28.3.09

PORTUGAL EXISTE DESDE 1143


Nós, Portugueses, somos filhos de uma nação com raízes humanas na Lusitânia, Ibéria e nos povos invasores Bárbaros de olhos azuis e nos Árabes de olhos castanhos.

Portugal é o país reconhecido politicamente mais antigo da Europa e tem actualmente a idade de 866 anos, tendo sido, durante os séculos XV e XVI, uma grande potência mundial económica, social e cultural, constituindo-se o primeiro e o mais duradouro Império Colonial de amplitude global.

Portugal conseguiu a sua independência com a assinatura, em 1143, do Tratado de Zamora pelo Rei Afonso VII de Castela e o português Rei Afonso Henriques.

Em 1179 o Papa Alexandre III, através da bula Manifestis Probatum, reconhece Portugal como país independente após D. Afonso Henriques prestar vassalagem à Igreja Católica Apostólica Romana, a qual, na Idade das Trevas impondo o medo e a submissão a Deus dominava os reis e as nações na Europa.

Os Portugueses orgulham-se da sua História que se estendeu pelas costas de África, Ásia, América e pelos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico onde fomos descobrir novas terras e povos, deixando sete nações a falar a Língua Portuguesa.

Haja, portanto, respeito histórico por Portugal, principalmente os Brasileiros que lhe devem a existência como País, Língua e por terem herdado dos Portugueses o maior território que hoje é a sua pátria na América do Sul.

E o que Portugal é hoje? -perguntará o leitor menos informado. Deixo a resposta ao jornalista director-adjunto do semanário “Expresso” neste artigo que escreveu na revista “Exportar”:
Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores, onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados. E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais.
E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a
NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência.
Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que melhores vinhos espanhóis.
E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive -Portugal.
Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem: Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS,BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte dOiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente,
Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo.
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País,
mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses,
que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a
Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que
desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber
quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento
da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos.
É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc..
Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do Portugal que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e não, invariavelmente, o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito, porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?”.
E tu, amigo Brasileiro, que opinas sobre Portugal e os Portugueses, e até nos criticas, não me digas que também não te sentes orgulhoso do teu País descender de uma raça de valentes conquistadores, descobridores, desbravadores e evangelizadores do Mundo em que vives a falar a Língua Lusitana deles, a nossa que é de todos os Portugueses, Brasileiros, Angolanos, Moçambicanos, Cavoberdianos, Guineenses, Sãotomenses e Timorenses…
Texto de Marques Pereira
Foto de Marques Pereira
Webmaster: Paula Medeiros

21.3.09

Portugal e seus emigrantes


Há muito tento tratar o assunto acima que em um passado recente esteve e está presente na sociedade portuguesa.

Embora delicado e polêmico o assunto só obteve proporções para ser discutido devido as mudanças ocorridas no fim do século passado. Deixe-me explicar melhor, durante boa parte do século passado, muitos, mas muitos mesmo, deixaram Portugal e foram tentar a vida em outras paragens. O motivo já se sabe sempre foram os mesmos: Pobreza, falta de emprego e a busca de uma vida melhor. A parcela de toda população que migra , normalmente é sempre a menos favorecida e a menos instruída.

Detalhes a parte, toda esta gente e suas famílias em suas novas terras de adoção criaram um pequeno Portugal e trabalharam duro na esperança de dias melhores. Estas famílias também criaram vínculos profundos, sem jamais esquecer e nem perder o amor pela terra que haviam deixado para trás.

Enquanto isto aqueles que lá ficaram, não tinham a idéia do que se passava e o que passou a estes. Falo com propriedade de quem viu e vejo naqueles portugueses que nunca partiram. É evidente que não posso generalizar, mas posso garantir que este desconhecimento pertence a uma maioria, e me chama a atenção as criticas e as piadas que fazem aos bem sucedidos que voltaram ou construem nas terras de origem. Pode até não ser, mas até parece em alguns casos uma espécie de inveja por não terem conseguido ou tido coragem de fazer aquilo que tinham vontade.

No inicio que aqui escrevi dei ênfase a ciclos do século passado, mas mesmo desde o advento de entrada na Comunidade Européia aos dias de hoje, a migração continua a ocorrer em Portugal,embora em menor numero e oficializada quando o ato ocorre dentro da Europa. O que teve de diferente foi que com a globalização ocorreu pela primeira vez na historia o fenômeno inverso que foi a chegada de imigrantes em terras lusitana. Ai como se diz no linguajar Brasileiro, embolou o meio de campo. Os portugueses pela primeira vez viram tantos estrangeiros em Portugal e com a degola econômica atual, paira um verdadeiro clima de xenofobia, muito embora a chegada destes já tenha diminuído bastante.

Recentemente em uma apresentação no Canadá , um dos expoentes mais famoso da comunidade emigrante, Roberto Leal teve a coragem de dizer o que muitos pensam mas não falam e disse que imigrante importante é aquele que faz grandes depósitos na Caixa Geral de Depósitos e Roberto também queixou-se por os vizinhos fazerem fuxicos quando o emigrante constrói sua casa em Portugal e coloca um carro à porta. “Não é para se mostrar para os vizinhos, é para provar a si próprio que valeu a pena tanta dor,tanto sofrimento.

Agora voltando também na historia recente e não só fazendo criticas não posso deixar de mencionar numa parcela importante que chamam de retornados . Estes fazem parte de um grande equívoco da diplomacia portuguesa pós 25 de abril. Naquela altura preocuparam-se excessivamente com a independência das ex- colônias e esqueceram-se dos cidadãos que la viviam deixando-os a própria sorte.

Como tudo nesta vida o tempo se encarrega de guardar na história, e aos culpados impunes só a justiça de Deus, entretanto nas circunstancias do mundo de hoje não podemos simplesmente culpar os mais fracos, temos que aprender a conviver e tentar fazer que a sociedade seja mais justa e que não realizemos atitudes hipócritas.
" Este texto trata-se da visão de um brasileiro que conhece como nunca os dois lados do oceano, mas que tenta transmitir um pensamento para aqueles que não viveram nem sabem o que é ser emigrante".

Texto: Paulo Medeiros
Foto:Extraida do Blog de Chica Ilhéu(Angra do Heroismo)
Webmaster: Paula Medeiros

14.3.09

VÍTIMAS E VITIMADORES, POR QUE MOTIVO?


Desde que nascemos e nos conhecemos que somos vítima de alguém ou alguma coisa que nos impede de viver felizes, em paz e de alcançar o que queremos ou sonhamos.

Por quê nos vitimam, ou nós próprios nos vitimamos?

Será porque gostamos de sofrer, ou porque existe sempre alguém que se alimenta da vitimação dos outros através da sua maldade, poder pessoal, dinheiro, política, religião, superioridade intelectual ou outro motivo demonstrativo de que a igualdade e o amor ao próximo são cada vez mais uma utopia?

Todos sabemos quem são os nossos maiores vitimadores e porque uma ou outra vez, ou muitas, mesmo que inconscientemente, fizemos do nosso semelhante umas vítimas nossas.

Deixemo-nos de hipocrisia e aceitemos que por mais bondosos e pacíficos que sejamos, religiosos ou não, todos os seres humanos têm dentro de si males latentes que nem sempre controlamos e acabam por vitimar alguém.

Sobre as vítimas que somos e que fazemos lemos o “ensaio” reproduzido a seguir, escrito em Língua Castelhana, esperando que os brasileiros o saibam ler, pois como os portugueses temos países e vizinhos onde assim se fala e escreve:
“Todos tienen una historia de víctima, un recuerdo de una situación en la que se sintieron impotentes, fuera de control o indefensos. Los detalles de la historia de víctima son muy reales y sirven como un recordatorio que a pesar de nuestros mejores esfuerzos, podemos ser superados por personas o eventos y nuestra vida puede cambiar en un instante. Sin importar cuándo comenzó por primera vez la historia de víctima, cada detalle está grabado en nuestra mente como un recordatorio que estamos a un paso del desastre. Pero esta no es la intención de nuestras experiencias de víctima. Todos nosotros pasamos por diferentes aspectos de ser una víctima en nuestra vida, comenzando con la niñez cuando somos vulnerables y dependientes, hasta la adultez en donde tratamos de lograr nuestros sueños ante lo que pueden parecer retos insuperables. Somos enfrentados con elecciones de ser una víctima o elevarnos sobre nuestras limitaciones percibidas para volvernos victoriosos y pararnos en nuestro poder. El paradigma de víctima es una que toda la humanidad debe – y puede – superar y liberarlo es parte de nuestro viaje espiritual individual y colectivo.
Nuestra historia de víctima puede comenzar en la niñez cuando recordamos incidentes de ser intimidados por otros, donde nuestros padres no estaban disponibles emocional o físicamente o donde nuestras necesidades no fueron satisfechas de alguna manera. O quizá algo sucedió, como una enfermedad, abuso, o una vida hogareña difícil, la muerte de nuestros padres o hermanos que crearon trauma y comenzaron a crear el paradigma de víctima en nuestra vida. Sin darnos cuenta de ello, ese paradigma se convierte nuestro diseño de vida y determina el curso que nuestro camino tomará. Entonces atraemospersonas y situaciones que se relacionan e incluso realzan nuestro diseño de víctima porque esa es la energía con la que vibramos. Cuando nos preguntamos por qué las personas no son respetuosas, no nos honran o parecen salirse de su camino para bloquearnos en cada esquina, o por qué la vida es difícil, no somos felices, no tenemos suerte o estamos insatisfechos, la respuesta yace en nuestro paradigma de víctima. Mientras que podemos sentirnos muy solos con nuestra historia de víctima, cada persona tiene uno. Incluso la persona más consumada alberga un miedo secreto para el que se convertirán en víctima por algún incidente pasado olvidado, un recién llegado que los ensombrecerá o se enfrentará con una lucha que revelará una debilidad.
Mientras que quizá no nos llamemos víctimas, nuestros pensamientos, creencias y acciones dicen otra historia. Una víctima tiene muchos problemas, decepciones, expectativas no logradas y sueños no cumplidos. Con frecuencia ellos piensan que otros parecen ser más suertudos, más dotados, bendecidos o conectados de lo que ellos están. Una víctima comparte sus historias de víctima con todos porque quieren compasión y saber que no están solos en su infelicidad. Ellos pueden haber recibido "entrenamiento para víctima" de su familia, lo cual pueden tener patrones generacionales de creencias de víctima. Y ellos se convierten en víctima de su propia historia de víctima. Entonces ellos atraen víctimas y a aquellos que se aprovechan de ellos porque cuando somos una víctima atraemos tiranos, personas que necesitan controlar, manipular o dominar a los demás para sentirse poderosos.
Cuando estamos operando desde el paradigma de víctima enviamos un mensaje en silencio a los demás de que no somos poderosos y que ellos son más poderosos que nosotros. Cuando necesitamos ayuda podemos encontrar a alguien que responda al llamado pero si le entregamos nuestro poder a cambio de su ayuda, estamos empujándonos más hacia el paradigma de víctima. Entonces nuestro salvador y rescatador puede convertirse en la persona que nos controle, entonces el salvador se vuelve un tirano y nos paramos de un papel de víctima a otro. ¿Cómo podemos liberar el paradigma de víctima, algo que muchos Trabajadores de la Luz han venido a hacer?
Primero debemos entender la razón del paradigma de víctima y después tomar una decisión aunque podamos estar en un ciclo de víctima cuando estamos eligiendo.
Nuestro viaje espiritual puede ser comparado con la ceremonia Nativa Americana de recuperación del alma, en donde un shaman lleva al buscador en un viaje para recapturar las piezas del alma que han sido perdidas en traumas de vidas pasadas. En cada vida se nos proporcionan oportunidades para sanar traumas antiguos que están enterrados dentro de nuestra memoria del alma y ADN emocional y para regresarnos a nosotros mismos a lo espiritual y la totalidad emocional. Estas situaciones se nos revelan en formas diferentes en que nos sentimos como víctimas, en los varios entrenamientos de "victimismo" que se nos ofrecen, por aquellos que están de acuerdo en crear oportunidades de víctima para nosotros. El viaje a la totalidad comienza con nuestra habilidad para encontrar nuestro centro espiritual, en donde podemos comenzar a reconectarnos con nuestro poder y comenzar el viaje a la re-conexión con el mismo.
Esta también es la historia del viaje de la humanidad desde su inicio hasta ahora, el tiempo en el que estamos cambiando hacia nuevas vibraciones de ser. Como una familia humana tenemos la oportunidad de salirnos del paradigma de víctimas y recordad nuestra conexión con la Fuente, la divinidad y nuestro poder. Nuestras historias de víctima están basadas, de hecho, en esta vida y en anteriores. Existen situaciones en donde laspersonas abusaron de nosotros, se aprovecharon de nosotros o no hicieron lo que creímos que deberían haber hecho. Pero dentro de cada una de estas historias de víctima hay una lección kármica, un contrato del alma, y un punto de inicio para nuestro viaje al perdón, transformación y cierre.
Tenemos una elección para permanecer como víctima y continuar sufriendo en impotencia o unir las piezas heridas de nuestra alma y volvernos victoriosos maestros espirituales que entienden la imagen más grande y pueden elegir la sanación sobre el dolor, el momento presente sobre el pasado y una vida de abundancia y satisfacción sobre carencia y pena. A todos se nos da una oportunidad para reconocer nuestro estado de víctima y elegir otra opción, crear un paradigma de nuevo mundo en donde no haya víctimas y liberemos este paradigma de la energía de la tierra para siempre.”
Que ninguém creia na utopia de que a Terra possa deixar de ter vítimas, pois quando não são os homens e as mulheres a vitimar-nos, a Natureza e o Universo encarregam-se disso perante a indiferença e a incapacidade dos deuses e santos adorados…

Texto de Marques Pereira

Foto: ANI
Webmaster: Paula Medeiros.

7.3.09

Barack Obama: solução ou retrocesso?


Nas últimas eleições para presidente nos Estados Unidos, os americanos apostaram pelo novo, pelo diferente, por aquele que seria a grande solução de todas as crises do país.

Está bem claro, para todos aqueles que acompanham um pouco da economia mundial, que a crise está afetando todo o mundo, até mesmo aqueles países mais desenvolvidos. A fonte desses problemas está em maior escala recaída sobre o país norte americano. Esses efeitos, se não corrigidos agora poderiam causar enormes problemas em futuro não tão distante, com isto,

Obama já possui alguns projetos para solucioná-los. Entre eles, inclui o pacote de investimentos que irão financiar as obras que forem construídas com produtos americanos.

Críticos não poderiam deixar de colocar em dúvida esta “solução”. Muitos afirmam que isto proporcionaria uma volta ao século XVIII em pleno século XXI, onde o mercantilismo implantado naquela época se assemelha com o plano dito “protecionista” de Obama.

Muitos são aqueles que acreditam que isto poderia ser a salvação, mas muitos também põem em dúvida se essa prática econômica que um dia não funcionou poderia agora ser a resolução de tudo. Apenas teremos essa resposta em nossas mãos em aproximadamente um a dois anos. Se nesse tempo veremos que o plano de Obama funcionará, ninguém sabe... Se não funcionará, também ninguém afirma com certeza. Apenas o tempo o dirá.
Texto: Paula Medeiros
Foto: A.N.I.
Webmaster:Paula Medeiros

28.2.09

O QUE FEZ VOCÊ PELA VIDA DA MULHER?







8 de Março é mais um repetitivo Dia Internacional da Mulher criado pela ONU. Impõe-se, portanto, esta pergunta à massa cerebral de cada homem e mulher: O que fez Você pela melhoria da vida das mulheres? Inclusive por si, se é uma mulher solteira, esposa, mãe, companheira, amante, doméstica, trabalhadora, reformada, aposentada ou uma viúva alegre, triste ou solitária.

É evidente que o Dia da Mulher é todos os dias. Já o mesmo não podemos dizer com tanta propriedade do dia de muitos homens que, sem uma mulher, os seus dias não tinham o conteúdo humano e estabilizador que elas são para eles.

Celebrar o Dia da Mulher, mesmo que este seja “coisa política”, é como celebrar todos os dias da realidade da nossa vida.

A Mulher é o ser mais completo e importante da Humanidade, pois elas são, para além de tudo mais, a renovação, a criação, a construção contínua dos homens e mulheres.

A Mulher é a esperança e o futuro deste mundo que se quer melhor.

A Mulher é amor, mãe, educadora, anjo do lar, formadora, profissional, empresária, política, cientista, escritora, jornalista, religiosa, atleta, beleza, paz, a outra metade genética dos homens que nasceram, cresceram e evoluíram conforme a Natureza.



Adoremos e respeitemos mais a Mulher, porque sem ela o planeta tornar-se-á num hostil e feio deserto por onde deambularão horríveis fantasmas de eunucos.




Texto: Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros

21.2.09

Felipão na Inglaterra

Nas ultimas semanas, foi noticia nos principais jornais do mundo o nosso Luiz Felipe Scolari. O brasileiro campeão mundial e que levou Portugal ao topo do futebol mundial.


Ousado, disciplinador e extremamente humano o Felipão (como nós o chamamos), conseguiu ser herói não so no Brasil, bem assim como em Portugal onde levou a condição de vice-campeão europeu e quarto lugar no ultimo mundial da Alemanha. Mesmo com toda esta fama e todos seus atributos, muitos detalhes os europeus desconheciam, principalmente os dirigentes do Chelsea.


Fala-se que o seu ex-patrão , o russo Roman Abramovich, o tinha contratado para que a equipe apresentasse um futebol vistoso. Puro desconhecimento, Scolari jamais esteve associado a beleza do futebol, embora seja um treinador excepcional. E digo excepcional, pois ele introduziu no futebol brasileiro a idéia que não bastava ter talento, precisavamos nos preocupar também com a defesa. Assim, já fazia tempo, que com equipes muito pequenas ele chegou a conquistar grandes resultados. Lembro-me bem, quando ele conseguiu levar o modesto CRB de Alagoas as meia finais da copa do Brasil.

Em Portugal com seu jeito disciplinador conseguiu quebrar antigas mazelas e ao dar oportunidade a jovens talentos (Cristiano Ronaldo), quase que por uma fatalidade não chegou ao titulo europeu. Conseguiu também trazer de volta um ufanismo que há muito não se via em Portugal, conseguindo unir toda torcida em prol de um desejo e de uma vitoria...


Sua conduta sempre foi de se integrar aos jogadores, como se ele próprio fosse mais um jogador, tirando deles o melhor que possuía. A tudo isto se chamava Familia Scolari. Sua arma mais constante e poderosa era a perfeita comunicação com o grupo. Assim, na Inglaterra faltou-lhe o que nos é mais precioso quando desejamos transmitir detalhadamente o que sentimos e neste caso o nosso idioma. A comunicação através de interpretes transformou quase tudo num verdadeiro fiasco, chegando ao ponto que o capitão John Terry declarar que Scolari tinha seu apoio e de mais uns dois ou três. Muito pouco mesmo. Daí foi encerrado seu contrato milionário, e seu status de herói saiu da fama a quase zero, o que não chega aser um problema, pois com toda a certeza muitos do Brasil já o querem ver com a nossa canarinha.

Volta Felipão!





Texto: Paulo Medeiros

Foto: A.N.I.

Webmaster: Paula Medeiros

15.2.09

ANFITRITE E OUTRA, MULHERES DESILUDIDAS COM A RELIGIÃO


A opinião dos outros deve-nos interessar sempre, pois é a ouvir, a ler e a discutir que nos vamos esclarecendo ou melhorando a nossa própria visão e pensamento sobre os assuntos em que flutuam as pessoas de todo o mundo.

No blogue “Murcon” do conhecido médico-psiquiatra e sexólogo português Prof. Dr. Machado Vaz, nortenho do Porto (cidade na foz do internacional rio Douro, onde na margem esquerda existiu a aldeia de Portucale que deu o nome de Portugal), deparei com esta opinião assinada por uma leitora que usou o”nickname” Anfitrite, que na mitologia grega é filha da ninfa Dóris casada com Nereu que teve 50 filhas, entre elas a deusa Tétis. É irmã de Aquiles, o jovem, intrépido e belo herói que tinha no seu corpo um único ponto vulnerável, o calcanhar, que chegou à actual Medicina como o “Tendão de Aquiles” causador de tendinites e outros traumas dolorosos motivados por excesso de esforço sobre os pés. Casou com Posídon (para os Romanos foi Neptuno), deus-supremo do Mar, que também foi marido de Nereidas, Náiades e muitas ninfas e heroínas, sendo por inerência conjugal rainha e deusa de todos os mares
.
Anfitrite escreveu, começando por se questionar:

Porque raio não me foi dado o dom da Fé? Será porque não acredito em milagres?Sou agnóstica porque não acredito que haja alguém que tenha todo o conhecimento para fazer certas afirmações.

Posso afirmar que sou ateia e custa-me a acreditar como é que pessoas minimamente inteligentes podem acreditar que haja um Deus que venha punir ou agraciar os maus ou os bons. Como se distiguem eles? Os conceitos vão sempre variando ao longo dos tempos.

Apenas há dois mil anos, já a Humanidade era velha, apareceu alguém (Jesus de Nazaré) com boas intenções como tantos outros e houve um grupinho que se apoderou das suas ideias religiosas para explorar o filão religioso em que se transformaram. Não para ajudar o próximo, porque os que o fazem não precisam que lhes indiquem o caminho.
Daí em diante, em nome Dele, tanto mal tem sido feito ao Homem. E, entretanto, outros vão-se enchendo e vivendo à sua custa.

Mas como acontece que às vezes a dor é tamanha, as pessoas tem de se agarrar a qualquer coisa. Eu agarro-me às árvores do meu jardim e aos meus mortos, apesar de enquanto vivos, alguns me tenham feito sofrer.

A maioria dos vivos só pensa neles.

Será que alguém, no seu perfeito juízo, acredita que o Cardeal-patriarca de Lisboa, José Apolinário, esteja preocupado com as mulheres portuguesas que desejem casar com muçulmanos? Então porque não se preocupa com as mulheres que estão a ser espezinhadas pelos portugueses? E em menor escala com os homens árabes maltratados e vitimados por uma qualquer odalisca ocidental?

Quem se lembra dos direitos que apenas há pouco mais de trinta anos eram negados às mulheres portuguesas, dos que lhe eram mitigados e dos que, ainda hoje, lhe são vetados por uma maioria e religiosidades dominantes? Enquadremos as coisas nos contextos históricos e nos continentes próprios e não façamos afirmações balofas.Aconselho vivamente um livro a quem ainda não o leu, se o conseguirem encontrar. Não é ficção é pura realidade. Já tem uns anitos. Hoje já não causa tanto impacto por causa da Internet. Tem o título "Assim Seja, Ela”, de Benoîte Grould. Em Portugal foi publicado pela Livraria Bertrand. Na edição original, francesa, chama-se "Ainsi Soit-Elle" e foi publicado, em 1975 pelas "Editions Grasset & Fasquelle".

Quanto às histórias das criancinhas, ainda há poucos anos não lhes ligavam muito.Os chineses tinham muitos filhos porque precisavam de muito de apanhadores de estrume para fertilizar os arrozais. Outros porque precisavam de mão-de-obra intensiva. Aqui lembro também o livro do grande médico, sociólogo, professor e político Josué de Castro, "Geopolítica da Fome". Acrescento também a "Geografia da Fome". Em Àfrica, hoje, ainda há locais onde os homens só fazem filhos para os vender e viver desse rendimentos. Não fazem mais nada.

Agora falando de árabes e judeus é mesmo verdade que o lóbi mais poderoso nos EU é o dos judeus. Eles controlam o negócio das armas, do petróleo, dos diamantes, dos funerais, para não falar na prostituição, porque essa está em todo o lado. Eles influenciam qualquer decisão nos órgãos dos USA. O lóbi dos árabes limita-se a meia dúzia de indivíduos, que exploram as riquezas que têm e vivem a esbanjar escandalosamente dinheiro, coleccionando carros, jóias, etc., e deixando o seu povo na miséria e na opressão.

Obama afirmou que não saberia o que faria se um foguete lhe entrasse pela casa e lhe matasse as filhas. Que fará ele agora que viu imagens de aviões lançarem bombas sobre escolas lotadas de crianças?

Se os palestinianos lançam foguetes de casas particulares é porque não tem mais espaço. Já não há Palestina; existem uns retalhos de terra minada e nada mais. Alguém pensa que alguns dos extremistas dos colonos israelitas irão abandonar a Cisjordânia? Onde chegam tomam conta de tudo. Como os colonos da Austrália, como os da América profunda, como os da África do Sul, etc.
Ainda voltando às seitas e religiões -e para que pensem bem nisso-, digo-lhes que eu fui vítima, aqui há uns anitos, de assédio religioso pela minha directora de serviços, que pertence a uma seita japonesa que se chama MahiKari e que ninguém imagina do que se trata. É muito pior do que aquilo que diz a Wikipédia!

Falando ainda na crise de missões para o sacerdócio, não se esqueçam que antes quem ía para padre, regra geral, eram os filhos das famílias pobres do interior que eram mandados para os Seminários, porque assim sempre tinham a hipótese de estudar e arranjar alguma equivalência nos estudos. O grande escritor Vergílio Ferreira foi um deles. Não tinha vocação e teve coragem de quebrar as amarras.

Desculpem o “esbanjamento”; hesitei muito, mas este “murcon” do Professor deu origem a comentários fabulosos. Continua a ser necessário agitar a malta e não na modorrice dos pés aquecidos pelos cães. Os cães são para andar cá fora a correr e a brincar com eles…”.

A Outra é uma mãe que viu a filha ser atingida pela variante humana da “Doença das Vacas Loucas”( Doença de Creutzfeldt-Jakob), por ter comido carne bovina contaminada. Andou a pedir ao Deus inventado, ao Deus morto (Jesus de Nazaré) e a diversos santos que foram gente bondosa e a outros que foram inventados, mas nenhuma destas divindades e santidades lhe salvou a filha, de 14 anos, de morrer na sua cama. Ela afirmou, também como mais uma pessoa desiludida com a Religião:

"Não acredito mais em Deus, em santos, em nada da religião! Não atenderam aos meus apelos de vida para a minha filha. Rezei. Andei de joelhos. Desloquei-me a santuários e templos católicos e cristãos. Ofereci velas. Todavia, todos me ignoraram e ficaram nos seus altares e no Céu indiferentes à minha grande dor e aos fartos mananciais de lágrimas de mãe”.

Esta mãe esqueceu-se de que o que os médicos, os medicamentos, as terapias e o próprio corpo não curam, ninguém, nem Deus, tem capacidade para curar e salvar alguém da morte…

(O facto de reproduzir opiniões de outras pessoas não quer dizer que as faça minhas, nem que as adopte. As opiniões alheias têm o interesse que lhes dermos e podem servir para as confrontarmos com as nossas e outras que já ouvimos e lemos. Mas, como se lê, estas opiniões de duas mulheres nasceram de realidades vividas e actuais, as tais que fazem a experiência e constituem a “biblioteca da vida” e do conhecimento que os idosos vão acumulando e transmitindo nas suas histórias).

Texto: Marques Pereira, Anfitrite e Outra
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros



7.2.09

Gravatá.- Pernambuco - Brasil



Em meu ultimo fim de semana de férias escolares aqui no Brasil, saí com minha família a um destino muito interessante. Há algum tempo e aqui bem perto, depois de tantos convites de familiares, resolvi visitar as terras de Gravatá no estado de Pernambuco deste nosso Nordeste Brasileiro.
Achei tão interessante que resolvi compartilhar com nossos leitores, e aproveitando a penetração do nosso blog em outras partes do mundo, encontrei uma maneira simples de promoção e divulgação deste lugar.
Antes de tudo , um pouco de historia. O nome Gravatá é de origem indígena, exatamente do Tupi kravatã ( Mato que fura), arbusto muito comum nesta região . A cidade teve iniciada sua formação por volta de 1808, por comerciantes luso brasileiros quando do desbravamento do interior do nosso sertão nordestino. As embarcações através do rio Ipojuca só conseguiam chegar ate este ponto, daí a concentração de pessoas..
A cidade fica situada no alto da Serra de Russas, e quando por lá passou a primeira ferrovia, iniciou-se sua vocação para o turismo.

A causa de tudo isto se deve principalmente ao clima privilegiado da cidade. Sua localização próxima ao Recife, que dista 80 Km, proporciona um lugar agradabilíssimo de clima inconfundível e próximo do litoral. A temperatura média anual é de 22 graus C, e nos meses de inverno podem chegar aos 10 graus , o que é quase impensável a nível climático desta parte do Brasil enormemente e mundialmente conhecida pela dureza do clima.

Em busca desta maravilha de clima, milhares de pessoas de outras cidades, começaram a construir casas e condomínios nas encostas para fugir do quotidiano estressante das grandes cidades, e isto fez com que a cidade de oitenta mil pessoas, tenha um população flutuante de pelo menos mais 50 mil almas principalmente próximo aos festejos de São João.

A gastronomia da região é tipicamente nordestina, onde encontramos a carne de sol e a buchada de Bode. Mas o local tem restaurantes onde se pode encontrar comida internacional, destacadamente as massas italianas.
Segundo, o meu cumpadre e anfitrião Eduardo T. Galvão ( Dudu Pernambuco) , estas encostas pernambucanas são um prolongamento do planalto da Borborema, e as belezas naturais que se vê em toda a parte, promove um agradável bem estar. Lembra-me ele que a rede hoteleira local, também esta muito bem instalada, sendo um verdadeiro convite aos turistas.

Particularmente gostei dos prédios do tempo imperial, destacando –se o do Paço municipal e por outro lado, as trilhas de aventuras e o encontro com a natureza.
Como o leitor amigo já deve ter notado, nesta minha fase de vida tenho trabalhado e muito para dentro do que me é possível, transmitir ao leitor que é necessário conhecer mais e mais o que temos em nosso país. A nossa dimensão continental faz-nos refletir quão importante é redescobrir nossas potencialidades e mostrar ao mundo que se fizermos as nossas obrigações podemos transformar e quem sabe realizarmos uma verdadeira reviravolta neste nosso país varonil.

Desfrutem da Suíça Nordestina!












Texto: Paulo Medeiros
Foto 1- Vista panoramica- Cortesia de Leo Mauritsstad
Foto 2- Paço Municipal- foto de Carmen Medeiros
webmaster: Paula Medeiros

1.2.09

ESTRATÉGIAS E TÉCNICAS QUE “ELES” USAM PARA MANIPULAR AS PESSOAS, AS OPINIÕES, A HUMANIDADE


Estas estratégias e técnicas surgiram nos tempos remotos em que o Ser Humano começou a pensar e a manifestar interesse em obter e exercer poder utilizando os seus semelhantes.

Os homens, como seres mais fortes fisicamente, começaram por liderar a família e depois o seu clã. Na sua evolução criaram a propriedade e o direito a caçar e cultivar no seu espaço. Ambicionaram mais e logo descobriram que poderiam dominar pelo medo em algo mais forte do que eles. O Sol, a Lua, a Água, o Vento, o Fogo, os raios, as trovoadas, as tempestades e as demais manifestações da Natureza foram os seus primeiros deuses naturais, que eram bons ou maus, conforme eram vistos e sentidos.

Depois fizeram os “deuses-bonecos” esculpidos em barro e madeira. A Religião era criada para ficar, sempre através do respeito e do medo a um deus inventado.

Milhares de anos depois foram inventados outros deuses com figuras feias e medonhas na Índia. E na Pérsia, hoje Irão, terra dos grandes religiosos cujas histórias chegaram à actualidade, Zaratustra criou um Deus bom, severo, disciplinador e pacificador que ganhou mais adoração entre os Judeus, Cristãos e Islamitas. Mas o persa também criou um “deus” mau, o Diabo que tem servido para “explicar” muita maldade e acusar muitos maldosos que existiram e existem neste planeta.

Os Romanos tiveram imperadores, como Nero, que se auto-proclamaram e se fizeram adorar como deuses-vivos. Os Católicos fizeram de um judeu considerado herege pela sua religião (Judaísmo) o seu Deus-homem, Jesus de Nazaré, e usando o rosto deste em pendões partiram em Cruzadas ao Oriente para matarem os “infiéis” Muçulmanos.

Hoje, os deuses bons inventados são usados maldosamente pelos seus rezadores e manipuladores para matar e destruir. Ainda se lembra de Bush, adorador de Deus? E dos palestinianos do Hamas, adoradores de Alah, e dos israelistas abençoados por Jeová?

Os maldosos deste mundo sempre foram, portanto, os religiosos que se serviram de mentiras e mentirinhas para dominar os outros; são os políticos que aprenderam com os religiosos a mentir e a manipular a Humanidade; são os super-ricos que aproveitando religiosos e políticos criaram o seu Deus Dinheiro e através dele inventaram o Capitalismo para dominar, manipular e escravizar toda a vida Humana, a Natureza, a Terra.

Sylvain Timsit explica o restante sobre este assunto nas palavras que escreveu no seu livro “Stratégies de Manipulation”, o que a seguir vos deixo como sendo a minha motivação para o preâmbulo deste comentário.

Estratégia da diversão
O elemento primordial do controle social é a estratégia da diversão que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e da mutações decididas pelas elites políticas e económicas, graças a um dilúvio contínuo de distracções e informações insignificantes. A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, nos domínios da ciência, da economia, da psicologia,da neurobiologia e da cibernética.

1 -Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais" (extraído de "Armas silenciosas para guerras tranquilas")
2- Criar problemas, depois oferecer soluções.
Este método também é denominado "problema-reacção-solução". Primeiro cria-se um problema, uma "situação" destinada a suscitar uma certa reacção do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia do esbatimento Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.
4- A estratégia do diferimento
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Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como "dolorosa mas necessária", obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência de esperar ingenuamente que "tudo irá melhor amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento. Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e económica foram aceites pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.
5- Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas.
A maior parte das publicidades destinadas ao grande público utilizam um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, muitas vezes próximos do debilitante, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro ("os dias euro"). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adopta um tom infantilizante. Por que? "Se se dirige a uma pessoa como ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reacção tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )

6- Apelar antes ao emocional do que à reflexão.
Apelar ao emocional é uma técnica clássica para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, pulsões ou comportamentos...
7- Manter o público na ignorância e no disparate.
Actuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )
8- Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade.
Encorajar o público a considerar "fixe" o facto de ser idiota, vulgar e inculto…
9- Substituir a revolta pela culpabilidade.
Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da acção. E sem acção, não há revolução!...

10- Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios.
No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.”

Se leu este meu comentário e o texto de Sylvain Timsit com atenção, ficou com “vastos conhecimentos” para encarar melhor e com mais cuidado a Humanidade do seu género animal.
Tente não se deixar manipular pelas tretas das cambadas que nos usam para “eles” viverem bem a servirem-se da vida e do esforço produtivo da maioria que somos todos nós, os que trabalham e ganham dinheiro e acumulam fortunas, prestígio, honras, estátuas e imagens divinas para os manipuladores do Povo.

Texto: Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros.



23.1.09

Fronteira da Paz


O título acima por si já chama enormemente atenção. Normalmente se tem a idéia de uma área de fronteira como um lugar chato, com aduanas, passaporte, etc.. Mas aqui estamos a tratar de uma única cidade pertencente a dois países diferentes. A separação só acontece apenas por uma avenida e eis que estamos em Rivera (Uruguay) e Santana do Livramento (Brasil). Na verdade, só se percebe que está entre dois países porque de um lado está tudo em espanhol e de outro tudo em português.

É muito comum encontrar cidadãos que nasceram de um lado e trabalham do outro. Muitos que se casam têm filhos das duas nacionalidades. Foi assim que a cidade tornou-se símbolo do Mercosul. O comércio depende muito das variações cambiais, e no momento está mais favorável aos Brasileiros que superlotam os “free shops” do lado uruguaio.

Para nós brasileiros conhecer essa região é também reconhecer que temos vizinhos e que por anos e anos, por questões culturais, não tivemos a oportunidade de conhecer. O nosso vizinho Uruguai tem o que é de mais importante do que qualquer economia, o respeito aos índices sociais e detém o título de mais justo em distribuição de renda na América Latina.

O nosso vizinho é o único país não lusófono cujo ensino do português é obrigatório nas suas escolas e sua população tem um profundo respeito pelo Brasil.

Muitas famílias brasileiras que residem em nossa região historicamente sempre preferiram passas suas férias na Europa e sua grande maioria desconhecia esta fronteira que está a cerca de 4.000 km do Nordeste brasileiro. Como tudo está mudando, agora já não só se descobre, mas também vivemos e temos a oportunidade de conhecer “nuestros hermanos”.

A junção das duas cidades reúne uma população de mais de 200.000 habitantes que servem de exemplo para todos os conflitos que hoje temos no mundo.

Para que o leitor tenha uma noção dos costumes e das músicas da região, apresentamos links de duas rádios, uma brasileira e outra uruguaia:
http://www.querenciafm.com.br/
http://www.radioactivafm.com/
Livramento/Rivera: Um Oasis que dois povos fecundaram pela união e fraternidade.

Vale a pena conhecer!


Texto: Paulo Medeiros
Foto: Fronteira da Paz
Webmaster: Paula Medeiros

17.1.09

CARAMURU:MÍTICO HERÓI PORTUGUÊS DA ALVORADA DO BRASIL




Quem foi Caramuru? Foi um mito, uma lenda ou uma passagem da realidade histórica de Portugal e do Brasil?

No Brasil têm Caramuru como uma realidade, como se depreende destes dados escritos por Maria José Quintas, senhora brasileira de sangue Lusitano, muito interessada pela História e Cultura portuguesas, tendo sido professora no Rio de Janeiro, que amavelmente compilou para a introdução desta crónica:

“A fim de colonizar o Brasil, D. João III, rei de Portugal, casado com Catarina da Áustria de quem teve nove filhos, enviou, em fins de 1530, uma Expedição Colonizadora, chefiada por Martim Afonso de Souza. Na baía de Todos os Santos (Estado da Bahia) ele encontrou um português que vivia entre os índios. Era Diogo Álvares Correia.
Caramuru foi Diogo Álvares Correia, que havia naufragado naquela baía no ano de 1508. Seus companheiros foram devorados pelos índios Tupinambás. Diogo ficara extenuado na praia, refugiando-se depois entre os rochedos, onde foi encontrado pelos índios.
Os silvícolas costumavam encontrar entre as pedras um peixe ao qual chamavam Caramuru, ou moreia, agressivo e voraz. Assim os indígenas aproveitaram o peixe para dar ao prisioneiro o apelido Caramuru com que passou à História do Brasil.
Muito doente e fraco, Diogo Álvares foi salvo da morte pela índia Paraguaçu, filha do cacique Taparica. Ele, dias depois de ter sido salvo do naufrágio, ‘usou a sua arma de fogo e matou um pássaro, o que surpreendeu de tal modo os índios Tupinambá, que estes lhe atribuíram poderes divinos´.
E com Paraguaçu se casou, iniciando a ‘miscigenação que caracteriza a nação brasileira no acolhimento dos portugueses em terras de Vera Cruz’.
Paraguaçu veio a ser batizada em Saint-Malo, conhecida historicamente como “Cidade dos Corsários”, na Bretanha-França, com o nome cristão de Catarina do Brasil, em 30 de Junho de 1528, supostamente quando o casal terá contactado com Henrique II e Catarina de Médicis e foi recebido por Jaques Cartier (1491-1557, explorador) e sua esposa Catherine de Granches que os paraninfaram.
‘Trata-se da primeira família brasileira documentada, entrelaçada na sucessão de Garcia D'Avila com a Índia Francisca Rodrigues, e vinculada à Casa dos Albuquerques, pelos descendentes de Jerônimo de Albuquerque com a Índia Muira-Ubi – Maria do Espírito Santo Arcoverde –, primeira Sociedade brasileira. Seus sucessores vincularam-se à nobreza dos Pereiras e Marinhos; aos descendentes de Domingos Pires de Carvalho casado com Maria da Silva; à geração de Felipe Cavalcanti casado com Catarina de Albuquerque e com a descendência do casal José Pires de Carvalho - Tereza Vasconcellos Cavalcanti de Albuquerque Deus-Dará, dando origem a algumas das mais importantes famílias do Brasil e do continente, com prolongamentos até nas cortes europeias e, recentemente, na Casa Imperial Brasileira.’
Muitas lendas surgem em torno de Caramuru, mas a que a História do Brasil mais considera como verosímil é a que está aqui narrada. Frei Santa Rita Durão, no poema
"Caramuru", misturou a realidade com a fantasia; daí as muitas lendas, entre as quais a de uma jovem ( Moema) apaixonada por Caramuru que o teria seguido a nado até morrer de cansaço e ficar para sempre sepultada no mar.
Ao regressarem de França foram viver na aldeia indígena dos Tupinambás e tiveram quatro filhos.”

Diogo Álvares Correia, nasceu em Viana do Castelo, cidade-capital da região do Alto Minho, onde, em Arcos de Valdevez, num bafordo medieval a que se seguiram batalhas contra o rei de Castela e Leão (Espanha), começou a nascer Portugal pela coragem, destemor e aventura histórica bem sucedida de Afonso Henriques, o qual veio a ser o 1º Rei da nação europeia que veio a descobrir e colonizar o Brasil.

O município de Viana de Castelo, presidido pelo médico vianense Defensor Moura, colocou no principal rossio da cidade (Praça da República), com pompa e circunstância, uma estátua feita pelo mestre José Rodrigues representando Diogo Álvares Correia (Caramuru) e a sua mulher Catarina do Brasil (Paraguaçu).

Honra aos heróis de sempre de Portugal e do Brasil, que os vivos estão-lhes reconhecidos e orgulhosos!




Texto de Marques Pereira e Maria José Quintas.
Fotos: Gualberto Boa-Morte e A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros

10.1.09

Israel x Palestina


Em 1897, ficou decidido que os judeus retornariam à Jerusalém de onde foram expulsos no século III d.C.. Imediatamente teve início a emigração para a Palestina. Nessa época, a área pertencia ao Império Otomano, onde viviam cerca de 500 mil árabes. Em 1903, mais de 15 mil judeus já estavam vivendo entre eles. Em 1948, já eram mais de 600 mil judeus.

À medida que a imigração aumentava os confrontos também. Durante a II Guerra Mundial o número de imigrantes aumentou drasticamente devido às perseguições nazistas na Europa. Em 1947, a ONU tentou solucionar o problema propondo a criação de um “estado duplo”, um árabe e outro judeu. Os árabes não aceitaram a proposta.

Em 1967, aconteceu a chamada “Guerra dos Seis Dias”. Israel derrotou o Egito, Síria e Jordânia e conquistou a Cisjordânia, as colinas de Golán e Jerusalém leste.

Israel permanece nos territórios ocupados e se nega a obedecer a ONU, que obriga o país a retirar-se dos territórios conquistados durante a “Guerra dos Seis Dias”. Apesar das negociações, os palestinos se negam a aceitar o estado de Israel e os israelitas não querem devolver os territórios conquistados, não permitindo que haja paz na região.

Em 2006, o Hamas venceu as eleições democráticas conquistando o poder na Faixa de Gaza (território palestino). Em conseqüência aumentaram os conflitos internos com o Fatah, como o Hamas, o Fatah também é um partido palestino. No dia 18 de dezembro de 2008, o Hamas conseguiu também o poder bélico. Israel, desde então, iniciou uma série de ataques, bombardeando partes deste território.

Este é o assunto de momento, que vemos todos os dias na TV. É um conflito sem fim, cujo o relato histórico acima descrito já demonstra ao leitor o real nível da situação. A ladainha diplomática já está em ação falando de novo em cessar fogo, paz e outras coisas que nunca chegam.

Já estamos no século XXI e pessoalmente não acredito que este conflito tenha fim, pois em nenhum momento indícios me levam crer. Acompanhamos a saga de jogadores brasileiros que moram em Israel e brasileiros árabe-descendentes que vivem na Palestina. É o tipo de notícia para dar um pouco mais de audiência. Na prática temos um Israel poderoso graças ao fornecimento bélico dos norte-americanos, do outro um país paupérrimo que utiliza a guerra para sobreviver. Resultado: do lado mais poderoso morreram alguns poucos enquanto inúmeros palestinos perderam suas vidas. Realmente é uma guerra desigual.
Oxalá acabe um dia!
Texto: Paula e Paulo Medeiros
Foto: Wikipedia.org
Vídeo: Globo.com
Webmaster: Paula Medeiros

3.1.09

VIDA FELIZ E MORTE FELIZ


Ainda há pessoas que não ligam a Morte à Vida, mas a primeira é a coisa mais certa que temos na existência humana e a segunda é uma incerteza e um risco desde que nascemos.

Viver feliz é existir sem dor e morrer feliz é deixar de estar vivo sem sofrimento.

Se é difícil ao ser humano civilizado viver feliz todos os dias, para muitos morrer feliz é problemático porque ao longo da nossa vida estamos sujeitos a doenças, desgraças, acidentes e infelicidades que até morrermos nos programam uma morte dolorosa.

Outros, os ditos felizes e realizados, ricos e viajados no tempo e geograficamente, apesar de parecer que vão morrer felizes, isso não acontece, tão preocupados se aproximam da Morte, a pensar que vão deixar as suas riquezas para familiares que nunca se esforçaram para as fazerem crescer e, o mais certo, é consumirem ou destruíram o que eles fizeram com esforço, lutaram por mais dinheiro e viveram felizes por possuírem e gastarem sem restrições nem grandes mossas na conta bancária. São uns felizes que morrem infelizes, porque a felicidade do dinheiro e dos outros bens patrimoniais podem servir para prolongar a vida, mas nunca servirá para comprar um favor da Morte.

A Morte também faz felizes os que vivem do negócio funerário, pois os enterros e os enterramentos podem ser grandes, com muitos acompanhantes à “última morada”, uma sepultura de luxo. Há vivos felizes que antes de morrerem compram “um grande funeral” e um pedaço de terra no cemitério para nela construírem sepulturas de luxo, como jazigos em altura e largura que são tão admiráveis e belos como moradias de mármore branco ou negro. O motivo é a vaidade de estar “orgulhosamente só” a mostrar aos ainda vivos que o morto era um homem de posses, dinheiro, riqueza entre os cadáveres que viveram pobres, explorados e infelizes que à sua volta estão mortos em campas rasas.

Os mortos que quando estavam vivos gostavam muito de andar de hotel em hotel preferem “repousar” ou ser guardados eternamente em cemitérios verticais, edifícios de luxo de cinco a muitos andares à “altura do Céu”, implantados em cidades fervilhantes de vida, mas “não podem ver” o verde da Natureza que já não vêem. Este negócio é designado por imobiliário da Morte, estando nas mãos de empresas e capitalistas fúnebres.

Como se vê, todos temos uma possibilidade de ter um Vida feliz e de morrer “in aeternum” alegres e felizes por ter uma Morte que nos recebeu em Paz e sem medo.

A Vida é o único caminho que nos leva até ao destino final que é a Morte de que nunca ninguém volta para ser feliz, ou ser alguém que gostaria de viver mais uma vez para tentar conhecer a alegria de estar vivo com Felicidade e sem Dor.

Aos meus amigos, amigas e leitores que estão vivos: nos vossos planos de vida que o planejamento que fizerem não vá além de 24 horas por dia, pois a feliz Morte é a companheira de todos os momentos da sua feliz, dolorosa ou infeliz vida…

TEXTO DE MARQUES PEREIRA
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros.




29.12.08

Feliz 2009




Nestes últimos dias de 2008, o mundo segue numa perspectiva não muito confiável, e com parâmetros similares ao que ocorreu nos anos 30 do século passado.
A crise mundial tem preocupado muito, principalmente a Europeus e Norte-Americanos e já se nota uma queda substancial na vida das pessoas destes países. Por aqui, abaixo do Equador, ainda não se sente muito, e chegamos a ver com temeridade , o presidente Lula pedir para que a população não se preocupe e compre o que for possível. Muitos de nossos leitores poderá ate dar risadas, mas é o que a televisão vem mostrando.
Populismo ou não, o que temos de fazer é como se diz no Brasil, vamos tocar a bola para frente e torcer para que tudo dê certo, e que o ano novo venha repleto de muita alegria e que se realizem a maioria dos nossos desejos.

Ao leitor amigo e que nos acompanha sempre, desejamos tudo isto e muito mais, e que continuemos nossa parceria determinada de podermos construir uma Lusitânia Perdida.

Texto : Paulo Medeiros

Foto: Ano Novo no Rio de Janeiro

Webmaster: Paula Medeiros





20.12.08

NATAL –QUANDO NASCEU JESUS DE NAZARÉ?




No “mundo” das religiões nada nos surpreende, tudo é imaginação, quase nada é verdade, excepto as crenças, práticas e acções de cada pessoa.

A Religião, como sabem os que vivem com os pés bem assentes na Terra, dá para criar todas as ilusões e mentiras, até para esconder as verdades que são a Terra girar em volta do Sol e de Madalena ter sido a mulher, amante e esposa de Cristo.

Os católicos sempre têm vivido com o ensinamento de que Jesus, nascido dos corpos e do amor do casal José e Maria, habitantes da pobre aldeia judaica de Nazaré, na grande Palestina de então, se deu a 25 de Dezembro de um ano até hoje desconhecido.

Os cristãos-ortodoxos, religiosos que seguem os ritos fundamentais do Cristianismo, festejam a data do nascimento do Menino Jesus a 7 de Janeiro.

E recentemente apareceu um investigador independente australiano, astrónomo, Dave Reneke, afirmando que a estrela de Natal referida na Bíblia (Evangelho de Mateus), que guiou os três reis magos até à manjedoura de Belém, surgiu em 17 de Junho, seis meses antes de 25 de Dezembro. Só lhe faltou determinar o dia e o ano do nascimento, ou Dave Reneke deixou isso para cada religião cristã marcar a data conforme a imaginação dos seus líderes? Parece que sim, pois como referi atrás a Igreja Cristã Ortodoxa crê que o judeu Jesus feito Deus pela Igreja Católica nasceu a 7 de Janeiro.

Resta-nos a certeza de que o Natal de Jesus é a grande festa do encontro de famílias na Europa e na América.

Para todas as pessoas que encontram e dão o Amor e a Paz ensinados por Jesus de Nazaré, desejamos um santo, pacífico, feliz, alegre, prendado, doce e bem mastigado Natal! E que seja o prelúdio para um 2009 melhor, próspero, com saúde!

E, se se lembrarem religiosamente do Menino, não esqueçam que Ele, já adulto e auto-denominado Filho de Deus, pediu: “Deixai vir a mim as crianças”…











Texto de Marques Pereira
Fotos: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros

13.12.08

Conflito de Roraima


A questão de Roraima se confunde com a soberania Nacional. Toda a área de fronteira esta na mãos indígenas , mas apenas como pano de fundo para as tais ONGs internacionais que ameaçam em muito nossa soberania. Este assunto está em evidencia neste momento pois o Superior Tribunal de Justiça esta neste momento julgando se os índios têm todo este direito, tão contestado pelos agricultores. Vale lembrar quês os indígenas não são tão inocentes assim, pois para exemplificar no ano passado eles receberam mais de um milhão de reais, para que os fios de alta tensão da Eletrobrás passassem por suas terras.
Todo nosso país, sempre viveu em harmonia racial, e este fato na verdade é um jogo de interesses por nossas riquezas naturais.
O jornalista Alexandre Garcia, um dos mais renomados do país, apresenta um resumo bastante interessante:
O jornalista Alexandre Garcia, da Rede Globo, disse nesta quarta-feira, 10, em seu editorial no programa Bom Dia Brasil, que o conflito que se configura em Roraima devido a Operação Upatakon III, pode ser comparado ao que aconteceu em Canudos-PE, na prisão de Antonio Conselheiro. Confira o relato feito pelo jornalista e veja o vídeo do Bom Dia Brasil.
“A liminar do Supremo pode ter evitado um banho de sangue entre brasileiros. Talvez não seja exagero comparar com o de Canudos. E chama a atenção para a gravidade do que acontece na fronteira Norte.
Os arrozeiros defendem seus interesses, apoiados por aliados indígenas, com os quais convivem em parceria, que gera alimentos para os índios. Mas também se tornaram agentes de defesa da integridade territorial e da soberania nacional. Acontece que esta e outras reservas estão na fronteira do Brasil com Guiana, Venezuela e Colômbia, e podem se tornar territórios autônomos sob a proteção da ONU (Organização das Nações Unidas).
Em setembro o Brasil assinou nas Nações Unidas a Declaração da ONU sobre Direitos dos Povos Indígenas, ainda não referendada pelo Senado. A Declaração dá direitos justos e cerceia a presença do próprio Estado em seu território. Estando na fronteira, territórios assim podem ser risco à soberania e à integridade territorial.
O governo federal já sentiu que não pode chamar o Exército para intervir no conflito. Os militares consideram que só renunciando ao juramento pétreo de defesa à soberania nacional e à integridade territorial teriam de intervir no caso.
A situação é grave. Cerca de mil resistentes, metade agricultores, metade indígenas, estão preparados com tática de guerrilha para receber a polícia. Quatro pontes e uma balsa foram interditadas, pistas de pouso foram bloqueadas com tambores e a disposição expressa por arrozeiros e seus aliados índios é defender a terra ou morrer.
De 1.747.000 hectares da reserva, os arrozeiros usam 100.000 hectares. Menos de 6% é o bolo dessa discórdia.
O governador de Roraima, ao recorrer ao Supremo, buscou a solução mais sensata. Vai “permitir que se pare para pensar na gravidade da questão e no interesse nacional em jogo”.
Para vocês leitores do estrangeiro, aqui estão algumas informações sobre o estado de Roraima:
Está situado na região Norte do país (Brasil) e tem como limites a Venezuela, Guiana, Pará e Amazonas. Ocupa uma área aproximada de 224,3 mil km2, tendo como sua capital a cidade de Boa Vista. Possui 1.922 quilômetros de fronteiras, a maior parte ocupada por terras indígenas. Quando foi descoberta pelos portugueses (em meados do século XVIII), Roraima era habitada especialmente por esses indígenas. Roraima aceita a identidade mestiça, tendo O Dia do Mestiço como data oficial no estado.
Sendo o estado mais ao norte do Brasil, seus pontos no extremo norte são o rio Uailã e o Monte Caburaí.
Roraima atualmente enfrenta um problema de invasão de terras indígenas por grileiros e madeireiros, também enfrenta (como todo o país) uma destruição dos recursos naturais com ocupações clandestinas, desmatamento e poluição de rios.
Há uma constante luta com estes indígenas pela preservação de suas terras, aqui está um exemplo:
O coordenador do Conselho Indígena de Roraima, o índio macuxi Jacir José de Souza, afirma que os 16 mil Índios que vivem na reserva Raposa Serra do Sol estão organizados para pressionar o governo federal a homologar as terras de forma contínua.
Segundo Débora Duprat, que coordena a 6ª Câmara do Ministério Público Federal, responsável pelas causas que envolvem as comunidades indígenas, o direito às terras não pode ser questionado aos índios. Na opinião da procuradora, uma pequena parcela da elite do estado está conseguindo reverter o foco das discussões.
"O direito à identidade é de fluição imediata. Não se pode protelar ou ficar ao sabor dos interesses da vez”, disse.
Este que vos escreve nunca esteve em Roraima. Lá na distante fronteira Norte, se mostra como é difícil harmonizar um país com a dimensão que tem.
Seja lá como for o Brasil há de vencer!

Texto: Paulo Medeiros e Paula Medeiros
Foto: ANI
Webmaster: Paula Medeiros

6.12.08

BR-230: A RODOVIA TRANSAMAZÓNICA QUE COMEÇA NA PARAÍBA




Esta grande estrada com 2300 quilómetros de comprimento sempre me fascinou, mas não sei explicar porquê. Terá sido por abrir “caminhos de civilização” a uma imensa Amazónia selvagem, ou por eu ser um q.b. “selvagem civilizado”?

Curiosamente, a rodovia Trans-Amazônica não começa na Amazónia, nas sim no extremo ocidental do mapa do Brasil, em Cabedelo, principal porto marítimo paraibano, no Oceano Atlântico, essencial para a vida e o comércio do estado da Paraiba, no nordeste brasileiro, distando seis quilómetros da linda cidade “onde o Sol nasce primeiro” de João Pessoa, o brasileiro que em sua homenagem foi colocado na bandeira negra e vermelha do estado um histórico “Eu NEGO” apoio ao general-presidente Washington Luís, 13º presidente do Brasil e último da “República Velha”, causando em 1930 uma revolução nacional vencedora sob o comando de Getúlio Vargas.

Cabedelo ainda conserva a Fortaleza de Santa Catarina construída pelos Portugueses em 1597 e o nome foi-lhe dado em homenagem a Dona Catarina, duquesa de Bragança, avó do 21º rei de Portugal D. João IV (1640).

Quem mandou iniciar a construção desta estrada, ora asfaltada, ora em terra batida, foi o presidente Emílio Garrastazu Médici, tendo sido inaugurada em 30 de Agosto de 1972.

Era para chegar até às fronteiras do Peru e Ecuador, mas penso que ainda não terá chegado lá por serem muitas as dificuldades e obrigar a um enorme dispêndio financeiro.

Diversos ecologistas brasileiros e estrangeiros consideram esta estrada como um atentado ao “pulmão do mundo” que é a Amazónia. E todos sabemos quantos crimes ecológicos estão ainda a serem cometidos nesta selva que vai perdendo a virgindade para satisfazer a gula do Homem, o progresso e as riquezas comerciais e industriais que todos procuram para fazer mais dinheiro mesmo que seja a adoentar e matar o planeta.

É uma “estrada de aventura” para os possuidores de viaturas com tracção às quatro rodas (jeeps), veículos “off.road”, até porque entre Outubro e Março é quase impraticável.

Saindo de Cabedelo, a transamazônica passa por Patos, Picos, Floriano, Pastos Bons, Balsas, Estreito, Araguatins, Marabá, Altamira, Itaituba, Jacareacanga, Humaitá, Labrea, Boa Vista e o município de Benjamim Constant próximo da fronteira com o Peru, que já existia em 1750 na foz do rio Javari, afluente do peruano e brasileiro Solimões, onde se localiza a aldeia índia dos Ticunas fundada pelos Jesuítas.

A BR-230 atravessa os estados de Paraíba, Piauí, Maranhão, Paraná e Amazónia.

Na foto abaixo o Forte de Santa Catarina:









Texto: Marques Pereira
Foto: A.N.I
Webmaster: Paula Medeiros


















29.11.08

A Luta Para Permanecer no Cargo


Para que nosso leitor compreenda, este assunto está bastante comentado aqui no nordeste do Brasil. Numa decisão histórica o Tribunal Superior Eleitoral do Brasil cassou o mandato do governador de meu estado, o da Paraíba.

Para que o leitor conheça mais, segue um pequeno relato do Sr. Cássio da Cunha Lima:

É formado em direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Filho de Ronaldo Cunha Lima (PSDB), que governou o estado de 1991 a 1994 e de Maria da Glória Rodrigues Cunha Lima. Tem três irmãos: Ronaldo Filho, Glauce e Savigny.

É casado com Sílvia Almeida Cunha Lima e tem três filhos: Diogo, Marcela e Pedro.

Em: 1988: É eleito prefeito de Campina Grande pela 1ª vez com 53.720 votos, 52,3% do total. Na prefeitura, durante seu governo foram construídos o Ginásio de Esporte "O Meninão", "Museu Vivo da Ciência", reformou a Maternidade, transformando-a em "Instituto de Saúde Elpídio de Almeida" (ISEA), e ampliou significativamente o índice de saneamento básico da cidade.

2002: Renuncia ao cargo de prefeito de Campina Grande para candidatar-se a governador da Paraíba pelo PSDB, sendo eleito no segundo turno com 889.922 votos (51,35%), derrotando Roberto Paulino do PMDB. No primeiro turno obteve 752.297 votos.

2003: Toma posse como governador da Paraíba.

2006: Cássio é candidato à reeleição, derrotando no segundo turno o senador e ex-governador José Maranhão do PMDB com 1.003.102 votos (51,35% dos votos). Torna-se o primeiro político paraibano a ultrapassar a marca de um milhão de votos numa eleição. No primeiro turno, também vencido por Cássio, obteve 943.922 votos.

2007: É cassado pelo TRE/PB, no dia 30 de julho de 2007 acusado de usar um programa social da Fundação de Ação Comunitária (FAC) em benefício de sua candidatura à reeleição durante o período eleitoral de 2006, Dois dias depois, o TSE concede uma liminar que lhe garante no cargo de governador até o julgamento final do processo no TSE. Em 10 de dezembro de 2007, Cássio é novamente cassado pelo TRE por suposto uso eleitoreiro do Jornal estatal A União também durante a campanha eleitoral de 2006. Atráves de uma nova uma liminar, consegue permanecer no cargo.

2008: Tem a sua cassação pelo "Caso FAC" no TRE, confirmada por unanimidade dos votos no TSE em 20 de novembro. Apesar disso, consegue uma nova liminar, por cinco votos a dois, tendo assim tem o direito de ficar no poder até que saia o resultado final do processo.

Em toda historia contemporânea, nunca havia acontecido algo semelhante. Politicamente a Paraíba, é um dos menores estados do Brasil, ma sempre insurgiu em momentos difíceis de nossa historia contra causas perdidas. Foi assim em 1930, foi assim até quando era colônia, ao expulsar holandeses, quando os reforços de Lisboa nunca chegavam.

O momento atual é outro, mas mais uma vez temos características diferentes, pois temos um dos poucos governadores que não faz parte da base aliada do Governo Lula.

A acusação dos perdedores foi, que houve compra de votos na campanha eleitoral, baseado nas ações sociais do governo. Nada nunca ficou comprovado, mas mesmo assim o processo que se iniciou na justiça estadual, foi confirmado em Brasília. O julgamento foi um dos mais rápidos da historia, quase que cerceando os princípios de defesa. Mais de um milhão de brasileiros teve sua escolha preterida por sete juízes.

Trataram o assunto, como se tivessem retirando um simples sindico de um edifício residencial. Terminado o julgamento, iniciou-se uma verdadeira batalha jurídica que depois de tanta repercussão conseguiu que o tribunal aceitasse uma ação cautelar que permite o governador no cargo até não haver mais nenhum recurso. Ressurge assim, a esperança que se possa restabelecer a injustiça.

Argumentos é o que não faltam, mas destaco as observações magníficas do jornalista Carlos Chagas:

“O Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, por abuso de poder econômico nas eleições de 2006. Concorrendo a mais um mandato, o governador teria distribuído 35 mil cheques no valor de 3,5 milhões de reais para obras assistenciais de sua administração. Não vamos entrar no mérito da decisão do TSE. Se a lei estabelece que não pode, então não pode mesmo. Só que tem um problema. Naquele ano outros governantes concorreram à reeleição no exercício de seus mandatos. Inclusive um especial, o presidente Lula. A pergunta que não quer calar é se durante a campanha, permanecendo no governo, o grande companheiro mandou sustar a distribuição do bolsa-família para os milhões de beneficiados? Não mandou nem interrompeu. Tratou-se, então, do mesmo uso eleitoral de um programa assistencial. Alguém teve coragem de solicitar a cassação do mandato do Lula? Mas as situações não seriam exatamente iguais? A conclusão não pode ser contra o presidente da República por haver implantado um programa fundamental para as populações menos favorecidas. Suspender a distribuição do auxílio equivaleria à maldade pura. Por que, então, terá sido um ato de justiça contra o governador Cássio Cunha Lima a cassação de seu mandato?"


Texto: Paulo Medeiros
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros

22.11.08

MASSACRE FOI, HUMILHAÇÃO NÃO…


Em Portugal assim se falou em “Português do Futebol” após a retumbante vitória do Brasil no jogo disputado em Gama, na periferia de Brasília, moderna capital brasileira.

Se os “canarinhos”, começando a perder por 0-1, acabaram o jogo a ganhar por 6-2, isso se deve a 90 minutos de exibição da vaidade do Cristiano Ronaldo que mais parecia a “topmodel” Gisele Bündchen a desfilar para as milhares de moças bonitas que foram vê-lo e aproveitar o evento para apoiar a equipa brasileira na recuperação que tiveram de fazer para evitar o que parecia, mas não foi, mais uma derrota frente ao “pai” Portugal.

Rendida à máscula beleza do Ronaldo, o resto da equipa dos “tugas” aproveitou por ver também a magia dos jogadores brasileiros do Brasil, não os de Portugal, e tão distraídos e “fora do trabalho” que lhes competia fazer no jogo, optaram por passar pela vergonha de quebrarem um “record” de 53 anos sem sofre seis golos.

Eu penso que Luís Felipe Scolari faz falta na selecção nacional de Portugal e isso muito se sentiu neste jogo, pois o “major” Carlos Queiroz não tem o “ar de sargentão” para mandar e obrigar a trabalhar este “onze de calões” que poderiam ter humilhado Portugal, se este jogo fosse a sério e não um particular que serviu de treino para os jogos de classificação que faltam realizar para o Mundial-2010 na África do Sul.

Que mais poderei dizer acerca deste facto futebolístico que deu uma noite e o dia seguinte de alegria para os brasileiros?

Eu continuo a ser um indesmentível e “doente” admirador do futebol criativo, empolgante e vitorioso praticado pelo Brasil.


Texto de Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Danielle Medeiros

15.11.08

O mundo é outro.


Realmente o mundo não é mais o mesmo. Muita coisa que antes era praticamente impossível, já esta acontecendo e sem duvida este senhor, eleito presidente da nação mais poderosa do mundo, é um exemplo disto. Não falo apenas baseado nas conotações racistas, mas sim pelo fato de ter alcançado de forma magistral o poder e além do mais democraticamente.

Nem no Brasil ainda não tivemos um presidente negro, onde essa possibilidade seria teoricamente mais fácil. O importante é absorvermos a idéia que a raça é humana e não tem cor. O ilustre senador foi eleito porque uma vasta parcela dos norte-americanos o vê como aquele que vai lhes tirar da crise.

Esta crise praticamente desmontou o dito mundo civilizado. O acontecimento esta sendo devastador para as economias, principalmente norte-americana e européia.Já se vêem declarações publicas que já é mesmo uma recessão .

Num mundo globalizado como o nosso, a praga pode correr longas distancias em pouco tempo .

Uma pergunta surge, porque tudo aconteceu tão rápido? Será que foi tão inesperado assim? Lembro-me do Dr. Leonel Brizola quando em suas oratórias falava muito do efeito mola, ou seja, literalmente tudo que aperta em cima de uma mola pode perdurar por algum tempo, mas quando se solta normalmente é um desastre.

Esse pessoal tem que saber que o básico é diminuir a distancia entre pobres e ricos. Ainda vamos ver acabar esta historia que se denominam países de 1º e terceiro mundo. Tem de se acabar com esta historia de filantropia barata e que não leva a nada. Um dia hão de desconfiar que há gente que vive abaixo da linha do equador.

Ao leitor pode parecer um desabafo de um pseudo jornalista em busca de destaque. Não é nada disto, se trata da minha responsabilidade de tentar modificar um pouco as coisas e principalmente de acreditar que se tanta coisa tem mudado, nos também temos a responsabilidade de realizar nossa parte. O mundo já começa a perceber que existimos , basta ver os participantes do grupo dos vinte. Observe que já aparecem os emergentes....

Voltando ao senador, o mesmo nasceu em Honolulu (Havaí) em agosto de 1961, filho de pai queniano e mãe americana precisamente do estado do Kansas. Sua apoteótica carreira política iniciou-se com a eleição ao senado de Illinois. É formado em ciências políticas pela universidade de Columbia e Direito pela Universidade de Harvard. Na eleição recente tornou-se o 44º presidente dos Estados unidos da América, fato que deixaria em êxtase o falecido Martin Luther King, parecido ao que aconteceu ao pastor J. Jackson.

Assim, concluímos que as relações de confiança se baseiam muito mais na esperança e na quebra de tabus que durante grande parte da historia não se imaginava modificar. Se vai dar certo não se sabe, mas definitivamente o mundo não é o mesmo!


Texto: Paulo Medeiros
Webmaster: Paula Medeiros

8.11.08

IRMÃ DULCE – O ANJO BOM DA BAHÍA



Toda a gente é naturalmente religiosa, mas uns são mais isso do que outros. Ser religioso pressupõe, em princípio, ser uma pessoa que se submete a uma religião, doutrina, deus, santo, fé, levar uma vida de amor, bondade, caridade, serviço ao próximo e possuir uma moral elevada, actualizada e não parada no tempo

A maioria dos religiosos é passiva; limita-se a rezar para si diante de imagens de barro e papel que possui em casa ou procura nas igrejas e santuários. Estes religiosos, mesmo os que dão uma moeda de vez em quando a um pedinte, não cumprem a lei fundamental cristã do serviço de Amor ao próximo.

Muitos militam pela sua instituição religiosa ou religião, têm muita conversa de bla-blá, lengalengas e imaginação, mas também eles e elas não cumprem o dever de amor e solidariedade com o próximo que sofre. São os “religiosos da treta” e da ilusão religiosa organizada. E nada mais são no conteúdo religioso e nos actos pessoais.

Outros dizem-se “pessoa de fé” porque vão à missa, rezam, trazem um símbolo religioso ao peito, frequentam grupos excursionistas que andam pelos santuários e locais sagrados deste mundo, adoram um santo de barro ou têm fé numa coisa, como, por exemplo, o corredor brasileiro Filipe Massa de automobilismo F1, da Ferrari, que adora religiosamente umas cuecas já velhas que veste nas corridas em que entra.

Poucos são os que se dedicam à prática do Bem e fazem serviço voluntário, sentimental e religioso de Amor ao próximo.

A brasileira Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, nascida em 1914 e falecida a 13 de Março de 1992 em Salvador da Baía, levou a sua pura e autêntica religiosidade cristã-católica ao ponto de se tornar na caridosa freira missionária Irmã Dulce, uma santa mulher que dedicou toda a sua vida aos pobres, mendigos e outros necessitados da terra onde nasceu.

Santas e santos são isto, pessoas de Bem e do Deus autêntico, não os bonecos e bonecas de papel e cerâmica inventados e “santificados” a que o povinho e os clérigos ávidos de apresentar serviço imaginaram e passaram a adorar como “santos”, como antes de Jesus e Maomé faziam os Pagãos romanos e gregos até à chegada dos cristãos israelitas a Roma.

Entre o povo baiano a Maria Rita Pontes ficou conhecida por “Bom Anjo da Bahía”, tendo realizado e deixado uma vasta obra assistencial aos pobres, doentes, abandonados e infelizes da sociedade e da vida.

O Papa João Paulo II e a Irmã Teresa de Calcutá visitaram-na no Brasil para ver o Hospital de Santo António, o Centro Educacional Santo António que ministra cursos profissionalizantes a jovens da rua, e o Círculo Operário da Bahía que é uma escola de ofícios, espaço de cultura e recreação humana do povo humilde.

Como é destes religiosos e pessoas santas que eu gosto e admiro, que dedicam toda a sua vida à caridade, escrevi este comentário. Os missionários e as missionárias, os que realizam a missão de Amor ao próximo na Terra onde ninguém vai, são os que autenticamente praticam a Religião. Os outros deviam confessar aos deuses respectivos ter vergonha de si próprios por dizerem “Sou uma pessoa de Fé”, “Sou cristão”, “Sou católica”, “Sou religioso/religiosa praticante”, que são isto e aquilo no vasto leque de opções que há na Religião.


Texto: MARQUES PEREIRA
Fotos: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros