28.2.09

O QUE FEZ VOCÊ PELA VIDA DA MULHER?







8 de Março é mais um repetitivo Dia Internacional da Mulher criado pela ONU. Impõe-se, portanto, esta pergunta à massa cerebral de cada homem e mulher: O que fez Você pela melhoria da vida das mulheres? Inclusive por si, se é uma mulher solteira, esposa, mãe, companheira, amante, doméstica, trabalhadora, reformada, aposentada ou uma viúva alegre, triste ou solitária.

É evidente que o Dia da Mulher é todos os dias. Já o mesmo não podemos dizer com tanta propriedade do dia de muitos homens que, sem uma mulher, os seus dias não tinham o conteúdo humano e estabilizador que elas são para eles.

Celebrar o Dia da Mulher, mesmo que este seja “coisa política”, é como celebrar todos os dias da realidade da nossa vida.

A Mulher é o ser mais completo e importante da Humanidade, pois elas são, para além de tudo mais, a renovação, a criação, a construção contínua dos homens e mulheres.

A Mulher é a esperança e o futuro deste mundo que se quer melhor.

A Mulher é amor, mãe, educadora, anjo do lar, formadora, profissional, empresária, política, cientista, escritora, jornalista, religiosa, atleta, beleza, paz, a outra metade genética dos homens que nasceram, cresceram e evoluíram conforme a Natureza.



Adoremos e respeitemos mais a Mulher, porque sem ela o planeta tornar-se-á num hostil e feio deserto por onde deambularão horríveis fantasmas de eunucos.




Texto: Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros

21.2.09

Felipão na Inglaterra

Nas ultimas semanas, foi noticia nos principais jornais do mundo o nosso Luiz Felipe Scolari. O brasileiro campeão mundial e que levou Portugal ao topo do futebol mundial.


Ousado, disciplinador e extremamente humano o Felipão (como nós o chamamos), conseguiu ser herói não so no Brasil, bem assim como em Portugal onde levou a condição de vice-campeão europeu e quarto lugar no ultimo mundial da Alemanha. Mesmo com toda esta fama e todos seus atributos, muitos detalhes os europeus desconheciam, principalmente os dirigentes do Chelsea.


Fala-se que o seu ex-patrão , o russo Roman Abramovich, o tinha contratado para que a equipe apresentasse um futebol vistoso. Puro desconhecimento, Scolari jamais esteve associado a beleza do futebol, embora seja um treinador excepcional. E digo excepcional, pois ele introduziu no futebol brasileiro a idéia que não bastava ter talento, precisavamos nos preocupar também com a defesa. Assim, já fazia tempo, que com equipes muito pequenas ele chegou a conquistar grandes resultados. Lembro-me bem, quando ele conseguiu levar o modesto CRB de Alagoas as meia finais da copa do Brasil.

Em Portugal com seu jeito disciplinador conseguiu quebrar antigas mazelas e ao dar oportunidade a jovens talentos (Cristiano Ronaldo), quase que por uma fatalidade não chegou ao titulo europeu. Conseguiu também trazer de volta um ufanismo que há muito não se via em Portugal, conseguindo unir toda torcida em prol de um desejo e de uma vitoria...


Sua conduta sempre foi de se integrar aos jogadores, como se ele próprio fosse mais um jogador, tirando deles o melhor que possuía. A tudo isto se chamava Familia Scolari. Sua arma mais constante e poderosa era a perfeita comunicação com o grupo. Assim, na Inglaterra faltou-lhe o que nos é mais precioso quando desejamos transmitir detalhadamente o que sentimos e neste caso o nosso idioma. A comunicação através de interpretes transformou quase tudo num verdadeiro fiasco, chegando ao ponto que o capitão John Terry declarar que Scolari tinha seu apoio e de mais uns dois ou três. Muito pouco mesmo. Daí foi encerrado seu contrato milionário, e seu status de herói saiu da fama a quase zero, o que não chega aser um problema, pois com toda a certeza muitos do Brasil já o querem ver com a nossa canarinha.

Volta Felipão!





Texto: Paulo Medeiros

Foto: A.N.I.

Webmaster: Paula Medeiros

15.2.09

ANFITRITE E OUTRA, MULHERES DESILUDIDAS COM A RELIGIÃO


A opinião dos outros deve-nos interessar sempre, pois é a ouvir, a ler e a discutir que nos vamos esclarecendo ou melhorando a nossa própria visão e pensamento sobre os assuntos em que flutuam as pessoas de todo o mundo.

No blogue “Murcon” do conhecido médico-psiquiatra e sexólogo português Prof. Dr. Machado Vaz, nortenho do Porto (cidade na foz do internacional rio Douro, onde na margem esquerda existiu a aldeia de Portucale que deu o nome de Portugal), deparei com esta opinião assinada por uma leitora que usou o”nickname” Anfitrite, que na mitologia grega é filha da ninfa Dóris casada com Nereu que teve 50 filhas, entre elas a deusa Tétis. É irmã de Aquiles, o jovem, intrépido e belo herói que tinha no seu corpo um único ponto vulnerável, o calcanhar, que chegou à actual Medicina como o “Tendão de Aquiles” causador de tendinites e outros traumas dolorosos motivados por excesso de esforço sobre os pés. Casou com Posídon (para os Romanos foi Neptuno), deus-supremo do Mar, que também foi marido de Nereidas, Náiades e muitas ninfas e heroínas, sendo por inerência conjugal rainha e deusa de todos os mares
.
Anfitrite escreveu, começando por se questionar:

Porque raio não me foi dado o dom da Fé? Será porque não acredito em milagres?Sou agnóstica porque não acredito que haja alguém que tenha todo o conhecimento para fazer certas afirmações.

Posso afirmar que sou ateia e custa-me a acreditar como é que pessoas minimamente inteligentes podem acreditar que haja um Deus que venha punir ou agraciar os maus ou os bons. Como se distiguem eles? Os conceitos vão sempre variando ao longo dos tempos.

Apenas há dois mil anos, já a Humanidade era velha, apareceu alguém (Jesus de Nazaré) com boas intenções como tantos outros e houve um grupinho que se apoderou das suas ideias religiosas para explorar o filão religioso em que se transformaram. Não para ajudar o próximo, porque os que o fazem não precisam que lhes indiquem o caminho.
Daí em diante, em nome Dele, tanto mal tem sido feito ao Homem. E, entretanto, outros vão-se enchendo e vivendo à sua custa.

Mas como acontece que às vezes a dor é tamanha, as pessoas tem de se agarrar a qualquer coisa. Eu agarro-me às árvores do meu jardim e aos meus mortos, apesar de enquanto vivos, alguns me tenham feito sofrer.

A maioria dos vivos só pensa neles.

Será que alguém, no seu perfeito juízo, acredita que o Cardeal-patriarca de Lisboa, José Apolinário, esteja preocupado com as mulheres portuguesas que desejem casar com muçulmanos? Então porque não se preocupa com as mulheres que estão a ser espezinhadas pelos portugueses? E em menor escala com os homens árabes maltratados e vitimados por uma qualquer odalisca ocidental?

Quem se lembra dos direitos que apenas há pouco mais de trinta anos eram negados às mulheres portuguesas, dos que lhe eram mitigados e dos que, ainda hoje, lhe são vetados por uma maioria e religiosidades dominantes? Enquadremos as coisas nos contextos históricos e nos continentes próprios e não façamos afirmações balofas.Aconselho vivamente um livro a quem ainda não o leu, se o conseguirem encontrar. Não é ficção é pura realidade. Já tem uns anitos. Hoje já não causa tanto impacto por causa da Internet. Tem o título "Assim Seja, Ela”, de Benoîte Grould. Em Portugal foi publicado pela Livraria Bertrand. Na edição original, francesa, chama-se "Ainsi Soit-Elle" e foi publicado, em 1975 pelas "Editions Grasset & Fasquelle".

Quanto às histórias das criancinhas, ainda há poucos anos não lhes ligavam muito.Os chineses tinham muitos filhos porque precisavam de muito de apanhadores de estrume para fertilizar os arrozais. Outros porque precisavam de mão-de-obra intensiva. Aqui lembro também o livro do grande médico, sociólogo, professor e político Josué de Castro, "Geopolítica da Fome". Acrescento também a "Geografia da Fome". Em Àfrica, hoje, ainda há locais onde os homens só fazem filhos para os vender e viver desse rendimentos. Não fazem mais nada.

Agora falando de árabes e judeus é mesmo verdade que o lóbi mais poderoso nos EU é o dos judeus. Eles controlam o negócio das armas, do petróleo, dos diamantes, dos funerais, para não falar na prostituição, porque essa está em todo o lado. Eles influenciam qualquer decisão nos órgãos dos USA. O lóbi dos árabes limita-se a meia dúzia de indivíduos, que exploram as riquezas que têm e vivem a esbanjar escandalosamente dinheiro, coleccionando carros, jóias, etc., e deixando o seu povo na miséria e na opressão.

Obama afirmou que não saberia o que faria se um foguete lhe entrasse pela casa e lhe matasse as filhas. Que fará ele agora que viu imagens de aviões lançarem bombas sobre escolas lotadas de crianças?

Se os palestinianos lançam foguetes de casas particulares é porque não tem mais espaço. Já não há Palestina; existem uns retalhos de terra minada e nada mais. Alguém pensa que alguns dos extremistas dos colonos israelitas irão abandonar a Cisjordânia? Onde chegam tomam conta de tudo. Como os colonos da Austrália, como os da América profunda, como os da África do Sul, etc.
Ainda voltando às seitas e religiões -e para que pensem bem nisso-, digo-lhes que eu fui vítima, aqui há uns anitos, de assédio religioso pela minha directora de serviços, que pertence a uma seita japonesa que se chama MahiKari e que ninguém imagina do que se trata. É muito pior do que aquilo que diz a Wikipédia!

Falando ainda na crise de missões para o sacerdócio, não se esqueçam que antes quem ía para padre, regra geral, eram os filhos das famílias pobres do interior que eram mandados para os Seminários, porque assim sempre tinham a hipótese de estudar e arranjar alguma equivalência nos estudos. O grande escritor Vergílio Ferreira foi um deles. Não tinha vocação e teve coragem de quebrar as amarras.

Desculpem o “esbanjamento”; hesitei muito, mas este “murcon” do Professor deu origem a comentários fabulosos. Continua a ser necessário agitar a malta e não na modorrice dos pés aquecidos pelos cães. Os cães são para andar cá fora a correr e a brincar com eles…”.

A Outra é uma mãe que viu a filha ser atingida pela variante humana da “Doença das Vacas Loucas”( Doença de Creutzfeldt-Jakob), por ter comido carne bovina contaminada. Andou a pedir ao Deus inventado, ao Deus morto (Jesus de Nazaré) e a diversos santos que foram gente bondosa e a outros que foram inventados, mas nenhuma destas divindades e santidades lhe salvou a filha, de 14 anos, de morrer na sua cama. Ela afirmou, também como mais uma pessoa desiludida com a Religião:

"Não acredito mais em Deus, em santos, em nada da religião! Não atenderam aos meus apelos de vida para a minha filha. Rezei. Andei de joelhos. Desloquei-me a santuários e templos católicos e cristãos. Ofereci velas. Todavia, todos me ignoraram e ficaram nos seus altares e no Céu indiferentes à minha grande dor e aos fartos mananciais de lágrimas de mãe”.

Esta mãe esqueceu-se de que o que os médicos, os medicamentos, as terapias e o próprio corpo não curam, ninguém, nem Deus, tem capacidade para curar e salvar alguém da morte…

(O facto de reproduzir opiniões de outras pessoas não quer dizer que as faça minhas, nem que as adopte. As opiniões alheias têm o interesse que lhes dermos e podem servir para as confrontarmos com as nossas e outras que já ouvimos e lemos. Mas, como se lê, estas opiniões de duas mulheres nasceram de realidades vividas e actuais, as tais que fazem a experiência e constituem a “biblioteca da vida” e do conhecimento que os idosos vão acumulando e transmitindo nas suas histórias).

Texto: Marques Pereira, Anfitrite e Outra
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros



7.2.09

Gravatá.- Pernambuco - Brasil



Em meu ultimo fim de semana de férias escolares aqui no Brasil, saí com minha família a um destino muito interessante. Há algum tempo e aqui bem perto, depois de tantos convites de familiares, resolvi visitar as terras de Gravatá no estado de Pernambuco deste nosso Nordeste Brasileiro.
Achei tão interessante que resolvi compartilhar com nossos leitores, e aproveitando a penetração do nosso blog em outras partes do mundo, encontrei uma maneira simples de promoção e divulgação deste lugar.
Antes de tudo , um pouco de historia. O nome Gravatá é de origem indígena, exatamente do Tupi kravatã ( Mato que fura), arbusto muito comum nesta região . A cidade teve iniciada sua formação por volta de 1808, por comerciantes luso brasileiros quando do desbravamento do interior do nosso sertão nordestino. As embarcações através do rio Ipojuca só conseguiam chegar ate este ponto, daí a concentração de pessoas..
A cidade fica situada no alto da Serra de Russas, e quando por lá passou a primeira ferrovia, iniciou-se sua vocação para o turismo.

A causa de tudo isto se deve principalmente ao clima privilegiado da cidade. Sua localização próxima ao Recife, que dista 80 Km, proporciona um lugar agradabilíssimo de clima inconfundível e próximo do litoral. A temperatura média anual é de 22 graus C, e nos meses de inverno podem chegar aos 10 graus , o que é quase impensável a nível climático desta parte do Brasil enormemente e mundialmente conhecida pela dureza do clima.

Em busca desta maravilha de clima, milhares de pessoas de outras cidades, começaram a construir casas e condomínios nas encostas para fugir do quotidiano estressante das grandes cidades, e isto fez com que a cidade de oitenta mil pessoas, tenha um população flutuante de pelo menos mais 50 mil almas principalmente próximo aos festejos de São João.

A gastronomia da região é tipicamente nordestina, onde encontramos a carne de sol e a buchada de Bode. Mas o local tem restaurantes onde se pode encontrar comida internacional, destacadamente as massas italianas.
Segundo, o meu cumpadre e anfitrião Eduardo T. Galvão ( Dudu Pernambuco) , estas encostas pernambucanas são um prolongamento do planalto da Borborema, e as belezas naturais que se vê em toda a parte, promove um agradável bem estar. Lembra-me ele que a rede hoteleira local, também esta muito bem instalada, sendo um verdadeiro convite aos turistas.

Particularmente gostei dos prédios do tempo imperial, destacando –se o do Paço municipal e por outro lado, as trilhas de aventuras e o encontro com a natureza.
Como o leitor amigo já deve ter notado, nesta minha fase de vida tenho trabalhado e muito para dentro do que me é possível, transmitir ao leitor que é necessário conhecer mais e mais o que temos em nosso país. A nossa dimensão continental faz-nos refletir quão importante é redescobrir nossas potencialidades e mostrar ao mundo que se fizermos as nossas obrigações podemos transformar e quem sabe realizarmos uma verdadeira reviravolta neste nosso país varonil.

Desfrutem da Suíça Nordestina!












Texto: Paulo Medeiros
Foto 1- Vista panoramica- Cortesia de Leo Mauritsstad
Foto 2- Paço Municipal- foto de Carmen Medeiros
webmaster: Paula Medeiros

1.2.09

ESTRATÉGIAS E TÉCNICAS QUE “ELES” USAM PARA MANIPULAR AS PESSOAS, AS OPINIÕES, A HUMANIDADE


Estas estratégias e técnicas surgiram nos tempos remotos em que o Ser Humano começou a pensar e a manifestar interesse em obter e exercer poder utilizando os seus semelhantes.

Os homens, como seres mais fortes fisicamente, começaram por liderar a família e depois o seu clã. Na sua evolução criaram a propriedade e o direito a caçar e cultivar no seu espaço. Ambicionaram mais e logo descobriram que poderiam dominar pelo medo em algo mais forte do que eles. O Sol, a Lua, a Água, o Vento, o Fogo, os raios, as trovoadas, as tempestades e as demais manifestações da Natureza foram os seus primeiros deuses naturais, que eram bons ou maus, conforme eram vistos e sentidos.

Depois fizeram os “deuses-bonecos” esculpidos em barro e madeira. A Religião era criada para ficar, sempre através do respeito e do medo a um deus inventado.

Milhares de anos depois foram inventados outros deuses com figuras feias e medonhas na Índia. E na Pérsia, hoje Irão, terra dos grandes religiosos cujas histórias chegaram à actualidade, Zaratustra criou um Deus bom, severo, disciplinador e pacificador que ganhou mais adoração entre os Judeus, Cristãos e Islamitas. Mas o persa também criou um “deus” mau, o Diabo que tem servido para “explicar” muita maldade e acusar muitos maldosos que existiram e existem neste planeta.

Os Romanos tiveram imperadores, como Nero, que se auto-proclamaram e se fizeram adorar como deuses-vivos. Os Católicos fizeram de um judeu considerado herege pela sua religião (Judaísmo) o seu Deus-homem, Jesus de Nazaré, e usando o rosto deste em pendões partiram em Cruzadas ao Oriente para matarem os “infiéis” Muçulmanos.

Hoje, os deuses bons inventados são usados maldosamente pelos seus rezadores e manipuladores para matar e destruir. Ainda se lembra de Bush, adorador de Deus? E dos palestinianos do Hamas, adoradores de Alah, e dos israelistas abençoados por Jeová?

Os maldosos deste mundo sempre foram, portanto, os religiosos que se serviram de mentiras e mentirinhas para dominar os outros; são os políticos que aprenderam com os religiosos a mentir e a manipular a Humanidade; são os super-ricos que aproveitando religiosos e políticos criaram o seu Deus Dinheiro e através dele inventaram o Capitalismo para dominar, manipular e escravizar toda a vida Humana, a Natureza, a Terra.

Sylvain Timsit explica o restante sobre este assunto nas palavras que escreveu no seu livro “Stratégies de Manipulation”, o que a seguir vos deixo como sendo a minha motivação para o preâmbulo deste comentário.

Estratégia da diversão
O elemento primordial do controle social é a estratégia da diversão que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e da mutações decididas pelas elites políticas e económicas, graças a um dilúvio contínuo de distracções e informações insignificantes. A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, nos domínios da ciência, da economia, da psicologia,da neurobiologia e da cibernética.

1 -Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais" (extraído de "Armas silenciosas para guerras tranquilas")
2- Criar problemas, depois oferecer soluções.
Este método também é denominado "problema-reacção-solução". Primeiro cria-se um problema, uma "situação" destinada a suscitar uma certa reacção do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia do esbatimento Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.
4- A estratégia do diferimento
.
Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como "dolorosa mas necessária", obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência de esperar ingenuamente que "tudo irá melhor amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento. Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e económica foram aceites pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.
5- Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas.
A maior parte das publicidades destinadas ao grande público utilizam um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, muitas vezes próximos do debilitante, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro ("os dias euro"). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adopta um tom infantilizante. Por que? "Se se dirige a uma pessoa como ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reacção tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )

6- Apelar antes ao emocional do que à reflexão.
Apelar ao emocional é uma técnica clássica para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, pulsões ou comportamentos...
7- Manter o público na ignorância e no disparate.
Actuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )
8- Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade.
Encorajar o público a considerar "fixe" o facto de ser idiota, vulgar e inculto…
9- Substituir a revolta pela culpabilidade.
Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da acção. E sem acção, não há revolução!...

10- Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios.
No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.”

Se leu este meu comentário e o texto de Sylvain Timsit com atenção, ficou com “vastos conhecimentos” para encarar melhor e com mais cuidado a Humanidade do seu género animal.
Tente não se deixar manipular pelas tretas das cambadas que nos usam para “eles” viverem bem a servirem-se da vida e do esforço produtivo da maioria que somos todos nós, os que trabalham e ganham dinheiro e acumulam fortunas, prestígio, honras, estátuas e imagens divinas para os manipuladores do Povo.

Texto: Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros.



23.1.09

Fronteira da Paz


O título acima por si já chama enormemente atenção. Normalmente se tem a idéia de uma área de fronteira como um lugar chato, com aduanas, passaporte, etc.. Mas aqui estamos a tratar de uma única cidade pertencente a dois países diferentes. A separação só acontece apenas por uma avenida e eis que estamos em Rivera (Uruguay) e Santana do Livramento (Brasil). Na verdade, só se percebe que está entre dois países porque de um lado está tudo em espanhol e de outro tudo em português.

É muito comum encontrar cidadãos que nasceram de um lado e trabalham do outro. Muitos que se casam têm filhos das duas nacionalidades. Foi assim que a cidade tornou-se símbolo do Mercosul. O comércio depende muito das variações cambiais, e no momento está mais favorável aos Brasileiros que superlotam os “free shops” do lado uruguaio.

Para nós brasileiros conhecer essa região é também reconhecer que temos vizinhos e que por anos e anos, por questões culturais, não tivemos a oportunidade de conhecer. O nosso vizinho Uruguai tem o que é de mais importante do que qualquer economia, o respeito aos índices sociais e detém o título de mais justo em distribuição de renda na América Latina.

O nosso vizinho é o único país não lusófono cujo ensino do português é obrigatório nas suas escolas e sua população tem um profundo respeito pelo Brasil.

Muitas famílias brasileiras que residem em nossa região historicamente sempre preferiram passas suas férias na Europa e sua grande maioria desconhecia esta fronteira que está a cerca de 4.000 km do Nordeste brasileiro. Como tudo está mudando, agora já não só se descobre, mas também vivemos e temos a oportunidade de conhecer “nuestros hermanos”.

A junção das duas cidades reúne uma população de mais de 200.000 habitantes que servem de exemplo para todos os conflitos que hoje temos no mundo.

Para que o leitor tenha uma noção dos costumes e das músicas da região, apresentamos links de duas rádios, uma brasileira e outra uruguaia:
http://www.querenciafm.com.br/
http://www.radioactivafm.com/
Livramento/Rivera: Um Oasis que dois povos fecundaram pela união e fraternidade.

Vale a pena conhecer!


Texto: Paulo Medeiros
Foto: Fronteira da Paz
Webmaster: Paula Medeiros

17.1.09

CARAMURU:MÍTICO HERÓI PORTUGUÊS DA ALVORADA DO BRASIL




Quem foi Caramuru? Foi um mito, uma lenda ou uma passagem da realidade histórica de Portugal e do Brasil?

No Brasil têm Caramuru como uma realidade, como se depreende destes dados escritos por Maria José Quintas, senhora brasileira de sangue Lusitano, muito interessada pela História e Cultura portuguesas, tendo sido professora no Rio de Janeiro, que amavelmente compilou para a introdução desta crónica:

“A fim de colonizar o Brasil, D. João III, rei de Portugal, casado com Catarina da Áustria de quem teve nove filhos, enviou, em fins de 1530, uma Expedição Colonizadora, chefiada por Martim Afonso de Souza. Na baía de Todos os Santos (Estado da Bahia) ele encontrou um português que vivia entre os índios. Era Diogo Álvares Correia.
Caramuru foi Diogo Álvares Correia, que havia naufragado naquela baía no ano de 1508. Seus companheiros foram devorados pelos índios Tupinambás. Diogo ficara extenuado na praia, refugiando-se depois entre os rochedos, onde foi encontrado pelos índios.
Os silvícolas costumavam encontrar entre as pedras um peixe ao qual chamavam Caramuru, ou moreia, agressivo e voraz. Assim os indígenas aproveitaram o peixe para dar ao prisioneiro o apelido Caramuru com que passou à História do Brasil.
Muito doente e fraco, Diogo Álvares foi salvo da morte pela índia Paraguaçu, filha do cacique Taparica. Ele, dias depois de ter sido salvo do naufrágio, ‘usou a sua arma de fogo e matou um pássaro, o que surpreendeu de tal modo os índios Tupinambá, que estes lhe atribuíram poderes divinos´.
E com Paraguaçu se casou, iniciando a ‘miscigenação que caracteriza a nação brasileira no acolhimento dos portugueses em terras de Vera Cruz’.
Paraguaçu veio a ser batizada em Saint-Malo, conhecida historicamente como “Cidade dos Corsários”, na Bretanha-França, com o nome cristão de Catarina do Brasil, em 30 de Junho de 1528, supostamente quando o casal terá contactado com Henrique II e Catarina de Médicis e foi recebido por Jaques Cartier (1491-1557, explorador) e sua esposa Catherine de Granches que os paraninfaram.
‘Trata-se da primeira família brasileira documentada, entrelaçada na sucessão de Garcia D'Avila com a Índia Francisca Rodrigues, e vinculada à Casa dos Albuquerques, pelos descendentes de Jerônimo de Albuquerque com a Índia Muira-Ubi – Maria do Espírito Santo Arcoverde –, primeira Sociedade brasileira. Seus sucessores vincularam-se à nobreza dos Pereiras e Marinhos; aos descendentes de Domingos Pires de Carvalho casado com Maria da Silva; à geração de Felipe Cavalcanti casado com Catarina de Albuquerque e com a descendência do casal José Pires de Carvalho - Tereza Vasconcellos Cavalcanti de Albuquerque Deus-Dará, dando origem a algumas das mais importantes famílias do Brasil e do continente, com prolongamentos até nas cortes europeias e, recentemente, na Casa Imperial Brasileira.’
Muitas lendas surgem em torno de Caramuru, mas a que a História do Brasil mais considera como verosímil é a que está aqui narrada. Frei Santa Rita Durão, no poema
"Caramuru", misturou a realidade com a fantasia; daí as muitas lendas, entre as quais a de uma jovem ( Moema) apaixonada por Caramuru que o teria seguido a nado até morrer de cansaço e ficar para sempre sepultada no mar.
Ao regressarem de França foram viver na aldeia indígena dos Tupinambás e tiveram quatro filhos.”

Diogo Álvares Correia, nasceu em Viana do Castelo, cidade-capital da região do Alto Minho, onde, em Arcos de Valdevez, num bafordo medieval a que se seguiram batalhas contra o rei de Castela e Leão (Espanha), começou a nascer Portugal pela coragem, destemor e aventura histórica bem sucedida de Afonso Henriques, o qual veio a ser o 1º Rei da nação europeia que veio a descobrir e colonizar o Brasil.

O município de Viana de Castelo, presidido pelo médico vianense Defensor Moura, colocou no principal rossio da cidade (Praça da República), com pompa e circunstância, uma estátua feita pelo mestre José Rodrigues representando Diogo Álvares Correia (Caramuru) e a sua mulher Catarina do Brasil (Paraguaçu).

Honra aos heróis de sempre de Portugal e do Brasil, que os vivos estão-lhes reconhecidos e orgulhosos!




Texto de Marques Pereira e Maria José Quintas.
Fotos: Gualberto Boa-Morte e A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros

10.1.09

Israel x Palestina


Em 1897, ficou decidido que os judeus retornariam à Jerusalém de onde foram expulsos no século III d.C.. Imediatamente teve início a emigração para a Palestina. Nessa época, a área pertencia ao Império Otomano, onde viviam cerca de 500 mil árabes. Em 1903, mais de 15 mil judeus já estavam vivendo entre eles. Em 1948, já eram mais de 600 mil judeus.

À medida que a imigração aumentava os confrontos também. Durante a II Guerra Mundial o número de imigrantes aumentou drasticamente devido às perseguições nazistas na Europa. Em 1947, a ONU tentou solucionar o problema propondo a criação de um “estado duplo”, um árabe e outro judeu. Os árabes não aceitaram a proposta.

Em 1967, aconteceu a chamada “Guerra dos Seis Dias”. Israel derrotou o Egito, Síria e Jordânia e conquistou a Cisjordânia, as colinas de Golán e Jerusalém leste.

Israel permanece nos territórios ocupados e se nega a obedecer a ONU, que obriga o país a retirar-se dos territórios conquistados durante a “Guerra dos Seis Dias”. Apesar das negociações, os palestinos se negam a aceitar o estado de Israel e os israelitas não querem devolver os territórios conquistados, não permitindo que haja paz na região.

Em 2006, o Hamas venceu as eleições democráticas conquistando o poder na Faixa de Gaza (território palestino). Em conseqüência aumentaram os conflitos internos com o Fatah, como o Hamas, o Fatah também é um partido palestino. No dia 18 de dezembro de 2008, o Hamas conseguiu também o poder bélico. Israel, desde então, iniciou uma série de ataques, bombardeando partes deste território.

Este é o assunto de momento, que vemos todos os dias na TV. É um conflito sem fim, cujo o relato histórico acima descrito já demonstra ao leitor o real nível da situação. A ladainha diplomática já está em ação falando de novo em cessar fogo, paz e outras coisas que nunca chegam.

Já estamos no século XXI e pessoalmente não acredito que este conflito tenha fim, pois em nenhum momento indícios me levam crer. Acompanhamos a saga de jogadores brasileiros que moram em Israel e brasileiros árabe-descendentes que vivem na Palestina. É o tipo de notícia para dar um pouco mais de audiência. Na prática temos um Israel poderoso graças ao fornecimento bélico dos norte-americanos, do outro um país paupérrimo que utiliza a guerra para sobreviver. Resultado: do lado mais poderoso morreram alguns poucos enquanto inúmeros palestinos perderam suas vidas. Realmente é uma guerra desigual.
Oxalá acabe um dia!
Texto: Paula e Paulo Medeiros
Foto: Wikipedia.org
Vídeo: Globo.com
Webmaster: Paula Medeiros

3.1.09

VIDA FELIZ E MORTE FELIZ


Ainda há pessoas que não ligam a Morte à Vida, mas a primeira é a coisa mais certa que temos na existência humana e a segunda é uma incerteza e um risco desde que nascemos.

Viver feliz é existir sem dor e morrer feliz é deixar de estar vivo sem sofrimento.

Se é difícil ao ser humano civilizado viver feliz todos os dias, para muitos morrer feliz é problemático porque ao longo da nossa vida estamos sujeitos a doenças, desgraças, acidentes e infelicidades que até morrermos nos programam uma morte dolorosa.

Outros, os ditos felizes e realizados, ricos e viajados no tempo e geograficamente, apesar de parecer que vão morrer felizes, isso não acontece, tão preocupados se aproximam da Morte, a pensar que vão deixar as suas riquezas para familiares que nunca se esforçaram para as fazerem crescer e, o mais certo, é consumirem ou destruíram o que eles fizeram com esforço, lutaram por mais dinheiro e viveram felizes por possuírem e gastarem sem restrições nem grandes mossas na conta bancária. São uns felizes que morrem infelizes, porque a felicidade do dinheiro e dos outros bens patrimoniais podem servir para prolongar a vida, mas nunca servirá para comprar um favor da Morte.

A Morte também faz felizes os que vivem do negócio funerário, pois os enterros e os enterramentos podem ser grandes, com muitos acompanhantes à “última morada”, uma sepultura de luxo. Há vivos felizes que antes de morrerem compram “um grande funeral” e um pedaço de terra no cemitério para nela construírem sepulturas de luxo, como jazigos em altura e largura que são tão admiráveis e belos como moradias de mármore branco ou negro. O motivo é a vaidade de estar “orgulhosamente só” a mostrar aos ainda vivos que o morto era um homem de posses, dinheiro, riqueza entre os cadáveres que viveram pobres, explorados e infelizes que à sua volta estão mortos em campas rasas.

Os mortos que quando estavam vivos gostavam muito de andar de hotel em hotel preferem “repousar” ou ser guardados eternamente em cemitérios verticais, edifícios de luxo de cinco a muitos andares à “altura do Céu”, implantados em cidades fervilhantes de vida, mas “não podem ver” o verde da Natureza que já não vêem. Este negócio é designado por imobiliário da Morte, estando nas mãos de empresas e capitalistas fúnebres.

Como se vê, todos temos uma possibilidade de ter um Vida feliz e de morrer “in aeternum” alegres e felizes por ter uma Morte que nos recebeu em Paz e sem medo.

A Vida é o único caminho que nos leva até ao destino final que é a Morte de que nunca ninguém volta para ser feliz, ou ser alguém que gostaria de viver mais uma vez para tentar conhecer a alegria de estar vivo com Felicidade e sem Dor.

Aos meus amigos, amigas e leitores que estão vivos: nos vossos planos de vida que o planejamento que fizerem não vá além de 24 horas por dia, pois a feliz Morte é a companheira de todos os momentos da sua feliz, dolorosa ou infeliz vida…

TEXTO DE MARQUES PEREIRA
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros.




29.12.08

Feliz 2009




Nestes últimos dias de 2008, o mundo segue numa perspectiva não muito confiável, e com parâmetros similares ao que ocorreu nos anos 30 do século passado.
A crise mundial tem preocupado muito, principalmente a Europeus e Norte-Americanos e já se nota uma queda substancial na vida das pessoas destes países. Por aqui, abaixo do Equador, ainda não se sente muito, e chegamos a ver com temeridade , o presidente Lula pedir para que a população não se preocupe e compre o que for possível. Muitos de nossos leitores poderá ate dar risadas, mas é o que a televisão vem mostrando.
Populismo ou não, o que temos de fazer é como se diz no Brasil, vamos tocar a bola para frente e torcer para que tudo dê certo, e que o ano novo venha repleto de muita alegria e que se realizem a maioria dos nossos desejos.

Ao leitor amigo e que nos acompanha sempre, desejamos tudo isto e muito mais, e que continuemos nossa parceria determinada de podermos construir uma Lusitânia Perdida.

Texto : Paulo Medeiros

Foto: Ano Novo no Rio de Janeiro

Webmaster: Paula Medeiros





20.12.08

NATAL –QUANDO NASCEU JESUS DE NAZARÉ?




No “mundo” das religiões nada nos surpreende, tudo é imaginação, quase nada é verdade, excepto as crenças, práticas e acções de cada pessoa.

A Religião, como sabem os que vivem com os pés bem assentes na Terra, dá para criar todas as ilusões e mentiras, até para esconder as verdades que são a Terra girar em volta do Sol e de Madalena ter sido a mulher, amante e esposa de Cristo.

Os católicos sempre têm vivido com o ensinamento de que Jesus, nascido dos corpos e do amor do casal José e Maria, habitantes da pobre aldeia judaica de Nazaré, na grande Palestina de então, se deu a 25 de Dezembro de um ano até hoje desconhecido.

Os cristãos-ortodoxos, religiosos que seguem os ritos fundamentais do Cristianismo, festejam a data do nascimento do Menino Jesus a 7 de Janeiro.

E recentemente apareceu um investigador independente australiano, astrónomo, Dave Reneke, afirmando que a estrela de Natal referida na Bíblia (Evangelho de Mateus), que guiou os três reis magos até à manjedoura de Belém, surgiu em 17 de Junho, seis meses antes de 25 de Dezembro. Só lhe faltou determinar o dia e o ano do nascimento, ou Dave Reneke deixou isso para cada religião cristã marcar a data conforme a imaginação dos seus líderes? Parece que sim, pois como referi atrás a Igreja Cristã Ortodoxa crê que o judeu Jesus feito Deus pela Igreja Católica nasceu a 7 de Janeiro.

Resta-nos a certeza de que o Natal de Jesus é a grande festa do encontro de famílias na Europa e na América.

Para todas as pessoas que encontram e dão o Amor e a Paz ensinados por Jesus de Nazaré, desejamos um santo, pacífico, feliz, alegre, prendado, doce e bem mastigado Natal! E que seja o prelúdio para um 2009 melhor, próspero, com saúde!

E, se se lembrarem religiosamente do Menino, não esqueçam que Ele, já adulto e auto-denominado Filho de Deus, pediu: “Deixai vir a mim as crianças”…











Texto de Marques Pereira
Fotos: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros

13.12.08

Conflito de Roraima


A questão de Roraima se confunde com a soberania Nacional. Toda a área de fronteira esta na mãos indígenas , mas apenas como pano de fundo para as tais ONGs internacionais que ameaçam em muito nossa soberania. Este assunto está em evidencia neste momento pois o Superior Tribunal de Justiça esta neste momento julgando se os índios têm todo este direito, tão contestado pelos agricultores. Vale lembrar quês os indígenas não são tão inocentes assim, pois para exemplificar no ano passado eles receberam mais de um milhão de reais, para que os fios de alta tensão da Eletrobrás passassem por suas terras.
Todo nosso país, sempre viveu em harmonia racial, e este fato na verdade é um jogo de interesses por nossas riquezas naturais.
O jornalista Alexandre Garcia, um dos mais renomados do país, apresenta um resumo bastante interessante:
O jornalista Alexandre Garcia, da Rede Globo, disse nesta quarta-feira, 10, em seu editorial no programa Bom Dia Brasil, que o conflito que se configura em Roraima devido a Operação Upatakon III, pode ser comparado ao que aconteceu em Canudos-PE, na prisão de Antonio Conselheiro. Confira o relato feito pelo jornalista e veja o vídeo do Bom Dia Brasil.
“A liminar do Supremo pode ter evitado um banho de sangue entre brasileiros. Talvez não seja exagero comparar com o de Canudos. E chama a atenção para a gravidade do que acontece na fronteira Norte.
Os arrozeiros defendem seus interesses, apoiados por aliados indígenas, com os quais convivem em parceria, que gera alimentos para os índios. Mas também se tornaram agentes de defesa da integridade territorial e da soberania nacional. Acontece que esta e outras reservas estão na fronteira do Brasil com Guiana, Venezuela e Colômbia, e podem se tornar territórios autônomos sob a proteção da ONU (Organização das Nações Unidas).
Em setembro o Brasil assinou nas Nações Unidas a Declaração da ONU sobre Direitos dos Povos Indígenas, ainda não referendada pelo Senado. A Declaração dá direitos justos e cerceia a presença do próprio Estado em seu território. Estando na fronteira, territórios assim podem ser risco à soberania e à integridade territorial.
O governo federal já sentiu que não pode chamar o Exército para intervir no conflito. Os militares consideram que só renunciando ao juramento pétreo de defesa à soberania nacional e à integridade territorial teriam de intervir no caso.
A situação é grave. Cerca de mil resistentes, metade agricultores, metade indígenas, estão preparados com tática de guerrilha para receber a polícia. Quatro pontes e uma balsa foram interditadas, pistas de pouso foram bloqueadas com tambores e a disposição expressa por arrozeiros e seus aliados índios é defender a terra ou morrer.
De 1.747.000 hectares da reserva, os arrozeiros usam 100.000 hectares. Menos de 6% é o bolo dessa discórdia.
O governador de Roraima, ao recorrer ao Supremo, buscou a solução mais sensata. Vai “permitir que se pare para pensar na gravidade da questão e no interesse nacional em jogo”.
Para vocês leitores do estrangeiro, aqui estão algumas informações sobre o estado de Roraima:
Está situado na região Norte do país (Brasil) e tem como limites a Venezuela, Guiana, Pará e Amazonas. Ocupa uma área aproximada de 224,3 mil km2, tendo como sua capital a cidade de Boa Vista. Possui 1.922 quilômetros de fronteiras, a maior parte ocupada por terras indígenas. Quando foi descoberta pelos portugueses (em meados do século XVIII), Roraima era habitada especialmente por esses indígenas. Roraima aceita a identidade mestiça, tendo O Dia do Mestiço como data oficial no estado.
Sendo o estado mais ao norte do Brasil, seus pontos no extremo norte são o rio Uailã e o Monte Caburaí.
Roraima atualmente enfrenta um problema de invasão de terras indígenas por grileiros e madeireiros, também enfrenta (como todo o país) uma destruição dos recursos naturais com ocupações clandestinas, desmatamento e poluição de rios.
Há uma constante luta com estes indígenas pela preservação de suas terras, aqui está um exemplo:
O coordenador do Conselho Indígena de Roraima, o índio macuxi Jacir José de Souza, afirma que os 16 mil Índios que vivem na reserva Raposa Serra do Sol estão organizados para pressionar o governo federal a homologar as terras de forma contínua.
Segundo Débora Duprat, que coordena a 6ª Câmara do Ministério Público Federal, responsável pelas causas que envolvem as comunidades indígenas, o direito às terras não pode ser questionado aos índios. Na opinião da procuradora, uma pequena parcela da elite do estado está conseguindo reverter o foco das discussões.
"O direito à identidade é de fluição imediata. Não se pode protelar ou ficar ao sabor dos interesses da vez”, disse.
Este que vos escreve nunca esteve em Roraima. Lá na distante fronteira Norte, se mostra como é difícil harmonizar um país com a dimensão que tem.
Seja lá como for o Brasil há de vencer!

Texto: Paulo Medeiros e Paula Medeiros
Foto: ANI
Webmaster: Paula Medeiros

6.12.08

BR-230: A RODOVIA TRANSAMAZÓNICA QUE COMEÇA NA PARAÍBA




Esta grande estrada com 2300 quilómetros de comprimento sempre me fascinou, mas não sei explicar porquê. Terá sido por abrir “caminhos de civilização” a uma imensa Amazónia selvagem, ou por eu ser um q.b. “selvagem civilizado”?

Curiosamente, a rodovia Trans-Amazônica não começa na Amazónia, nas sim no extremo ocidental do mapa do Brasil, em Cabedelo, principal porto marítimo paraibano, no Oceano Atlântico, essencial para a vida e o comércio do estado da Paraiba, no nordeste brasileiro, distando seis quilómetros da linda cidade “onde o Sol nasce primeiro” de João Pessoa, o brasileiro que em sua homenagem foi colocado na bandeira negra e vermelha do estado um histórico “Eu NEGO” apoio ao general-presidente Washington Luís, 13º presidente do Brasil e último da “República Velha”, causando em 1930 uma revolução nacional vencedora sob o comando de Getúlio Vargas.

Cabedelo ainda conserva a Fortaleza de Santa Catarina construída pelos Portugueses em 1597 e o nome foi-lhe dado em homenagem a Dona Catarina, duquesa de Bragança, avó do 21º rei de Portugal D. João IV (1640).

Quem mandou iniciar a construção desta estrada, ora asfaltada, ora em terra batida, foi o presidente Emílio Garrastazu Médici, tendo sido inaugurada em 30 de Agosto de 1972.

Era para chegar até às fronteiras do Peru e Ecuador, mas penso que ainda não terá chegado lá por serem muitas as dificuldades e obrigar a um enorme dispêndio financeiro.

Diversos ecologistas brasileiros e estrangeiros consideram esta estrada como um atentado ao “pulmão do mundo” que é a Amazónia. E todos sabemos quantos crimes ecológicos estão ainda a serem cometidos nesta selva que vai perdendo a virgindade para satisfazer a gula do Homem, o progresso e as riquezas comerciais e industriais que todos procuram para fazer mais dinheiro mesmo que seja a adoentar e matar o planeta.

É uma “estrada de aventura” para os possuidores de viaturas com tracção às quatro rodas (jeeps), veículos “off.road”, até porque entre Outubro e Março é quase impraticável.

Saindo de Cabedelo, a transamazônica passa por Patos, Picos, Floriano, Pastos Bons, Balsas, Estreito, Araguatins, Marabá, Altamira, Itaituba, Jacareacanga, Humaitá, Labrea, Boa Vista e o município de Benjamim Constant próximo da fronteira com o Peru, que já existia em 1750 na foz do rio Javari, afluente do peruano e brasileiro Solimões, onde se localiza a aldeia índia dos Ticunas fundada pelos Jesuítas.

A BR-230 atravessa os estados de Paraíba, Piauí, Maranhão, Paraná e Amazónia.

Na foto abaixo o Forte de Santa Catarina:









Texto: Marques Pereira
Foto: A.N.I
Webmaster: Paula Medeiros


















29.11.08

A Luta Para Permanecer no Cargo


Para que nosso leitor compreenda, este assunto está bastante comentado aqui no nordeste do Brasil. Numa decisão histórica o Tribunal Superior Eleitoral do Brasil cassou o mandato do governador de meu estado, o da Paraíba.

Para que o leitor conheça mais, segue um pequeno relato do Sr. Cássio da Cunha Lima:

É formado em direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Filho de Ronaldo Cunha Lima (PSDB), que governou o estado de 1991 a 1994 e de Maria da Glória Rodrigues Cunha Lima. Tem três irmãos: Ronaldo Filho, Glauce e Savigny.

É casado com Sílvia Almeida Cunha Lima e tem três filhos: Diogo, Marcela e Pedro.

Em: 1988: É eleito prefeito de Campina Grande pela 1ª vez com 53.720 votos, 52,3% do total. Na prefeitura, durante seu governo foram construídos o Ginásio de Esporte "O Meninão", "Museu Vivo da Ciência", reformou a Maternidade, transformando-a em "Instituto de Saúde Elpídio de Almeida" (ISEA), e ampliou significativamente o índice de saneamento básico da cidade.

2002: Renuncia ao cargo de prefeito de Campina Grande para candidatar-se a governador da Paraíba pelo PSDB, sendo eleito no segundo turno com 889.922 votos (51,35%), derrotando Roberto Paulino do PMDB. No primeiro turno obteve 752.297 votos.

2003: Toma posse como governador da Paraíba.

2006: Cássio é candidato à reeleição, derrotando no segundo turno o senador e ex-governador José Maranhão do PMDB com 1.003.102 votos (51,35% dos votos). Torna-se o primeiro político paraibano a ultrapassar a marca de um milhão de votos numa eleição. No primeiro turno, também vencido por Cássio, obteve 943.922 votos.

2007: É cassado pelo TRE/PB, no dia 30 de julho de 2007 acusado de usar um programa social da Fundação de Ação Comunitária (FAC) em benefício de sua candidatura à reeleição durante o período eleitoral de 2006, Dois dias depois, o TSE concede uma liminar que lhe garante no cargo de governador até o julgamento final do processo no TSE. Em 10 de dezembro de 2007, Cássio é novamente cassado pelo TRE por suposto uso eleitoreiro do Jornal estatal A União também durante a campanha eleitoral de 2006. Atráves de uma nova uma liminar, consegue permanecer no cargo.

2008: Tem a sua cassação pelo "Caso FAC" no TRE, confirmada por unanimidade dos votos no TSE em 20 de novembro. Apesar disso, consegue uma nova liminar, por cinco votos a dois, tendo assim tem o direito de ficar no poder até que saia o resultado final do processo.

Em toda historia contemporânea, nunca havia acontecido algo semelhante. Politicamente a Paraíba, é um dos menores estados do Brasil, ma sempre insurgiu em momentos difíceis de nossa historia contra causas perdidas. Foi assim em 1930, foi assim até quando era colônia, ao expulsar holandeses, quando os reforços de Lisboa nunca chegavam.

O momento atual é outro, mas mais uma vez temos características diferentes, pois temos um dos poucos governadores que não faz parte da base aliada do Governo Lula.

A acusação dos perdedores foi, que houve compra de votos na campanha eleitoral, baseado nas ações sociais do governo. Nada nunca ficou comprovado, mas mesmo assim o processo que se iniciou na justiça estadual, foi confirmado em Brasília. O julgamento foi um dos mais rápidos da historia, quase que cerceando os princípios de defesa. Mais de um milhão de brasileiros teve sua escolha preterida por sete juízes.

Trataram o assunto, como se tivessem retirando um simples sindico de um edifício residencial. Terminado o julgamento, iniciou-se uma verdadeira batalha jurídica que depois de tanta repercussão conseguiu que o tribunal aceitasse uma ação cautelar que permite o governador no cargo até não haver mais nenhum recurso. Ressurge assim, a esperança que se possa restabelecer a injustiça.

Argumentos é o que não faltam, mas destaco as observações magníficas do jornalista Carlos Chagas:

“O Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, por abuso de poder econômico nas eleições de 2006. Concorrendo a mais um mandato, o governador teria distribuído 35 mil cheques no valor de 3,5 milhões de reais para obras assistenciais de sua administração. Não vamos entrar no mérito da decisão do TSE. Se a lei estabelece que não pode, então não pode mesmo. Só que tem um problema. Naquele ano outros governantes concorreram à reeleição no exercício de seus mandatos. Inclusive um especial, o presidente Lula. A pergunta que não quer calar é se durante a campanha, permanecendo no governo, o grande companheiro mandou sustar a distribuição do bolsa-família para os milhões de beneficiados? Não mandou nem interrompeu. Tratou-se, então, do mesmo uso eleitoral de um programa assistencial. Alguém teve coragem de solicitar a cassação do mandato do Lula? Mas as situações não seriam exatamente iguais? A conclusão não pode ser contra o presidente da República por haver implantado um programa fundamental para as populações menos favorecidas. Suspender a distribuição do auxílio equivaleria à maldade pura. Por que, então, terá sido um ato de justiça contra o governador Cássio Cunha Lima a cassação de seu mandato?"


Texto: Paulo Medeiros
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros

22.11.08

MASSACRE FOI, HUMILHAÇÃO NÃO…


Em Portugal assim se falou em “Português do Futebol” após a retumbante vitória do Brasil no jogo disputado em Gama, na periferia de Brasília, moderna capital brasileira.

Se os “canarinhos”, começando a perder por 0-1, acabaram o jogo a ganhar por 6-2, isso se deve a 90 minutos de exibição da vaidade do Cristiano Ronaldo que mais parecia a “topmodel” Gisele Bündchen a desfilar para as milhares de moças bonitas que foram vê-lo e aproveitar o evento para apoiar a equipa brasileira na recuperação que tiveram de fazer para evitar o que parecia, mas não foi, mais uma derrota frente ao “pai” Portugal.

Rendida à máscula beleza do Ronaldo, o resto da equipa dos “tugas” aproveitou por ver também a magia dos jogadores brasileiros do Brasil, não os de Portugal, e tão distraídos e “fora do trabalho” que lhes competia fazer no jogo, optaram por passar pela vergonha de quebrarem um “record” de 53 anos sem sofre seis golos.

Eu penso que Luís Felipe Scolari faz falta na selecção nacional de Portugal e isso muito se sentiu neste jogo, pois o “major” Carlos Queiroz não tem o “ar de sargentão” para mandar e obrigar a trabalhar este “onze de calões” que poderiam ter humilhado Portugal, se este jogo fosse a sério e não um particular que serviu de treino para os jogos de classificação que faltam realizar para o Mundial-2010 na África do Sul.

Que mais poderei dizer acerca deste facto futebolístico que deu uma noite e o dia seguinte de alegria para os brasileiros?

Eu continuo a ser um indesmentível e “doente” admirador do futebol criativo, empolgante e vitorioso praticado pelo Brasil.


Texto de Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Danielle Medeiros

15.11.08

O mundo é outro.


Realmente o mundo não é mais o mesmo. Muita coisa que antes era praticamente impossível, já esta acontecendo e sem duvida este senhor, eleito presidente da nação mais poderosa do mundo, é um exemplo disto. Não falo apenas baseado nas conotações racistas, mas sim pelo fato de ter alcançado de forma magistral o poder e além do mais democraticamente.

Nem no Brasil ainda não tivemos um presidente negro, onde essa possibilidade seria teoricamente mais fácil. O importante é absorvermos a idéia que a raça é humana e não tem cor. O ilustre senador foi eleito porque uma vasta parcela dos norte-americanos o vê como aquele que vai lhes tirar da crise.

Esta crise praticamente desmontou o dito mundo civilizado. O acontecimento esta sendo devastador para as economias, principalmente norte-americana e européia.Já se vêem declarações publicas que já é mesmo uma recessão .

Num mundo globalizado como o nosso, a praga pode correr longas distancias em pouco tempo .

Uma pergunta surge, porque tudo aconteceu tão rápido? Será que foi tão inesperado assim? Lembro-me do Dr. Leonel Brizola quando em suas oratórias falava muito do efeito mola, ou seja, literalmente tudo que aperta em cima de uma mola pode perdurar por algum tempo, mas quando se solta normalmente é um desastre.

Esse pessoal tem que saber que o básico é diminuir a distancia entre pobres e ricos. Ainda vamos ver acabar esta historia que se denominam países de 1º e terceiro mundo. Tem de se acabar com esta historia de filantropia barata e que não leva a nada. Um dia hão de desconfiar que há gente que vive abaixo da linha do equador.

Ao leitor pode parecer um desabafo de um pseudo jornalista em busca de destaque. Não é nada disto, se trata da minha responsabilidade de tentar modificar um pouco as coisas e principalmente de acreditar que se tanta coisa tem mudado, nos também temos a responsabilidade de realizar nossa parte. O mundo já começa a perceber que existimos , basta ver os participantes do grupo dos vinte. Observe que já aparecem os emergentes....

Voltando ao senador, o mesmo nasceu em Honolulu (Havaí) em agosto de 1961, filho de pai queniano e mãe americana precisamente do estado do Kansas. Sua apoteótica carreira política iniciou-se com a eleição ao senado de Illinois. É formado em ciências políticas pela universidade de Columbia e Direito pela Universidade de Harvard. Na eleição recente tornou-se o 44º presidente dos Estados unidos da América, fato que deixaria em êxtase o falecido Martin Luther King, parecido ao que aconteceu ao pastor J. Jackson.

Assim, concluímos que as relações de confiança se baseiam muito mais na esperança e na quebra de tabus que durante grande parte da historia não se imaginava modificar. Se vai dar certo não se sabe, mas definitivamente o mundo não é o mesmo!


Texto: Paulo Medeiros
Webmaster: Paula Medeiros

8.11.08

IRMÃ DULCE – O ANJO BOM DA BAHÍA



Toda a gente é naturalmente religiosa, mas uns são mais isso do que outros. Ser religioso pressupõe, em princípio, ser uma pessoa que se submete a uma religião, doutrina, deus, santo, fé, levar uma vida de amor, bondade, caridade, serviço ao próximo e possuir uma moral elevada, actualizada e não parada no tempo

A maioria dos religiosos é passiva; limita-se a rezar para si diante de imagens de barro e papel que possui em casa ou procura nas igrejas e santuários. Estes religiosos, mesmo os que dão uma moeda de vez em quando a um pedinte, não cumprem a lei fundamental cristã do serviço de Amor ao próximo.

Muitos militam pela sua instituição religiosa ou religião, têm muita conversa de bla-blá, lengalengas e imaginação, mas também eles e elas não cumprem o dever de amor e solidariedade com o próximo que sofre. São os “religiosos da treta” e da ilusão religiosa organizada. E nada mais são no conteúdo religioso e nos actos pessoais.

Outros dizem-se “pessoa de fé” porque vão à missa, rezam, trazem um símbolo religioso ao peito, frequentam grupos excursionistas que andam pelos santuários e locais sagrados deste mundo, adoram um santo de barro ou têm fé numa coisa, como, por exemplo, o corredor brasileiro Filipe Massa de automobilismo F1, da Ferrari, que adora religiosamente umas cuecas já velhas que veste nas corridas em que entra.

Poucos são os que se dedicam à prática do Bem e fazem serviço voluntário, sentimental e religioso de Amor ao próximo.

A brasileira Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, nascida em 1914 e falecida a 13 de Março de 1992 em Salvador da Baía, levou a sua pura e autêntica religiosidade cristã-católica ao ponto de se tornar na caridosa freira missionária Irmã Dulce, uma santa mulher que dedicou toda a sua vida aos pobres, mendigos e outros necessitados da terra onde nasceu.

Santas e santos são isto, pessoas de Bem e do Deus autêntico, não os bonecos e bonecas de papel e cerâmica inventados e “santificados” a que o povinho e os clérigos ávidos de apresentar serviço imaginaram e passaram a adorar como “santos”, como antes de Jesus e Maomé faziam os Pagãos romanos e gregos até à chegada dos cristãos israelitas a Roma.

Entre o povo baiano a Maria Rita Pontes ficou conhecida por “Bom Anjo da Bahía”, tendo realizado e deixado uma vasta obra assistencial aos pobres, doentes, abandonados e infelizes da sociedade e da vida.

O Papa João Paulo II e a Irmã Teresa de Calcutá visitaram-na no Brasil para ver o Hospital de Santo António, o Centro Educacional Santo António que ministra cursos profissionalizantes a jovens da rua, e o Círculo Operário da Bahía que é uma escola de ofícios, espaço de cultura e recreação humana do povo humilde.

Como é destes religiosos e pessoas santas que eu gosto e admiro, que dedicam toda a sua vida à caridade, escrevi este comentário. Os missionários e as missionárias, os que realizam a missão de Amor ao próximo na Terra onde ninguém vai, são os que autenticamente praticam a Religião. Os outros deviam confessar aos deuses respectivos ter vergonha de si próprios por dizerem “Sou uma pessoa de Fé”, “Sou cristão”, “Sou católica”, “Sou religioso/religiosa praticante”, que são isto e aquilo no vasto leque de opções que há na Religião.


Texto: MARQUES PEREIRA
Fotos: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros

31.10.08

ANTÔNIO DE OLIVEIRA SALAZAR


Como todo espaço democrático deve ser, abro aqui no Lusitânia Perdida para este português que odiado por muitos e adorado por alguns, ainda se faz presente nos dias atuais.

Muitos leitores no Brasil me indagaram porque quase não se fala dele. Sei que para os participantes e colaboradores portugueses de nosso blog o seu nome é sinônimo de atraso e de um tempo de um Portugal principalmente sem liberdade.

Mas, venho através da necessidade jornalística e com o compromisso de estudar a historia venho tentar entender os fatos de antes do 25 de Abril

Com outros lusitanos que conversei, ele aparece como um nacionalista, que manteve ou tentou manter um império com força e amor a sua terra e com a principal característica de morrer no poder e assim mesmo pobre.

Antonio de Oliveira Salazar, nasceu em Vimieiro (Santa Comba Dão) em 1889 e faleceu em Lisboa em 27/07 1970. Foi ministro das finanças, foi fundador da União Nacional e também do Estado Novo ( 1933-1974).

Nacionalista ao extremo, teve de conviver com a grande maioria dos problemas do século XX, tais como: segunda guerra, e principalmente as guerras coloniais.
Embora tenha levado o país a um equilíbrio em determinado tempo, foi considerado um ditador algoz.

Com o fim da segunda guerra, e com as dificuldades econômicas, a comunidade internacional defendia o fim da colonização e Salazar praticou uma política isolacionista

Sob o lema “ orgulhosamente sós”. Esta era uma de suas características, ser auto-suficiente.

Para entender, basta ver algumas frases que o caracterizaram.

“A guerra foi por toda parte feita com liberdade possível e autoridade necessária.“

“Para cada braço uma enxada, para cada família seu lar, para cada boca seu pão.”

“Instrução aos mais capazes, lugar aos mais competentes, trabalho a todos eis o essencial.”
“Quem não é patriota, não pode ser português.”


Assim, ele teve o seu tempo, e o seu momento. O que traz curiosidade, é que nos tempos atuais, cada vez mais aparecem mais simpatizantes e jovens que não sabem nem exatamente explicar a causa. Basta dar uma olhada nas comunidades do Orkut na internet na maioria das vezes ligados a comandos de extrema direita.

Muitos deles afirmam que se fosse com ele Portugal não estaria hoje com a delinqüência, nem com tantos estrangeiros. E aí não sei o que seria dos meu compatriotas que hoje vivem no país, mas também, talvez não fosse o país mero balneário europeu.

Prefiro ver o caso através da ótica da neutralidade, e assim de sã consciência realizo apenas a pesquisa histórica.
Se há espaço para suas idéias nos dias atuais, cabe a sociedade portuguesa decidir, mas tenho de admitir que o homem fez parte da historia e teve a vida consagrada a nação . Como dizem, cometeu erros, é claro, pois era humano. Mas os princípios pelo qual lutou imagino que pensou serem justos.


Nota: Há algum tempo atrás fiz um levantamento histórico sobre o ex-presidente. Hoje republico principalmente devido a pedidos de muitos brasileiros que desconhecem quase totalmente sobre o “Salazarismo”. Nas comunidades do ORKUT na internet relacionadas sobre Portugal, quase sempre se vê muitos admiradores do antigo regime, mas que também sempre sofrem acusações de desmandos e até xenofobia. Resumidamente há correntes e idéias contraditórias, mas observo que tanto na defesa e como nas acusações tudo segue sempre a dois eixos. O primeiro deles, pertence aos que são totalmente contrários ao Salazar, e que participaram com veemência do 25 de Abril. Estes defendem sempre, que o país saiu do atraso secular e conquistaram novos e desenvolvidos caminhos. Por outro eixo, os defensores do antigo regime afirmam que eram mais pobres , mas o Portugal era senhor do próprio nariz, e que a sociedade não estaria com tantos delinqüentes e que a descolonização seria de forma mais respeitosa para com seus cidadãos.
Na óptica de muitos brasileiros, há certa simpatia com a historia do antigo regime, devido principalmente porque eles respeitavam muito Brasil, e também para exemplificar, após o 25 de abril veio para o Brasil o Marcelo Caetano, inclusive professor de universidade no Rio de Janeiro, onde viveu ate sua morte.Sua promessa foi a de jamais voltar ao seu país.

Mesmo em minhas andanças por Portugal, procurei sempre não me envolver na questão e procurei sempre entender os fatos. Infelizmente não estive em Portugal antes de 1974, mas me recordo bem que naquela época era sonho de muitos portugueses viver no Brasil, e todos em busca de uma vida melhor.

Deixemos que a história julgue!
Texto: Paulo Medeiros
Foto: Cortesia
Webmaster:Paula Medeiros

25.10.08

CORPO FEMININO: A BELEZA É TUDO?



Eu sei que a beleza do corpo não é tudo numa mulher. Mas há quem não veja mais do que é natural, maquilhado, alterado esteticamente ou do que está à vista dos olhos.

É evidente que a beleza e ser bonita e risonha é muito importante e aproximativo em todas as relações humanas, amigáveis, sentimentais e profissionais com os homens. Mas o saber conversar e os bons conhecimentos sobre os diversos assuntos relativos à Humanidade e tudo o que se relaciona com ela faz das mulheres umas criaturas mais admiradas e desejadas pelos homens que não vivem somente para o namoro e o sexo.

A inteligência e o saber são o mais relevante nas mulheres, pois aliado a estes dois predicados pessoais surge a auto-estima e as restantes “virtudes” de ser feminina.

Quanto à opinião de alguns outros, leia-se o que escreveu sobre as mulheres o brasileiro Paulo Coelho:


“Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer que se a mulher tem forma de guitarra está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros -é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas. Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres; e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas: e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil “viagras”.

A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a dos homens. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas... Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da Natureza que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês, porque nunca terão uma referência objetiva do quanto são lindas. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas, mas as de 40 para cima são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o Atlântico a nado.

O corpo muda, cresce. Não podem pensar sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em Setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade, sem sabotagem e sem sofrer; quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos “em formol” ou num spa. Viveram!

O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!

A beleza é tudo isto.”


Texto de MARQUES PEREIRA
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros




18.10.08

Vinho do Nordeste Brasileiro


Para todos que acompanham o nosso Blog, principalmente em Portugal, é digno de registro o aumento do consumo de vinhos no nordeste brasileiro. O outrora sempre seco sertão nordestino , graças a irrigação do São Francisco consegue mover negócios que hoje ultrapassam os milhões de reais . Claro que ainda é muito pouco, pois 90% do que é produzido no Brasil ainda esta no estado do Rio Grande do Sul, mas com o incremento dos 10% extras e oriundos do nordeste é de deixar boquiaberto qualquer historiador recente.

Toda a produção nordestina se concentra na região entre a Bahia e Pernambuco. O Oasis do “velho Chico”, criou um aglomerado de vinhedos que inclusive já muda alguns hábitos, dentre eles beber o vinho
.
Como se sabe nunca foi forte esta tradição no Brasil, onde a bebida nacional é a cerveja, e o consumo per capita quase nunca conseguia atingir 3 garrafas ano. Situação bem diferente de nossos visinhos Chile e Argentina, que chegam a consumir quase 30 litros por ano.

Essa onda nordestina segue os exemplos de outros países com climas similares como a África do sul, Austrália etc. De olho neste mercado emergente, foi que a vinícola portuguesa Dão Sul resolveu investir 4 milhões de dólares em maquinário ultra-moderno para utilizar em seus 5 mil acres de propriedades compradas em 2005.

Segundo os especialistas, além da irrigação o diferencial são às 12 horas de sol o ano inteiro, o que proporciona 5 safras de uvas para um período de 2 anos.

Os meus tempos de Europa me proporcionaram, aprender muita coisa com meus amigos de Portugal, o que foi transformando e tornando o meu paladar cada vez mais exigente. Assim jamais ousaria querer comparar alguma coisa com o que temos disponível na Europa, mas a pequena mudança dos hábitos aqui já proporciona em tempos de crise se comprar um tinto do São Francisco de boa qualidade.. E isto além de salutar demonstra também que é possível quando organizados mudar-se os costumes.

Outro aspecto também importante é que as camadas mais humildes em geral por desconhecimento e por falta de produtos de qualidade no Brasil , sempre relacionavam a bebida a dores de cabeça e muita ressaca. Lembro-me que quando criança, os adultos só compravam na Semana Santa e era comum , levar junto comprimidos de analgésicos.
E isto já mudou.. Já se incorpora a idéia dos benefícios a saúde proporcionada por esta bebida, e já há reservas de qualidade.

Para os que gostam de detalhes técnicos, as parreiras do São Francisco são irrigadas pelo sistema de gotejamento com a água do rio de mesmo nome. São plantadas as variedades Shiraz e Cabernet Sauvignion, que na verdade são as mais indicadas para o clima tropical seco.

Assim de momento só me resta convencer e tirar o Marques Pereira de seu aconchego em Portugal e vir provar aqui mais esta faceta do nordeste brasileiro.

Texto: Paulo Medeiros
Foto: Vinícola Miolo do Vale do São Francisco
Webmaster: Paula Medeiros


11.10.08

GANÂNCIA EXCESSIVA ESTOIROU COM O CAPITALISMO


Um acontecimento financeiro está a agitar o mundo, tendo origem nos Estados Unidos da América do Norte como quase tudo que de mal acontece no mundo.

O dinheiro desapareceu dos bancos norte-americanos e este desaparecimento continua por outros centros financeiros do mundo. Quem o arrecadou e o fez sair dos mercados capitalistas? E porque vai ser, mais uma vez, o povo-povo a suportar esta crise, a sofrer, principalmente a classe média?

Olhamos para trás e vemos a América USA a iniciar uma guerra apoiada numa clamorosa mentira do Presidente Bush…

E vemos a especulação que surgiu nos negócios do petróleo que são dominados pelos capitalistas descendentes do Tio Sam, a qual começou a arruinar as economias dos países pobres em matérias-primas essenciais à vida actual.

E vemos os preços dos cereais que subiram ao ponto de porem uma boa parte da Humanidade a “comer fome”…

Estes acontecimentos só têm uma razão de ser: a ganância descontrolada das seitas e cambadas do Deus Dinheiro.

Não será este o momento de o Homem compreender que o dinheiro dá Poder mas não é tudo o que a Humanidade necessita para ser feliz?

Como chegar a esta compreensão do Mundo, se os homens de Deus, embora queiram passar por santos, caridosos e agentes do Bem padecem da mesma ganância que os ateus do Capitalismo?

Dinheiro, dinheiro, dinheiro… Ouro, ouro, ouro… Petróleo, petróleo, petróleo… Terra, terra, terra… E a vida? Não será a vida e a sua saúde o mais importante para o Ser Humano?

Quer os ricos detentores do dinheiro, quer os pobres escravizados, explorados, marginalizados e esquecidos que passam a vida a estender a mão a uma côdea de pão, todos acabam da mesma maneira: mortos e sem terem aproveitado o tempo, nem a inteligência, para compreenderem que o dinheiro que parece ser tudo não serve para morrer feliz e irem para esse prometido e inexistente Céu…

Texto de Marques Pereira
Foto: Rupak de Chowdhuri
Webmaster: Paula Medeiros

4.10.08

Brasil: Eleições municipais 2008


Neste domingo (05 de outubro) se realizam as eleições municipais no Brasil. Serão escolhidos os prefeitos e os vereadores municipais dos mais de cinco mil municípios existentes no país.

É chegado o momento e a oportunidade para se aprovar ou tirar aqueles que não estão ao serviço do povo., principalmente aqueles que se aproveitam para obter favorecimentos pessoais. Aqui no Nordeste brasileiro, embora muita coisa já tenha mudado, ainda há muito no que se educar.
Infelizmente ainda há eleitores que não sabem sequer o nome dos candidatos. E é exatamente este pessoal que mais aprova o Governo Lula da Silva, que se utiliza das famosas bolsas sociais e que nada mais é que um argumento eleitoreiro. Opiniões a parte e para que nosso leitor europeu entenda o processo eleitoral, pelas leis brasileira o voto é obrigatório . Apesar deste aspecto antidemocrático, o objetivo segundo seus idealizadores foi para legitimar os vencedores eleitos. Assim toda a gente acima dos 18 anos de idade é obrigado a votar sob pena de lhes ser aplicadas as punições da lei.
Os que trabalham no processo, também são convocados obrigatoriamente e sem remuneração, embora a justiça eleitoral classifique como dever cívico.
Dia de eleição também signifique dia de lei seca, ou seja, nenhum estabelecimento pode vender bebidas alcoólicas embora toda a gente compre na véspera e leve para casa e a partir daí consuma a vontade.
Na segunda- feira normalmente as repartições publicas consideram ponto facultativo, ou seja é facultado o direito de ir trabalhar ou não e que na pratica ninguém vai.
Os menores de 18 anos que já tenham completado 16 têm o direito a votar embora tenha se criado com isto um paradoxo jurídico, pois o menor não tem responsabilidade jurídica mas pode escolher até o presidente da republica.
Outro detalhe importante, a votação é totalmente eletrônica, e considerada uma das mais ágeis do mundo onde o resultado sai praticamente no mesmo dia e algumas horas após o fechamento da mesma.
Assim este meu Brasil varonil vai seguindo seu caminho na esperança que com o potencial que temos possamos despontar sempre na ponta desta América latina que um dia será reconhecida pelo dito mundo civilizado.

Texto: Paulo Medeiros
Webmaster:Paula Medeiros