consagrado temor ao Deus judeu do Tora (Velho Testamento da Bíblia), Salazar tirou Portugal do caos económico e financeiro em que vivia, mas depois submeteu os Portugueses a regras de mansidão, obediência, fome, pobreza, analfabetismo e tortura física e psicológica própria da Idade das Trevas dos “reinos do céu” da Europa, onde Ele habitava e obrigava a plebe a temer os ditadores religiosos e políticos.




Da ditadura de Salazar prosseguida por Marcelo Caetano (que após a revolta de 25 de Abril de 1974 fugiu para o Brasil, onde morreu) ficou um Banco de Portugal cheio de barras de ouro que o grande ditador amealhou mantendo o povo-povo na miséria, medo e ausência de Liberdade.

Apesar de Salazar ter sido um pesadelo para os Portugueses que viveram no seu tempo e Portugal ser hoje, ainda, o reflexo do seu pensamento atrasadista do ser humano, ainda há uns saudosistas do fascismo-igrejismo que querem fundar um museu na casa e na terra em que ele nasceu, Vimieiro (Santa Comba Dão – Viseu), onde está enterrado e esperamos que não seja “ressuscitado” pelos católicos que o apoiaram e até, muitos, defenderam a sua canonização.

Os grandes inimigos do povo-povo sempre quererão ser recordados como predilectos filhos de Deus, como se percebe das palavras da faixa colocada na sua casa abandonada por todos e a ser comida pelo tempo…



Texto: Marques Pereira

Webmaster: Paula Medeiros

23.2.07

A UNIÃO EUROPÉIA – PENSAMENTOS E PROJEÇÕES


Aqui no Lusitânia Perdida, não poderia perder a chance de falar sobre este assunto, com o enfoque prioritário ao nosso Portugal.

Na década de 80 (1986), quando ocorreu o terceiro alargamento, muitos pensavam que a partir de aí muita coisa ia mudar; o que a principio aconteceu.

Foi o momento em que Portugal e Espanha finalmente teriam a chance de pertencer ao seleto grupo europeu, exatamente igual ao que tinha acontecido a Grécia cinco anos antes.

Deslumbraram com os empréstimos a fundo perdido, possibilidades econômicas maiores, qualidade de vida e principalmente seus cidadãos não seriam mais considerados imigrantes.

Na prática as coisas não seguiram bem assim, estes sucessivos alargamentos (sexto) em conjunto com a falta de resolubilidade interna entre os já membros e a resistência por parte de alguns países ameaçaram o sucesso pretendido.

De qualquer forma o desejo maior no momento é acolher nos próximos anos os países da Europa central, dos Bálcãs etc.. Encontrando recursos que permitam esta absorção nos níveis econômicos e estrutural dos atuais membros.

Podemos exemplificar como o caso típico da Noruega que assinou o tratado por duas vezes e sua população não referendou.

Mas, o fato que realmente mais marcou a vida do cidadão comum foi quando em 2001 foi introduzida a moeda única (euro) e assim se fez mesmo sentir na prática. Não se sabe se por receio ou por conteúdo político a não aceitação desta nova moeda por parte de um membro importante do Reino Unido inundou de dúvidas a muitos. Para exemplificar observa-se que em Portugal um simples café em escudos não ficou com a mesma equivalência em euros. Perderam-se aos poucos os parâmetros reais de valor, principalmente a nível salarial. A vontade e a ganância de lucros rápidos não permitiu um melhor crescimento econômico e as políticas de incentivo para a implantação de indústrias terminou com o fechamento dela promovendo um arrefecimento de mercado e aumento de desemprego.


Bem, a sorte foi lançada faz tempo, mas a desconfiança aumenta perante a opinião pública. O importante mesmo é diminuir as desigualdades e procurar tirar os marcos da ineficiência e tentar verter os caminhos que nunca possam tornar realidade as palavras do “Nobel” José Saramago, quando afirmou que seu país poderia ser apenas um balneário para europeus mais afortunados.


Texto: Paulo Medeiros
Webmaster: Paula Medeiros

16.2.07

ESCREVER E LER PARA SABERMOS EXISTIR

Escrever é como falar. E se a falar mostramos que existimos e podemos comunicar uns com os outros e entendermo-nos, embora nem sempre, a escrever podemo-nos afirmar através do contacto com a informação, o esclarecimento, a opinião e a crítica, se soubermos ler e interpretar as palavras de quem escreve e dos que falam e não escondem a sua voz no silêncio.

Mas há quem saiba escrever e não sabe falar, mesmo que falem muito para dizer nada, o que também se pode encontrar nas pessoas que escrevem a “mastigar” palavras e mais palavras, abordando coisas e loisas que não informam nem agitam o pensamento e a opinião do alvo que são os leitores.

Escrever num jornal não é o mesmo que escrever um livro, um manual, um missal, uma reza ou uma bajulação religiosa onde todas as mentiras mentais e espirituais se podem “consagrar” com o objectivo de chegar à cabeça do bem-aventurado povinho meio analfabeto que vê, mas não sabe o que dizem nem porque foram escritas tais palavras.

Num jornal escrevem-se notícias, opiniões, críticas, comentários, poesia, anúncios. Um livro lê-se e depois guardamo-lo numa prateleira. Um jornal é como uma história contada por vozes lidas e ouvidas todos os dias pelos títulos que mais nos despertam a atenção. Depois atiramo-lo para o lixo, não voltamos a vê-lo nem a ler. Mas algo fica em nós: mais conhecimento, cultura e opiniões melhoradas e actualizadas.

Há parolos religiosos que guardam os jornais, pois vivem na ilusória e demente convicção de que a maquiavélica e assassina Santa Inquisição Católica voltará um dia e os autores cristãos-católicos progressistas, sem medo de escrever a Verdade, serão julgados pelas “hienas inquisidoras” de uma religião de velhos que parou no tempo e se vai esvaziando de crentes, seguidores e sacerdotes, pois novos crimes imorais e cívicos surgiram na vida de alguns clérigos e as ilusões do paraíso do Céu ficaram mais cinzentas.
Vejamos o que escreveram homens e mulheres com o pensamento livre de pressões e convicções religiosas e políticas:

Escrever e ler é um acto de Liberdade.
-Martim Amis, escritor inglês.

Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio Você coloca ideais.
-Neftali Ricardo Reyes Basoalto (Pablo Nerruda), escritor, poeta e diplomata chileno, Prémio Nobel:

Escrever é, simplesmente, uma maneira de falar sem que nos interrompam.
-Sófocles, escritor e dramaturgo grego.

É preciso escrever o mais possível como se fala e não falar demais como se escreve”.
-Saint-Beuve, escritor e crítico francês.

Somos todos escritores; só que uns escrevem e outros não.
–José Saramago, escritor português, comunista, Prémio Nobel.

Escrever é ter coisas para dizer.
-Darcy Ribeiro, romancista e professor brasileiro.

Reescrevi 30 vezes o último parágrafo do meu livro “Adeus às Armas” antes de me sentir satisfeito.
–Ernest Heminguay, escritor norte-americano.

Quem não lê não escreve.
-Wander Soares, educador e editor brasileiro.

Escrever é uma forma de a voz sobreviver à pessoa.
-Margaret Eleanor (Peggy Arwood), escritora canadiana.

Corrigir uma página é fácil, mas escrevê-la (ah, meu amigo!) isso é difícil.
-Jorge Luís Borges, poeta argentino.

Escrevo para que os meus amigos me amem ainda mais”.
Gabriel Garcia-Marquez, escritor colombiano, Prémio Nobel de Literatura.

Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer é porque um dos dois é burro.
-Mário de Miranda Quintana, poeta, escritor e jornalista brasileiro, que aprendeu a ler tendo como cartilha escolar o jornal “Correio do Povo”.

Podia terminar aqui este texto sobre o que é escrever, mas ainda vou citar quatro versos do poema “Não sei quantas almas tenho”, de Fernando Pessoa, porque quem escreve num espaço aberto a todos e a várias mentalidades não deve fazê-lo só para si nem para um só leitor. É na diversidade da nossa escrita que reside o interesse de os outros lerem, querer conhecer e saber mais do que nós próprios sabemos:
Anoto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo “Fui eu?”
Deus sabe porque o escreveu…

Cora Coralina, poetisa brasileira da Língua Portuguesa, escreveu:
Nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser um colo que acolhe
Um braço que envolve
Uma palavra que conforta.
Isto não é coisa de outro mundo
É o que dá sentido à vida!

Olhando para a vida dos portugueses que não escrevem, não falam, não levantam a voz, vivem quedos e mudos; que não dão um murro na secretária dos governantes locais e nacionais; que continuam a ler as lengalengas do tempo de Abraão e Moisés; que não agitam ninguém para as tristes realidades; que vão atrás do risonho bla-blá dos políticos exploradores do Povo… Assim “indo”, como querem ter um País melhor do que este, sempre pobre, atrasado, mal ensinado, um ninho de corruptos, um “clube de senhores ladrões” subsidiados e protegidos pelo Estado?

E não será isto, ou pior, o que está a acontecer no Brasil, onde a corrupção e as muitas religiões importadas e exportadas são a causa e o “progresso sustentado” de uma nação que, em grande percentagem, se vê obrigada a emigrar para sobreviver, fugir ao medo que a droga e violência urbana causam, à pobreza, fome e assassínios que são frutos da criação da Política e da indiferença dos que vivem e lideram à custa de Deus?

Todos podemos escrever o que pensamos e opinamos uns para os outros. E ser lidos, se não escrevermos para um umbigo anafado e malcheiroso de tanto esquecer que uma mente aberta pode ser mais verdadeira do que uns olhos fechados às muitas realidades e às mentiras com que querem que continuemos a viver como uns mansos, calados, obedientes, incultos e eternos pobres coitadinhos do mundo...

Texto de MARQUES PEREIRA
Foto de
Webmaster: Paula Danielle Medeiros

9.2.07

A IGREJA DE JESUS CRITO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS


A Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias (mórmons) está em Portugal desde a década de 80 do século passado e no Brasil há muito mais tempo chegando hoje a cifra invejável de quase 1000000 (um milhão) de membros.

No caso em particular Portugal, a igreja conta atualmente com cerca de 35000 (trinta e cinco mil) membros, com crescimento notável.

Para que o leitor tenha um conhecimento mais global sobre esta entidade religiosa é necessário fazer algumas explicações. Do ponto de vista religioso os membros seguem às normas de conduta e trabalho sociais que considero impecáveis. Projetos como “Mãos que Ajudam” têm proporcionado melhoria de vida a muitos pelo mundo afora.

Tudo começou em 1823, no estado de Nova Iorque. Joseph Smith, um filho de fazendeiros, recebeu uma revelação de um anjo que o disse onde estavam enterradas placas de ouro com ensinamentos da verdadeira fé, escritos em egípcio reformado. Joseph Smith traduziu com a ajuda de Urin e Tumin (acredito serem lupas especiais ou divinas). Quando terminou a tradução o profeta mandou imprimir os ensinamentos, formando o chamado livro de Mórmon que hoje é distribuído mundialmente (seria bom o leitor ler o próprio livro).

Os mórmons não se consideram uma religião a mais, e sim a igreja restaurada de Jesus e por isto segue-se também a Bíblia.

O presidente é a autoridade máxima da igreja, o profeta dos dias atuais. Abaixo do presidente, como no início do cristianismo estão os doze apóstolos.

Os mórmons acreditam que qualquer um pode receber revelação direto de Deus, mas somente o profeta poderá receber revelações que possam alterar a doutrina da igreja e as normas de conduta dos fieis.

A religião impõe, ou são orientados, por exemplo, a manter a castidade até o casamento, pois o corpo é templo de Deus e por esta razão deve ser preservado. O corpo também não deve ser maculado com chá preto, café, álcool ou drogas ilícitas.

Em Portugal há várias estacas, notadamente em Lisboa, Setúbal, Oeiras, Porto, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira. Particularmente destaco a estaca de Setúbal que mantém um sitio na internet:
http://www.alaum.net

Aí o leitor poderá ver com maiores detalhes todo o trabalho, mantido sempre por colaboradores e voluntários. Gosto muito do trabalho social e acredito que toda a obra deve ser lida e observada.

Se muitos concordam ou não com a doutrina, isto é outro aspecto, mas a verdade é que não temos condições de ignorar tamanho trabalho como entidade religiosa.

Texto: Paulo Medeiros
Webmaster: Paula Medeiros
Foto: Arquivos cedidos por colaboradores

2.2.07

CARTA DE UM ASSASSINO DA HUMANIDADE APOIADO POR DEUS

Você já se interrogou sobre o facto de todos os grandes ditadores, exploradores e cruéis assassinos da Humanidade, desde os Papas do Catolicismo aos traficantes de drogas das favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, New York, Colômbia e Afeganistão, entre outros, estarem apoiados em e por Deus? Eles matam e o povo morre graças a um Deus que só bem alimenta e protege os “filhos da puta” deste mundo? Pense, porque no cérebro humano não cabem somente orações a este Deus…

Leia esta religiosa e patriótica carta que Saddam Hussein deixou aos iraquianos antes de ser enforcado e enterrado para sempre devido a alguns dos seus crimes:

“Ao grande povo Iraquiano, aos heróis resistentes em nossas Forças Armadas, às iraquianas virtuosas... aos filhos da nossa gloriosa nação... aos corajosos e fiéis da nossa resistência.

Estive como vocês, os que bem me conhecem, no passado, e Deus Glorificado quis mais uma vez que eu esteja no coração da jihad e da luta, da mesma forma e alma que estivemos juntos antes da revolução, mas, agora, em crise maior e mais difícil.

Meus queridos, esta dura situação na qual nos encontramos juntos e que afectou o Grande Iraque é uma nova lição e uma nova crise que ajudam a identificar as intenções de cada um perante Deus, bem como perante as pessoas no presente e quando a situação se transformar numa história gloriosa, base da construção do sucesso para futuras eras históricas.

A nossa atitude na presente situação é segura e fiel e qualquer outra é falsa, pois a consciência de cada um não se omite a Deus. Assim, os que se apoiarem nos estrangeiros para se sentirem mais fortes que os próprios conterrâneos são banais e baixos. Em nosso país, só o bem e o certo perdurarão. O bem permanecerá na Terra -é a verdade de Deus Louvado e Glorificado-


Ao grande povo da nossa nação e à humanidade... Muitos de vocês já conhecem o dono desse discurso, sua honestidade, idoneidade, mãos limpas e a sua preocupação com o povo, sua sabedoria, visão e justiça, sua firmeza no tratamento dos fatos, seus cuidados com o dinheiro do povo e da nação, sua consciência permanentemente preocupada, seu coração dolorido e sua inquietude para melhorar a situação dos pobres e atender os necessitados.

Conhecem seu grande coração em que cabe todo seu povo e sua nação, sua fidelidade e honestidade... sem discriminar seu povo a não ser pela sinceridade do esforço e a competência cívica... É o que eu lhes digo hoje em nome de todos vocês e em nome de nossa nação.


Iraquianos; nosso povo e nossos parentes, parentes de todos os honestos, virtuosos e virtuosas...vocês já conheceram seu irmão e líder como sua própria família o conheceu; nunca se curvou para os tiranos e permaneceu sempre espada e bandeira entre o bem e a injustiça. Não é assim que querem vosso irmão, filho e líder?

Sim, assim têm de ser Saddam Hussein e suas atitudes, e, se não for assim (Que Deus não queira), ele será rejeitado por si mesmo e por sua alma. Assim tem de ser quem liderá-los como bandeira dessa nação e exemplo, depois de Deus Poderoso...

Ofereço minha alma em sacrifício, e Deus a levará para onde estão os mártires, ou que seja feita a sua vontade, Ele, Clemente Misericordioso, Dele somos e a Ele retornaremos.

Meus irmãos...meu grande povo...lhes peço cuidar das qualidades que os fizeram carregar a fé merecidamente, e ser a luz radiante da civilização nesta terra berço do pai dos profetas, Ibrahim Al Khalil, e de outros profetas que fizeram de vocês detentores da grandeza e nobreza de forma oficial.


Ele sacrificou-se pela pátria e pelo povo, e ofereceu sua vida e a de sua família, crianças e adultos, desde o início, para a nação e o grande povo fiel e generoso, e não recuou. Apesar das dificuldades e tempestades pelas quais passamos e o nosso Iraque passou antes e depois da revolução, Deus glorificado não quis a morte para Saddam Hussein, e, se desta vez for inevitável, que seja uma semente plantada por Ele, cuidada e protegida até hoje e Ele que a tome quando bem entender e decidir, pois ela irá tranquila, despreocupada como mártir e nós Lhe agradecemos.


Paciência, em Deus procuramos conforto e ajuda contra os tiranos, Ele os quer ideal e exemplo do amor, do perdão e da fraterna convivência entre si. Ele os testa para lapidar suas almas e assim vocês conseguirão discernir quem está ao seu lado, quem é do Tratado do Atlântico Norte, quem são os persas rancorosos que herdaram o diabo de seus líderes e os sionistas, através de seu representante na Casa Branca, que cometeram crimes plantando ódio desprovido de humanidade e fé.

Em nome do amor e da paz, vocês construíram, sem conflitos e com dignidade e segurança, as cores vivas da bandeira num passado pouco remoto e, especialmente após a grande revolução de 30 de Julho de 1968, vocês saíram vencedores carregando a bandeira nas cores do Grande Iraque... Irmãos nas batalhas e nas construções.A união entre vocês impediu seus inimigos invasores e persas de escravizá-los, eles que tentaram plantar seu ódio e planos mirabolantes entre vocês e foram apoiados pelos estrangeiros naturalizados iraquianos e com o coração cheio de rancor iraniano; Mas tudo isso foi em vão, vocês ficaram cada vez mais fortes e unidos debaixo da bandeira DEUS É MAIOR, a grande bandeira do povo e da pátria.


Meus irmãos guerreiros, peço-lhes para não terem ódio, pois ele vos cegará e vos tornará injustos, ele vos tirará o equilíbrio, o raciocínio e a livre escolha, e não é esse o caminho do povo que tem origem e princípios.


Peço-lhes, meus irmãos e irmãs, filhos e filhas do Iraque: não tenham ódio dos povos dos países que nos atacaram, causaram danos, nos separaram e afectaram a tomada de decisão, mesmo sendo merecedores da nossa guerra contra eles. Não odeiem o ser humano. Repudiem o mal e não seu feitor. Saibam perdoar, pois Deus é clemente e perdoa mesmo sendo superior. Que a lei seja seu embasamento e que sejam justos, pois as nações e os povos só crescem com justiça e não com rancores e ilegalidades.

Saibam, meus irmãos, que nos países agressores há os que os apoiam e são voluntários para defender os presos e entre eles Saddam Hussein, e outros desvendaram complôs e escândalos dos inimigos. Peço-lhes que permaneçam sempre unidos e honestos com a nação e a humanidade, sinceros consigo mesmos e com os outros.

A sentença da minha morte por enforcamento foi proferida por ordem dos inimigos invasores; dessa forma, achei melhor informar a nossa nação, o nosso povo e a opinião pública.

Ao grande povo fiel e generoso, despeço-me e entrego a minha alma a Deus Clemente, que não desaponta nenhum sincero, crente e fiel.

DEUS É MAIOR! DEUS É MAIOR!

Viva nossa nação! Viva a Humanidade em paz e segurança e onde ela for justa.

DEUS É MAIOR!

Viva nosso grande povo guerreiro! Viva o Iraque! Viva a Palestina. Viva a jihad e os nossos guerreiros!

DEUS É GRANDE!
Abaixo os derrotados!
(Assinado: Saddam Hussein, Presidente da República e comandante-geral das Forças Armadas do Iraque)”.

Então… o que ficou a pensar Você depois de ter lido esta carta de um ditador político e implacável militarista? Vai continuar a rezar e rastejar de joelhos diante deste Deus aludido por Saddam Hussein? Eu há muitos anos que deixei de ir atrás de tretas e lengalengas deste Deus que não tem olhos para ver o Mal que “eles” fazem à Humanidade e carece de energia e poder para cumprir as promessas que fez aos povos para quem foi inventado.

Se houver alguma Deusa viva, Mulher e Mãe, que queira tomar o lugar deste Deus que engana, faz obedecer os simples e se deixa usar pelos grandes criminosos da Humanidade, eu voto Nela e segui-La-ei até serem destruídos todos os Diabos e desmantelados todos os Infernos que as bestas criaram como par das Religiões que nos acenam com Amor e nos estão a dar muita miséria, fome, doenças, guerras, destruição e morte…