30.8.08

HÁ BRASILEIROS EM PORTUGAL A DAR MÁ IMAGEM DO BRASIL.


Os Portugueses andam alarmados, preocupados e com medo da onda de criminalidade violenta que está a ser exportada para Portugal por iniciativa de bandidos que vêm do Brasil sob a capa de turistas.

O caso mais mediático e recente aconteceu em Lisboa com um assalto armado a um banco do bairro de Campolide, em que dois brasileiros fizeram reféns sob a ameaça de pistolas. A polícia interveio e, pela primeira vez, agiu à maneira dos policiais brasileiros, atirando a matar, depois de durante horas ter tentado que eles se entregassem. Um morreu e outro ficou em perigo de vida, mas os médicos conseguiram salvá-lo. Um voltou cadáver ao Brasil e o outro está preso no hospital-prisão de Caxias que no tempo da Ditadura serviu penalizar e torturar comunistas e esquerdistas.

Assaltos nas ruas e em casas, roubos de automóveis em movimento ou estacionados, vigarices a idosos, acontecem todos os dias em Portugal, a maioria consumados por brasileiros.

Mas nesta onda de crimes violentos não andam somente os brasileiros, mas também negros oriundos das ex-colónias portuguesas, ciganos que aumentaram de numero étnico com uma invasão originária da Roménia, emigrantes de Leste a quem a União Europeia deu entrada aos seus países e lhes abriu as fronteiras da Comunidade.

Portugal sempre foi um país de povo pacífico, ordeiro, caridoso, hospitaleiro e cumpridor da Lei, onde o pior Mal não parecia existir porque andava envolvido em sorrisos de gente com “punhos de renda” e “saias religiosas”, vigiado e reprimido por polícias que se faziam temer e assim subsistia a ditadura política do Sistema de então (Salazarismo).

Agora, libertadas as colónias e dada Liberdade a todos os que aqui vivem e aos emigrantes europeus e de outros continentes, porque deflagrou o banditismo a todos os níveis?

Agora, que a Lei protege os bandidos e encarcera os cidadãos portugueses que se defendem deles, e os criminosos são detidos pelas polícias e postos imediatamente em liberdade a aguardar julgamento pelos tribunais, porque andam estes criminosos a matar cidadãos e policiais, a agredir idosos e a enganar pessoas que acreditam neles, principalmente naqueles que os vigarizam e burlam com a “conversa de deus” que estes brasileiros tão bem sabem usar para enganar e burlar?

É caso para parar aqui e perguntar: para que estão a servir as centenas de religiões que existem por todo o Brasil a oferecer a paz, a bondade e a caridade de Deus a estes brasileiros que fazem do crime os alicerces da sua vida tanto no Brasil como em Portugal, e até em Espanha e outros países da Europa Comunitária?

A vida está a ficar muito violenta e perigosa nestes dois países de Língua Portuguesa e, agora com a polícia de Portugal a “meter bala” e morte nos ladrões, depois de ter recebido instrução operacional de policiais brasileiros e norte-americanos, se não houver uma limpeza generalizada na criminalidade ainda vai ficar pior.

Negativo para todos nós é que, devido ao crescimento da criminalidade brasileira em Portugal, os brasileiros e o Brasil estejam cada vez mais a ser evitados pelos portugueses, tanto nas deslocações turísticas como nas relações pessoais.

Nunca tendo deixado de entender que as religiões deviam produzir pessoas de bem, nunca aceitarei que um povo que tem Deus e santos na boca e espalhados pelas cidades, aldeias e bairros possa ter tanta gente a cultivar a violência, o assassínio, a vigarice, o crime.

Será que a religiosidade dos brasileiros que praticam o crime é apenas um hábito, uma demência religiosa, o fruto das mentiras que desde crianças lhes meteram na cabeça e os leva a pensar que Deus os perdoa de todas as patifarias e do banditismo?

O Governo português decidiu endurecer a luta contra estes criminosos. O Ministério Público criou equipas de super-investigadores para a criminalidade violenta e pediu aos juízes que decidam por mais prisões preventivas. Os operacionais das polícias vão deixando de tê-los como uns coitadinhos e passar a actuar como contra uma praga maléfica que os portugueses querem ver dizimada ou devolvida à procedência.


Texto: Marques Pereira
Foto:A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros

23.8.08

O Nosso Ouro Olímpico


Sabemos que não podemos nos comparar às grandes potências olímpicas. Se já não bastassem todas as dificuldades que passamos, imagine em um esporte de base amadora.

Como é sabido, o que estamos vendo é de fazer gosto, pois o pouco que os brasileiros estão conquistando é de fazer história. Vejo, com alegria e muita simpatia, exemplos como o da Maureen Maggi com toda sua alegria cantando o nosso hino nacional.

No futebol feminino fomos vice e não protestamos. Muito pelo contrário, nunca vi toda uma população elogiar tanto e reconhecer tanto.

Nesta vida, os episódios fomentam novas experiências e estas fazem até repensar muitas idéias. Cresce cada vez mais a opinião que devemos privilegiar nossos atletas que vivem no Brasil, pois muitos já acham que os grandes salários e a caça por parte dos empresários europeus danificam e atrapalham o nosso esporte. Opiniões a parte, o importante é ressaltar a emoção do “podium”. Um ato soberbo que orgulha toda a nação.

Tudo isto que lhes falo trata-se de uma homenagem pessoal à atleta Maureen Maggi no qual transcrevo alguns dados mais pessoais para que o leitor a conheça:

Oito anos após sua primeira Olimpíada, em Sydney, em que foi apenas a 25ª colocada no salto em distância, Maurren Maggi voltou ao cenário internacional para a parte mais difícil da retomada de sua carreira, o sucesso em uma Olimpíada.

Em 2003, então dona da melhor marca do mundo na temporada (7,06 m) no salto em distância, a brasileira foi flagrada em exame antidoping e viu seu futuro virar às avessas. Fora do Pan e de Atenas-2004, Maurren ficou dois anos afastada. Neste período, Maurren não treinou, abandonou o esporte, foi morar com o piloto Antônio Pizzonia em Mônaco. Só decidiu retomar sua carreira no início de 2006. O que restou do casamento é hoje seu maior incentivo, sua filha Sophia. A readaptação foi rápida e a atleta acredita que seu amadurecimento pessoal contribuiu para isso.

Porém, Maureen não se iludiu: "Ainda estou errando bastante na prova, tenho que melhorar muito. Preciso segurar mais o joelho, aí deve sair um salto mais longo. O que não posso é errar em Pequim".

E Maurren não errou mesmo. Logo em seu primeiro salto, a brasileira conquistou a medalha de ouro em Pequim. Com a marca de 7,04 m, deixou a pressão com suas rivais. O desfecho não poderia ser melhor. Se ela não conseguiu melhorar seu salto, as adversárias também não o fizeram. Medalhista de prata, a russa Tatyana Lebedeva queimou quatro de seus saltos e só no último chegou a assustar, com 7,03 m. Foi o suficiente para comemorar o primeiro ouro individual feminino da história brasileira.


Texto: Paulo Medeiros
Webmaster: Paula Medeiros
Foto: ANI

9.8.08

Imagina-te




Imagina-te Deus
Para sentires que não és nada nesse teu mundo de ateus

Imagina-te senhor de milhões e um homem com sorte
Para saberes que és incapaz de vencer o Amor
E que não evitarás a certeza que te vem da Morte
Do teu Ódio feito do Mal semente de tanta Dor

Imagina-te a ti mesmo o valor de um humilde vintém
Para aprenderes que outros existem nascidos de pai e mãe

Imagina-te um animal feroz e selvagem
Para conheceres o carácter da tua boa imagem

Imagina-te o amor da tua bela e jovem amante
A pinar a hipocrisia da tua fala engabelante

Imagina-te um falso amigo
Que faz de um bom amigo um inimigo

Imagina-te uma hiena
Para descobrires que és digno de pena

Imagina-te um espelho
Para veres no teu rosto um três-caras de velho

Imagina-te uma pessoa íntegra, honrada e honesta
Para concluíres que fizeste coisas próprias de uma besta

Imagina-te a passar pelas ruas de cabeça baixa
Perseguindo a tua sombra que pelo chão te rebaixa

Imagina-te um apofântico poeta por vezes acerbo
Para teres a noção que tu vês e ele não é cego

E imagina-te neste poema que fácil alcanças
Se nele couberem as tuas farroncas e falinhas mansas

Imagina-te, imagina-te…


Poema de MARQUES PEREIRA
Foto: Marques Pereira
Webmaster: Paula Medeiros

2.8.08

PALAVRAS

De tua boca
Caíram palavras
Delas o sentido, sentir delas
O teu hálito ver...
... Delas me entristecer,
ante a tristeza tua.
Por fim, delas descobrir
Que teus olhos as diluem
Tornando-as rotas, tortas
Os poetas, meu amor, são ingênuos
Tão quanto seus olhos
E suas palavras vão longe,
Muito longe, além da desesperança.




Comentário: esta é uma de minhas preferidas. Talvez a razão desta preferência seja a força que se mostra ao colocar as palavras no topo e, ao mesmo tempo, ao largo do acontecimento. Fica claro o embate entre a sonoridade das palavras – evidenciando a irresponsabilidade de não levar seu valor em consideração – e o impacto de um fato – seja este visível ou não aos olhos. A palavra pode ir e vir, pode ser de qualquer natureza, mas seu sentido real (se existir) deverá ser concreto, ou será apenas uma palavra vã.
Texto: Luciênio Teixeira
Webmaster: Paula Medeiros

26.7.08

AGORA JÁ SOU DOUTORA!


O título deste comentário é um grito próprio de alegria pelo êxito pessoal e profissional alcançado com muito esforço e sacrifícios por Carmen Lúcia Medeiros, uma mulher exemplar do Nordeste brasileiro.

Há três anos ela partiu com o marido e duas filhas de tenra idade, ausentando-se temporariamente de Campina Grande (2ª maior cidade paraibana) e João Pessoa, cidade capital do estado de Paraíba, que é o ponto extremo oriental onde o Sol nasce primeiro no grande continente América. Atravessou o Oceano Atlântico, sobrevoou Portugal a mãe-pátria da sua Língua e chegou com as duas meninas e o marido a Granada, no sopé da Sierra Nevada, em Andaluzia-Espanha, onde no Ano 711 ali se instalaram e reinaram povos Árabes (ditos “mouros”) até serem expulsos pelos Reis Católicos espanhóis, tendo Carlos V fundado ali, em 1531, com o apoio do Papa Clemente VII, uma muito prestigiada e douta universidade que desde 1349 funcionava como madrassa (escola islâmica de crianças).

Ela, as filhas e o marido tiveram de se adaptar imediatamente à Língua e à vida de Espanha; e também ao dinamismo e culturas da Europa. As meninas tiveram que frequentar as escolas de Língua Castelhana com as crianças e pré-adolescentes espanholas, e fizeram-no com êxito. O marido teve de viver as duras condições da vida de um emigrante e sentir, por vezes, a rejeição e humilhação dos naturais de um país que não tinha nada de seu e pouco para lhe oferecer e o respeitar. Consequentemente, o PP, a Paulinha e a Belinha também merecem ser incluídos neste êxito e desfrutar do contentamento e felicidade deste momento para toda a vida familiar.

Carmen Lúcia Medeiros, médica-especialista em Medicina Dentária, anteriormente já ensinava a sua especialidade médica. É uma mulher jovem, inteligente, gentil, simples, cativante, muito comunicativa, boa mãe, apaixonada, um ser irradiante de simpatia.

Após a conhecer em Portugal, na companhia do esposo Paulo Medeiros, o grande amigo que faz parceria comigo neste “blog”, segui este o seu percurso académico em Espanha e desejei-lhe, com toda a amizade disponível no meu coração, que 18 de Julho de 2008, perante um sapiente tribunal de magníficos professores universitários, fosse um dia de grande e de inolvidável alegria pelo resultado final. E ela concluiu o Doutoramento com a mais elevada valoração da Universidade de Granada, na Europa da Cultura mundial.

Este curto comentário para um tão grande êxito académico complementa tudo o quanto disse à minha querida amiga e surgiu após ler esta mensagem sua de alegria e afirmação profissional que colocou no Messenger do Hotmail: “Desfrutando da alegria de ter alcançado mais um êxito em minha vida profissional. Agora já sou Doutora!”.

Caríssima amiga Profª. Dra. Carmen Lúcia Medeiros: Sei que não gosta de encómios, mas não pude deixar de referir o seu êxito e desejar-lhe que esta felicidade seja sentida por si durante toda a sua vida, reforçada com um mais exigente trabalho e o sentimento de dever e responsabilidade pela formação de mais e melhores médicos-dentistas no Brasil!

Texto de Marques Pereira
Foto: MP
Webmaster: Paula Medeiros





Nota: A foto acima, foi feita em um Agosto de verão em Setúbal - Portugal quando todos estivemos reunidos num encontro entre Marques Pereira e toda familia Medeiros.

20.7.08

Centenário da Imigração japonesa no Brasil


Em um passado recente o Brasil sempre foi uma terra de oportunidades. O declinio econômico, e as dificuldades fizeram muitos eurpoeus esquecer que muitos aqui refizeram suas vidas. Diferentemente os japoneses participam com orgulho daquilo que eles consideram a terra onde há mais japoneses fora do Japão. Adiante segue pequeno resumo para que o leitor conheça um pouco mais do assunto.
A emigração japonesa no Brasil teve seu início no ano de 1908, com a vinda do vapor japonês KASADO-MARU, ao porto de Santos, precisamente no dia 18 de junho de 1908, trazendo consigo 165 famílias num total de 781 pessoas.
O contrato da referida emigração fora firmado no dia 6 de novembro de 1907, sendo assinado aqui em São Paulo pelos senhores Ryu Mizuno, Diretor Presidente da Cia. Japonesa de Imigração Kokoku e Dr. Carlos Botelho, Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo.
No citado contrato constava a vinda na época de 3.000 emigrantes como colonos, no prazo de três anos, isto é, 1.000 pessoas, por ano.
Os primeiros colonos japoneses foram distribuídos na zona da Alta Mogiana, em fazendas de café, destacando-se entre elas as Fazendas de Dumont, Floresta, Guatapará, Canaan e São Martinho.
O segundo navio de emigrantes a aportar em Santos foi o "Ryojun-Maru” , em 28 de junho de 1910, trazendo desta feita 447 famílias perfazendo um total de 906 pessoas. Esta segunda leva também teve o mesmo destino da anterior, pois foram encaminhados para a Alta Mogiana.
No período entre os anos de 1912 a 1914 foram registrados no porto de Santos, a entrada de oito navios de emigrantes japoneses, trazendo num total de 13.289 pessoas, de acordo com a estatística.
Entre os anos de 1925 a 1935 foi sem dúvida a época culminante da emigração japonesa no Brasil, pois nesse período de 11 anos, verificou-se a entrada de 139.059 pessoas. Temos a destacar, no entanto que só no ano de 1933, deram entrada no Brasil 24.494 pessoas constituindo-se desse modo no ano que se deu a maior vinda de emigrantes.
Naquela época, o Governo Japonês subsidiava as despesas de viagem. Além disso, houve no Japão como acontecera no Brasil, uma crise econômica auxiliando com isso em muito a saída de japoneses do seu país.
Em decorrência dessa Lei, a quota de emigrantes foi fixada em 2.849 pessoas por ano, diminuindo dessa forma a entrada de japoneses no Brasil. Com a eclosão da 2a Guerra Mundial ficou interrompida por muito tempo a vinda de emigrantes.
A emigração japonesa depois da Guerra era realizada em escala limitada, mas a boa vontade de outros países ao abrir suas portas aos imigrantes japoneses trouxe perspectivas favoráveis para a nação que se afligia com o problema da superpopulação,
A emigração japonesa foi reiniciada depois da guerra, em 1952, quando 54 pessoas deixaram o país. Desde então, até 1960 o número de emigrantes japoneses foi de 46.016, dos quais 37.444 emigraram para o Brasil, 5.087 para o Paraguai e os demais para os países da América Central e outros países da América, do Sul.
De 1961 para cá diminuiu ainda mais esta vinda em virtude do espantoso desenvolvimento da indústria japonesa.
A emigração de técnicos foi iniciada a partir de 1961 por solicitação do governo brasileiro, Até o presente momento o número de técnicos vindo ao Brasil atinge mais de 2.000 pessoas, os quais estão exercendo suas funções nas diversas indústrias de acordo com suas especialidades. Segundo os pareceres das indústrias, os técnicos japoneses estão satisfazendo plenamente.
Texto : Paulo Medeiros e resumo de historiadores
Foto: Desenho do Mauricio de Sousa
Webmaster: Paula Medeiros

12.7.08

ONDE ESTÃO AS CASAS DE FAMÍLIA DO PASSADO?



O Ser Humano primitivo instalava-se com toda a família em grutas e cavidades rochosas. Evoluindo, começou a abrigar-se em choças. E criaram, assim, o princípio de “família unida, família mais forte, família economicamente produtiva”.
Ainda hoje, na selva amazónica, tribos e comunidades nativas deste território brasileiro, em parte maior, vivem assim em família.
Os Romanos ricos e os políticos do seu Senado, como os faraós Egípcios, construíram grandes palácios e vilas para viverem com os seus familiares.
Na Europa, na Idade Medieval, tal tradição manteve-se entre os monarcas e as classes altas, enquanto os camponeses e artesãos viviam em barracas cujas dimensões iam aumentando com barracas à medida que a família crescia.
Numa rápida síntese sobre a habitação do Ser humano, foi isto que aconteceu.
Mas o que está acontecendo hoje para as famílias dos chamados países evoluídos se terem fragmentado tanto? Quem casa quer casa, libertação e independência das amarras familiares? Negócio imobiliário? A família é coisa do Passado? A família, como era, está em decadência?
Eu continuo a acreditar que as famílias são o elo mais forte da sociedade, vivendo o Ser Humano onde quer que viva e em qualquer era da nossa vida.
Mais ainda há cidades do mundo onde a família pensa nos seus membros como um todo e se conserva unida.
Na cidade árabe-muçulmana Sidi bou Saíd, próximo da capital da Tunísia, as famílias ainda vivem em grandes casas, mantendo-se unidas. A união faz a força, a entreajuda sentimental, a ligação económica, seja para o que for.
Seria bom que todas as famílias do mundo vivessem debaixo do mesmo tecto, mas isso já é uma utopia.
No presente, pelo menos não deixem acabar a consanguinidade, o amor e a descendência, nem que para tal Deus tenha o dever de assumir o seu papel de Pai e dar às lésbicas e aos homossexuais a possibilidade de fazerem filhos, tendo em conta que a Terra está a ser povoada por esta gente numa mutação prolífera que se desvia das regras da Natureza que fez do Homem e da Mulher os iniciadores das casas de família.

Texto de Marques Pereira
Foto: MP
Webmaster: Paula Medeiros

5.7.08

O ECLIPSE


Todo eclipse é passageiro,
Mais passageiro
Que tripulante...
De naves terras,
De naves sóis,
De naves luas.
O eclipse entende brilho,
Puro brilho
Que se vê angular por trás da noite
(rainha de tudo),
De naves terras
De naves sóis
E até de naves luas, que são bem mais poéticas, tens razão!
O eclipse entende escuridão
Mas, bem mais escuro
É um coração
Que navega terras,
Que navega sóis,
Que navega luas...
Um raro brilho no escuro,
O resumo de tudo,
O resumo de um eclipse
Que deliciando
Casa de aluguel,
Passageiramente transa todas...
Terras, sóis e luas
A poesia pode conter tudo, assim como tudo contém poesias,
Terras, sóis, luas e eclipses!
Comentário: a fugacidade das coisas pode lhe dar seu valor? Parece que sim, pelo menos no que diz respeito aos fenômenos naturais. Compreender que a efemeridade por si só não existe – mas que antes de tudo é dependente completa da uma rotina – é o caminho mais curto para a valorização de comum, do trivial. Assim como o amor!
Aqui vou me espelhar em um pensamento do atual Dalai Lama que diz que só reconhecerá o verdadeiro amor aquele que conseguir conviver por pelo menos 25 anos!! Pura rotina, dia-a-dia, sem nenhuma necessidade de divinizar ou de mistificar... O valor é próprio do concreto, onde o efêmero se alimenta. Querer fugir disto é querer negar a realidade, querer negar a realidade é caminho para o medo, caminhar para o medo é estar a um passo despropósito.

É isso!
Texto: Luciênio Teixeira
Webmaster: Paula Medeiros
Foto: A.N.I.

28.6.08

TEMPO DE FÉRIAS E VIAGENS DE VERÃO


Sob um Sol que já fez subir as temperaturas do ar a 42º graus centígrados, o Verão de 2008 em Portugal já se está a anunciar com o grito acalorado “Portugueses, cheguei!”.

E apesar da crise causada pelo aumento do custo dos combustíveis que encareceram o acto de viver todos os dias possíveis da nossa vida, ainda temos, mas nem todos, uns milhares de euros para gozar umas férias nas praias do Nordeste brasileiro, ou para fazer um cruzeiro ou uma viagem cultural.

Porém, viajar e ir de férias até algures também causa, por vezes, alguns problemas. Nem tudo são rosas. Os problemas começam logo nos aeroportos onde os viajantes formam multidões ansiosas por embarcar. Depois, na chegada ao aeroporto de destino, a mala pode não aparecer. Reclama-se, reclama-se, reclama-se. Mas acabamos por chegar, com ou sem roupa para vestir como queríamos.

Um amigo meu foi com a esposa fazer um cruzeiro ao Mediterrâneo, no primeiro dia de Junho, com partida de Barcelona. Embarcou em Lisboa num avião da TAP. Quando chegou ao aeroporto catalão já lá estava a mala dele, junto à passadeira rolante, à espera da sua chegada. Depois chegou a da esposa, com um canto inutilizado que obrigou a uma operação de recurso de forma a chegar ao navio sem deixar cair a roupa e o resto. Como foi possível a mala chegar antes do passageiro? Certamente que foi metida num avião que partiu anteriormente, mas como? Reclamar para quê? Para perder tempo com “tal eficiência” o melhor foi ficar calado.

Ao contrário da viagem de avião e dos problemas que podem surgir com as tão mal tratadas bagagens nos aeroportos, o momento antes do embarque no navio foi de uma organização de grande nível profissional. Com as malas entregues, iniciaram o preenchimento dos formulários pessoais, verificação dos bilhetes e passaportes, indicação do camarote.

Logo à entrada no navio, um quarteto de “mariachis” (músicos populares mexicanos) saudava individualmente os passageiros com a sempre linda música latino-americana. E um tripulante, muito simpático e prestável, levou os passageiros ao camarote, onde já os esperavam as suas malas.

Do avião para o navio a diferença parecia da noite para o dia. O navio “Ocean Dream” era um belo e confortável “hotel” flutuante que levou pelo manso Mar Mediterrâneo os passageiros até Tunis e Cartago (Tunísia-África do Norte); a monumental e católica Malta, a bela ilha e país da União Europeia onde se instalou definitivamente a história dos riquíssimos Cavaleiros da Ordem de Malta que começaram pobres a proteger os peregrinos de outros tempos que iam a Jerusalém adorar a memória de Jesus Cristo; a ilha de Sicília (Itália), conhecida pela “terra de mafiosos” e do vulcão Etna; o minúsculo estado-religião do Vaticano, onde se guardam as riquezas em obras de sacra e profana acumuladas em dois milhares de anos do Catolicismo; a monumental Roma, capital da Itália e do império dos césares e de uma grande Civilização europeia que ainda hoje está no sangue e na vida dos europeus; as cosmopolitas cidade mediterrânica de Nice (França) e o pequeno principado de Mónaco onde ainda vive a alma da grande actriz de cinema norte-americana e linda princesa Grace Kelly; a grandiosa e bela Barcelona (Catalunha-Espanha) onde o famoso arquitecto Antoni Guadi, naturalista, deixou a sua arquitectura em edifícios, jardins e na catedral da Santíssima Família (templo inacabado de peregrinação cristã mundial, apresentando Jesus crucificado todo nu, como era prática punitiva dos Romanos) que está em construção desde 1883 e só ficará acabada em 2029.

Regressados a Lisboa, capital do país da Língua Portuguesa, os meus amigos chegaram encantados com o cruzeiro e as excursões em que participaram, pois tiveram tudo o que faz um turista feliz, o mar, as cidades, os locais históricos, museus, praias, diversões, casino, biblioteca, lojas, refeições variadas e livres, bebidas, bares e piscinas à porta do quarto de dormir. Felizes com as suas férias no ar, mar e terra, confessaram-nos: “A melhor maneira de viajar e cultivarmo-nos é num navio de cruzeiros”.


Texto: MARQUES PEREIRA

Foto: Marques Pereira

Webmaster: Paula Medeiros

20.6.08

PORTUGAL SE DESPEDE DA EUROCOPA 2008


Para tristeza de muitos portugueses, o seleção deu adeus a Eurocopa. Após a derrota para os alemães, o fato demarcou a despedida do Felipão à frente da equipe.
O resultado em si também decreta o fim de uma era, mas que proporcionou uma verdadeira revolução na condução do selecionado nacional. O fato mais marcante foi sem duvida, de que ninguém conseguiu uma união em todo pais como ele . Eu, inclusive fui testemunha , pois quando vivi na Europa vi não só a repercussão mas também a maneira muito convincente de como o Felipão comandou. O seu estilo gaúcho disciplinador e “boa praça’ tornou-se cativante. Daí e logo a seguir foi um passo para a fama.
Agora segue outro caminho. Segue para a fria Inglaterra, na equipe do Chelsea.

Conhecido por sua personalidade forte e carreira vitoriosa, a expectativa é de que Felipão consiga levar o Chelsea a uma conquista européia - coisa que os dois antecessores dele, Avram Grant e José Mourinho, não conseguiram, mesmo com os milhões injetados no clube.No entanto, o final feliz do longo namoro com dirigentes ingleses está longe de ser sinônimo de casamento duradouro.Na Premiership, Felipão vai enfrentar algumas dificuldades inéditas na carreira. Talvez a principal delas seja o relacionamento com a imprensa esportiva.Conhecidos por seu estilo extremamente intrusivo, os tablóides britânicos costumam vasculhar todos os aspectos da vida de figuras públicas - e dizem até que Felipão teria desistido de dirigir a seleção inglesa por não estar disposto a abrir mão da privacidade.

Bem, para a maioria dos brasileiros o bom mesmo seria seu retorno a seleção brasileira, mas os euros pesam muito neste mundo mercantilista
Para Portugal, estas são sua palavras:
No geral, o que os atletas fizeram me satisfez. Fico orgulhoso de ter trabalhado com este grupo. Estive cinco anos e meio em Portugal e, com a boa convivência que tive, posso voltar a treinar a seleção"
Texto: Paulo Medeiros
Foto:A.N.I
Webmaster: Paula Medeiros

14.6.08

MENINA COM DUAS CABEÇAS FEITA DEUSA


Na pequena vila de Saifi, a 50 km de Nova Deli, na Índia, nasceu uma menina com duas caras. A bebé tem quatro olhos, dois narizes e duas bocas. Noticiou o jornal italiano “Corriere della Sera”.
A recém-nascida é vista pela população como uma reencarnação divina e milhares de pessoas já lhe prestaram adoração. Os pais recusaram até agora quaisquer exames médicos.

Lali nasceu no dia 11 de Março e tornou-se uma celebridade em poucas semanas. Pessoas de toda a Índia, mas também do resto mundo, chegam à vila para ver a menina com duas caras. A bebé é venerada como a reencarnação da deusa Ganesha, a divindade com cabeça de elefante.
Apesar de ser já uma celebridade, pouco se sabe sobre o seu estado de saúde porque os pais não autorizam que a criança seja examinada pelos médicos.

M. Ashmosd, um dos médicos que assistiu ao parto, declarou ao site australiano “Abc” que «os pais não têm noção do risco». Ashmosd ofereceu uma ressonância magnética gratuita capaz de dar informações detalhadas sobre o real estado de saúde da menina, mas ignoraram-no, segundo relata o médico.

De acordo com os pais, Vinod e Sushma Kumar, a bebé de três semanas está bem. «No inicio tive um pouco de medo, mas agora a nossa filha come e respira normalmente», disse o pai Vinod, de 24 anos. «Logo que nasceu, os médicos asseguraram-nos que estava tudo normal. Porque é que a devemos operar?», acrescentou.

Lali é alimentada artificialmente por uma das bocas, com a outra chucha no dedo. O médico local, Bridgal Nadar, diz-se irritado com o burburinho mediático, pois «não é uma criança anormal. Só tem duas caras. E se morrer é por vontade de Deus», declarou.

Apenas uma TAC ou uma ressonância magnética seria capaz de esclarecer se a criança precisa de uma operação. Em qualquer dos casos a intervenção seria muito complicada e extremamente delicada.
Mas este caso não é totalmente inédito. Em Janeiro de 2004 nasceu na República Dominicana uma menina com duas cabeças. A cirurgia para remover a segunda cabeça não foi bem sucedida e a bebé morreu.

No ano passado, numa das zonas mais pobres da Índia, uma menina tornou-se famosa em todo o mundo pela sua malformação rara. Tinha um tronco com quase o dobro do tamanho do normal de onde saíam quatro articulações. Lakshmi Tatma tinha praticamente quatro braços e quatro pernas. A comunidade médica internacional só teve conhecimento deste caso quando a menina tinha dois anos e era venerada na região como a reencarnação do deus Vishnu.

Em Novembro de 2007, trinta cirurgiões operaram com sucesso a menina, que há poucas semanas já deu os primeiros passos sozinha. «Sem intervenção cirúrgica nunca teria caminhado ou gatinhado e estaria morta em poucos anos», explicaram os médicos.

Outra menina indiana, com sete anos de idade, casou com um cão para cumprir uma tradição tribal. O casamento de Pushpa (a noiva) faz parte de um ritual para afastar o “mau olhado”. Os anciãos da aldeia explicaram que a menina tinha que casar porque tem os dentes podres, o que é considerado um mau presságio pela comunidade tribal.

Resumindo e concluindo: a Religião põe a cabeça doida a muitas pessoas neste Mundo, onde a ignorância implantada nos mais pobres dá “estes frutos” que nos levam a questionar “Como é isto possível em pleno III Milénio?”. E de quem é a culpa?

A resposta não podia ser outra diferente desta: É dessa gente que anda a comer à conta da Religião, facto que nos atira para a história da existência daqueles cavaleiros-monges pobres de Jesus que se propuseram defender os peregrinos que iam rezar a Jerusalém e através desse “serviço religioso” se transformaram numa riquíssima Ordem que chegou aos nossos dias e ocupa uma ilha onde a sua riqueza é mostrada aos turistas com muita pompa, circunstância, património de valor incalculável e orgulho…

Texto de MARQUES PEREIRA
Foto: Marques Pereira
Webmaster: Paula Medeiros






7.6.08

TUDO


Tudo

Tudo passa...
O que fica:
Uma lágrima a mais,
Um sorriso a menos...
Nossas lembranças foram construídas
Naquele carinho, naquela lágrima,
No silêncio de estrela sempre presente
Quando estávamos juntos...
No que as palavras não conseguiram dizer.
Espero te encontrar adiante, sempre,
Com a mesma terna inocência do início.
Deixarei alguma coisa...
Levarei muito
.
Comentário: continuo a falar de efemeridade e de realidade, continuo a falar de valores, de entradas e saídas, de balanços. O contato social é a moeda de troca, o saldo é o que nos acrescenta e o débito? Também, e porque não? Tanto no caso da soma quanto da diminuição não está em jogo o bem material ou o levar qualquer tipo de vantagem, aqui não deve haver vantagens pessoais, somente as mútuas.
A conta deve ser boa para ambos os lados, mesmo quando na tristeza, mesmo quando na alegria. O que importa, no frigir dos ovos, é acumular experiências – verdadeira riqueza e que, na maioria das vezes, só vale prá cada um – num prazer intenso, interno, mágico talvez. Deixarei alguma coisa? Não sei, mas levarei muito.

É isso.
Texto: Luciênio Teixeira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros

31.5.08

PROSTITUIÇÃO INFANTIL NO BRASIL



Há dias vi uma reportagem realizada pelo canal de televisão portuguesa SIC mostrando o drama da pobreza no nordeste do Brasil que lança na prostituição crianças de 10 anos e adolescentes de até aos 16, para servir de prazer sexual a turistas italianos, holandeses, franceses, espanhóis e portugueses que passam férias no Nordeste, principalmente em Fortaleza e Porto Seguro.

Nós, portugueses, sabemos que a prostituição brasileira adulta, feminina e masculina, invadiu as principais cidades e vilas de Portugal, Espanha, França e Inglaterra. Mas ficámos chocados com o que vimos e ouvimos de mães, pais, proxenetas, crianças, adolescentes e jovens brasileiros sobre a prostituição infantil.

Como é possível existir uma situação destas num país potencialmente tão rico e abençoado por religiões, Deus, santos, santas, padres, pastores, missionários, freiras, rezadoras e outros servidores das igrejas e lojas de culto de seitas religiosas que se dizem cristãs?

Os governos brasileiros ainda não viram esta vergonha nacional do Brasil? Não lêem os jornais? Não navegam na Internet? Não ouvem as polícias?

A pobreza existe quando o Capitalismo explora e escraviza os trabalhadores perante a indiferença dos governos e das religiões.

É isto que se está a passar no Brasil? Indiferença? Cada um por si? Se é, o melhor é os políticos, os religiosos e os crentes, praticantes ou passivos, irem fazer cursos de reciclagem social numa das aldeias comunitárias indígenas para aprenderem a partilhar o que têm, o que lhes sobra e o que não têm com os que mais necessitam.

Há 2000 anos, aconselhou-nos um pobre aldeão judeu cujo nome e doutrina chegou aos nossos dias: “Ama o próximo como amas a ti próprio!”.

O Amor ao próximo não está a ser feito por todos aqueles e aquelas que praticam o Cristianismo e o Catolicismo, os que têm nesse aldeão o seu adorado Deus. Por quê? Porque há uma imensa cambada de gananciosos e egoístas dentro destas religiões que só reza e pede para si, esquecendo os que estão a sofrer de falta de habitação condigna, educação para os filhos, doenças e fome. Gente que, hipocritamente, quer parecer pessoas de Bem e fazem o contrário do que dizem e parecem ser, alguns explorando em seu proveito, até, a chocante situação desta pobreza que envia as suas crianças para a prostituição de rua e do turismo.

As ONG´s, pagas por subsídios do estado brasileiro, parecem estar a fazer algo de combate no terreno, mas efectivamente a prostituição infantil está a crescer.

Em Portugal não se conhecem casos de prostituição infantil feminina organizada, mas há conhecimento de procura individual e movimento de jovens masculinos no Parque Eduardo VII (Marquês do Pombal), o que a polícia tem tentado impedir. E há pais que abusam sexualmente das suas filhas crianças e adolescentes, o que os tribunais punem com anos de prisão, mas seria mais justo aplicar a estes malvados indivíduos a Lei Islâmica, a “sharia” dos Sunitas e Xiitas.

O escândalo dos pedófilos que em Lisboa “andavam a comer” crianças da Casa Pia (uma instituição de apoio e educação de crianças órfãos e abandonadas) anda há seis anos pelo tribunal e o julgamento de predadores sexuais da “alta” tarda em realizar-se e penalizar os criminosos, entre eles um embaixador, um apresentador de televisão e um médico. Entretanto, outros pedófilos, já foram sentenciados com pesados anos de prisão. Os pedófilos deviam ser condenados a trabalhos de abertura de estradas rurais nos montes do interior de Portugal, com crianças bem longe dos olhos.

No Brasil, os clientes da prostituição infantil, sejam locais e turistas, deviam ser passeados pela polícia nos locais onde foram apanhados a assediar crianças, com uma cartaz à frente e atrás dizendo “Eu sou um selvagem imundo!”. E os hotéis que estão a fazer negócio com este tipo de sexo criminoso deviam ser fechados por um ano, com uma faixa colocada na sua entrada “Nós ajudámos o crime sexual infantil!”.

Tem vergonha, Brasil, do que está a passar dentro de ti e tem pena das jovens brasileiras que estão a ser traficadas desse país para a Europa como “carne de prazer”, o que constitui uma feia imagem de degradação social de uma nação que nós, Portugueses, fundámos com a nossa Língua e o nosso sangue.

E o que comentas, Brasil, sobre os cinco milhões de homossexuais, gays e lésbicas, que em São Paulo reclamaram por direitos iguais aos heterossexuais? Com tantos “homos” brasileiros, os que estão em Portugal afinal uma “gota de chuva tropical”…

Eu fico muito triste por ver o Brasil a transformar-se numa rota de turismo sexual e a ficar apontado nos itinerários do sexo como a “Tailândia” da América do Sul, o tal paraíso asiático da fornicação global. Antes de Fidel de Castro a ilha de Cuba foi referida como o “Bordel da América”. E agora os brasileiros de bom nome, decentes e humanos estão a permitir com a sua indiferença que os proxenetas e as mães e pais desesperados com a pobreza façam de parte deste Brasil maravilhoso um “bordel de crianças”?

Texto: Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros




24.5.08

BRASIL: 120 anos da abolição da escravatura


A população brasileira está cada vez mais com um número maior de pardos e negros. Aliás, não é nenhuma novidade, pois desde os tempos coloniais isto já era uma realidade e naquela época mais presente. A causa é que o número de colonizadores era bem inferior aos de escravos trazidos para trabalhar nas fazendas.

Este panorama na história brasileira só diminuiu em fins do século XIX quando ocorreu um grande incremento na imigração européia quando aqui chegaram um grande número de italianos, poloneses e russos, etc. Com o fim desta etapa e com o aumento da miscigenação o número de mestiços e negros foi a cada ano aproximando-se ao número da população branca até que, enfim, a ultrapassou.
Com relação à população negra, embora o assunto seja antigo, na prática, não se tem muito que comemorar agora em que se completa 120 da abolição da escravatura pois os problemas são ainda quase os mesmos. Explicando melhor, os negros deixaram a escravatura e ingressaram na pobreza. O grande mal da América latina...

No passado todos eram escravos e vindos da África. Eles tiveram filhos que também foram escravos, porque era parte da cultura deles ser escravo, por mais incrível que possa parecer. Para os agricultores, era uma enorme vantagem tê-los, pois detinham uma mão de obra extremamente barata na qual só se gastava com alimentos. Assim, por serem provenientes desta origem, pobreza, os negros sofrem preconceito até hoje.

Atualmente o governo Lula tenta equilibrar de uma forma absurda e extremamente polêmica que é a de criar vagas específicas, ou quotas, para negros, como se as injustiças de toda uma história pudesse ser resolvida por decreto.

A verdade é que o problema nunca foi devidamente tratado, e que pouca diferença faz quem é escravo para aquele que mora numa favela na periferia das grandes cidades brasileiras. A cor pouca diferença faz, o que temos é que infelizmente este contingente favelado é predominantemente negro e a falta de oportunidades e a desqualificação histórica, pouco evoluiu, salvo alguns abnegados e esforçados afro-descendentes que conseguiram superar esta condição.

O que devemos fazer é a reinserção social dessa gente, e não a responsabilizar por toda esta violência que campeia por aí. Assim estaremos contribuindo por um futuro melhor de nosso Brasil, e reforçamos a idéia de que :

Raça humana não tem côr!

Texto: Paulo Medeiros
Foto: A.N.I.
Webmaster:Paula Medeiros







17.5.08

O LIXO DO FUTEBOL


A primeira sensação que este título pode dar aos brasileiros é que estou a ofendê-los. Não, nada disso. Cada um gosta do que gosta, come o que quer, berra quando lhe apetece e faz o lixo que pode para se “ressarcir” do imposto que paga para o saneamento público.

O lixo a que me estou dirigindo este comentário é o que está a ver na fotografia. Lixo deixado por adeptos do futebol após um jogo realizado em Manchester (Inglaterra), na final da Taça UEFA entre os escoceses do Rangers e os russos do Zenit, que os segundos ganharam.

Este lixo não foi colocado nos contentores onde deve ser guardado até ao momento de ser levado para as montureiras municipais, ou estações de reciclagem, dando seguimento ao conselho “Ponha o lixo no lixo!”.

Em Portugal não se faz tanto lixo após um jogo de futebol, mas neste desporto-espectáculo há muito “lixo”.

Ainda recentemente a Liga Portuguesa de Futebol Profissional castigou o mais mediático dirigente futebolístico português, Pinto da Costa, com dois anos de suspensão, e o seu FC Porto, campeão nacional de 2007/2008 e europeu e mundial de anos passados, perdeu seis pontos. Outro clube nortenho, o Boavista FC, foi atirado para a 2ª. Divisão. Houve mais castigos e multas, até para árbitros, no processo “Apito Final”.

Agora, talvez em Julho, irá o tribunal de Gondomar-Porto ditar a sentença no processo “Apito Dourado”, onde volta a estar envolvido o “grande dragão” Pinto da Costa e o badalado major Valentim Loureiro (que foi presidente do Boavista e da Liga) que ficou célebre pela sua frase “Quantos são, quantos são?”.

Quantas e quais serão as penas a ser decretadas pela Justiça sob os alegados casos de corrupção desportiva no Futebol português de que estes “homens da bola” e outros são protagonistas?

Nunca aconteceu tal em Portugal e milhões de portugueses pensam que pouco ou nada vai sair do julgamento do “Apito Dourado”, processo que já o comparam ao dos pedófilos da “alta roda” arrolados no “Caso Casa Pia”, que se arrasta há meia dúzia de anos num tribunal de Lisboa.

E fico por aqui, sem esquecer o lixo e os milhares de mortos que a Natureza fez na Birmânia e na China, com um ciclone e um terramoto dos mais violentos do mundo actual que está muito afectado e doente devido ao Capitalismo selvagem que vai destruindo os elementos naturais do planeta e a conduzir estes à destruição dos seres humanos.

Corrupção e destruição, lixos e políticos, os males desta Humanidade em perda de esperança e felicidade…

Texto: Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros





10.5.08

Sertão Urgente


Desde o início de março deste ano, o sertão paraibano vem sofrendo com as constantes chuvas. Em apenas três semanas, choveu o equivalente a um ano em certas cidades.

Para muitos, o fato de açudes estarem sangrando significaria a não preocupação em relação à água por meses, mas várias cidades estão atualmente em estado de emergência pelos estragos ocasionados pelas fortes e constantes chuvas. Foram constatados que 50% das plantações foram perdidas, 72 açudes estão sangrando, 6 estradas estão interditadas, 26 pessoas morreram e mais de 4000 estão desabrigadas.

Apenas em Cabaceiras, município do cariri paraibano, 40 famílias estão desabrigadas e a cidade não possui água saneada e energia.

Com o motivo de reparar alguns danos, indenizações serão dadas aos agricultores que perderam suas plantações e campanhas foram criadas. “Sertão Urgente”, uma campanha com o apoio da PRF (Polícia Rodoviária Federal), emissora Cabo Branco, Universidade Maurício de Nassau, entre outros, coleta donativos para distribuir às cidades afetadas. As estradas serão reparadas quando chuvas diminuírem, enquanto isso algumas cidades continuarão isoladas. Outras medidas serão adotadas com o término das chuvas.

Texto: Paula Medeiros
Foto:
Webmaster: Paula Medeiros

3.5.08

CHINA: DEIXA OS TIBETANOS VIVER NO TIBETE!



O Comunismo nunca gostou da Religião e sempre foi contra o Capitalismo por razões ideológicas.

A Rússia, agora dita democrática, já deixou cair o seu ódio religioso e actualmente já não faz perseguição à Igreja Cristã Ortodoxa Russa. E os Russos entraram pelos caminhos do Capitalismo, fazendo comércio geral por todo o mundo.

A China vai admitindo o Confucionismo, porque lhe parece mais uma filosofia do que uma religião. Mas quanto à Religião, invadiu o Tibete por razões de propriedade histórica e obrigou o líder (Dalai Lama) do Budismo a ir viver no exílio, na Índia de muitos deuses, proibindo-lhe o regresso e as visitas ao seu mosteiro histórico.

Os budistas são os religiosos mais pacíficos e parados do mundo, pelo que não têm feito mal a ninguém, coisa de que as outras grandes religiões podem dizer de si. Mas pode a China acusá-los de calões, pois nem trabalham para comer, pois preferem andar de porta em porta a pedir arroz e o que mais os praticantes do Budismo lhes dão como uma obrigação religiosa e cívica de os alimentar, porque eles são o cérebro que pensa pelo povo de diversas nações asiáticas.

Aproveitando o Ano 2008 dos Jogos Olímpicos em Pequim, capital imperial e moderna da China, os adeptos ocidentais do Budismo e os monges budistas do Nepal (onde nasceu Gauthama Buda) aproveitaram este evento desportivo mundial para gritar ao mundo “Devolvam-nos a Liberdade de viver e praticar a nossa Religião!”.

Eu não concordo que se aproveite o Desporto para atirar lanças à Política. Desporto é desporto. Política é política. É preferível, sempre, tentar dialogar para, com cedências de uns e outros, se chegar a um acordo pacífico.

O Tibete é, de facto e historicamente, território da China, como é Macau e Hong-Kong que estiveram administrados durante séculos, respectivamente, por Portugueses e Ingleses. E a Religião sempre esteve e se praticou nestes territórios onde foi hasteada, pacificamente, a bandeira da China.

No Tibete, por que motivo ainda existe o ódio dos Chineses ao Budismo e dos budistas à China?

Tu, China, que és tão grande, poderosa, sábia e paciente, não negues a Liberdade de viver aos Tibetanos nem o direito de praticarem de forma livre o seu Budismo!


Texto: Marques Pereira
Fotos: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros
















26.4.08

Séculos de cumplicidades



Completamos esta semana, mais um aniversário do descobrimento do Brasil. Há exatos 508 anos iniciava-se uma verdadeira vida de cumplicidades.

Nesta terra em que se encontraram os nativos, começava a ser povoada à principio com degredados, mas ao passar dos anos com gente de todos os rincões do planeta.

Poucos séculos depois foram trazidos os escravos africanos que assim somados ao nosso povo, iniciava a miscigenação que seria referência nas terras sul americanas.

Um povo único e suficientemente lusitano e exemplo para o mundo.

Esta característica singular é o que traz orgulho e chega até emocionar em toda plenitude este que lhes escreve, pois as estas terras com suas dimensões continentais teve e tem como unidade sua língua materna, a portuguesa. Unidade cultural e política.

Sei perfeitamente que com o passar do tempo, e que da época das caravelas até os nossos dias, muita coisa mudou e muita coisa aconteceu. O oceano que separa as duas nações promoveu uma distância que trouxe algumas diferenças. Algumas aparentemente grandes, porém pequena perante um oceano de afinidades .

Em minha consciência, rogo uma vontade que preenche o coração, e afirmo humildemente o desejo que este sentimento permaneça para as gerações futuras e que o passado histórico seja superior a insensatez de alguns.

Que possamos sempre dizer como o Fernando Pessoa
.
Minha pátria é a língua portuguesa!


Texto: Paulo Medeiros
Foto: ANI
Webmaster:Paula Medeiros

19.4.08

FIM DOS DIVÓRCIOS LITIGIOSOS EM PORTUGAL





Quem se divorcia é porque não suportou mais viver com o cônjuge, mulher, homem, lésbica ou gay. É uma verdade entre muitas outras que existem num contrato de casamento civil com ou sem bênção e cerimónia religiosa.

Por muito que digam os contratos de casamento perante o Estado e as promessas que os noivos proferem nos altares da Igreja, a maior de todas as verdades humanas é aquela que afirma que ninguém é de ninguém.

No casamento, portanto, está errado a mulher chamar o cônjuge de “meu marido” ou “meu homem”; e também não está certo o homem chamar à esposa “minha mulher” ou “minha cara metade”.

O casamento não é nem pode ser um acto de posse ou de tirar a liberdade pessoal a uma mulher ou homem.

Consequentemente, todos deverão ser livres de desmanchar o que o Estado e a Religião quiseram impor para o resto da vida das pessoas.

E assim nasceu o divórcio, a separação, chamem-lhe o que quiserem.

Todos os divórcios e separações são maus para os filhos, mas se o pai e a mãe que resolveram acabar com o casamento os amarem e continuarem a prestar-lhes assistência, educação, amor, atenção e responsabilidade, a vida deles prosseguirá o melhor possível.

Leia-se este entrevista com a psicóloga Maria Jesus Alava Reyes:“Quase metade dos casamentos terminam em divórcio. O que é que mudou para isto acontecer?Há cada vez mais divórcios de pessoas com 50 e 60 anos que deixam de trabalhar, têm de estar juntos 24 horas por dia e não se suportam.
E depois há divórcios entre os mais novos, que talvez se juntem demasiado rapidamente e criam uma falsa realidade, confundindo a atracção inicial com o enamoramento e o amor. Quando passa a novidade e começam a partilhar os momentos menos agradáveis, pensam que terminou o amor.
Muitos não estão habituados a conviver partilhando. São egocêntricos, pouco flexíveis, um pouco egoístas. Sobretudo conhecem-se muito mal e estão pouco habituados a enfrentar dificuldades. Não estão acostumados a lutar e acham que se enganaram.Como é que não nos conhecemos uns aos outros?A verdade é que as crianças hoje têm menos irmãos, rapazes e raparigas convivem juntos mas como se fossem extraterrestres. Não se conhecem de facto. As mulheres, por exemplo, queixam-se da falta de comunicação mas os homens não precisam tanto de falar quanto nós. E a afectividade também é muito distinta; achamos que eles só pensam em ter relações sexuais, mas eles têm dez vezes mais carga de testosterona do que nós.A biologia é tão importante?Durante milhões de anos as funções de homens e mulheres foram diferentes e isso fez com que geneticamente os homens se tenham tornado mais especializados, porque se dedicavam à caça ou à guerra e ou estavam muito atentos ou morriam, enquanto as mulheres tinham que fazer muitas coisas ao mesmo tempo, tratavam da casa, dos filhos, da agricultura. Isso tem influência. Os cérebros são diferentes.Mas se um homem não acorda de noite com o choro do filho, isso também tem uma explicação?Pode parecer uma boa desculpa, mas é verdade. Por isso é que é importante conhecer as diferenças. Se nos conhecêssemos melhor não seria tão complicado. Chateamo-nos pedindo uns aos outros coisas que não são razoáveis. Por exemplo, após uma discussão. O homem pensa que a mulher o está a castigar ao não querer ter relações, porque para ele naquele momento ter relações é uma possibilidade de resolver a situação. A mulher sente-se usada: como é possível que ele queira sexo em vez de conversar?O sexo é importante?O sexo é importante e nos últimos anos as expectativas mudaram muito. A maioria dos homens não foram educados para satisfazer as mulheres e para ter uma sexualidade partilhada e isso fá-los sentir-se muito inseguros. As mulheres estão a exigir e a dizer-lhes que eles não fazem bem e, na verdade, eles nunca foram preparados para isso.Se somos tão diferentes, como é que podemos viver juntos?É muito bom que homens e mulheres sejam diferentes porque se complementam. O problema é quando não coincidem no essencial, não têm os mesmos valores. Tem que haver uma base comum.”

Exigir que duas pessoas que vivem juntas tenham uma base comum é tirar-lhes a liberdade de se sentirem com uma individualidade. Isto é o que muitos maridos e esposas não sabem cultivar na vida a dois, acabando na separação ou num divórcio irreversível.

E não esqueçamos que, gozando do seu direito à liberdade de ser pessoa humana, o homem e a mulher recorrem ao sexo fora do casamento, o que, embora o fazendo um e outra, nem ele nem ela aceitam essa “traição”, esse “adultério”.

Mas o que se queria dizer aqui é: em Portugal já não é necessário haver culpa de um dos cônjuges para se divorciarem. O casamento dissolve-se como um qualquer contrato de fornecimento, serviço ou aquisição. O resto, a parte económica e parental gerada no casamento, será repartido entre os ex-conjuges e esta nova Lei muito aplaudida por todos e mal-querida pela Igreja Católica e os seus seguidores mais conservadores e parados no tempo.

Na Europa há países mais avançados no “divórcio na hora” do que em Portugal.

E o que se passa no Brasil com tantas religiões a querer tirar a liberdade de viver, casar e descasar às pessoas?

Texto de Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros


12.4.08

Tédio



Tédio

É esse vazio

Que me enche a alma

Esse vazio calmo

Dessa noite calma

Desse dia calmo...

Até quando isso, meu deus!




Comentário: este – e todos os outros poemas até aqui – foram produzidos há muito tempo... Entre vinte e quinze anos no passado. Nesta época todo o meu mundo transformava-se continuamente e numa velocidade nem sempre por mim compreendida. Mas tive a sorte de perceber que, apesar de todo o descortinar de novidades que se tornava a tônica daqueles dias, seriam dias simples e mudanças paulatinas que realmente comporiam o real.

Toda aquela vicissitude deveria dar lugar à estabilidade, este sim a garantir esta nesga de vida do universo, até mesmo na quase improbabilidade de sua existência. Não que queira dizer que as transformações, as revoluções e as mutações não tenham importância. Longe disso. Mas para que sejam assim encaradas serão sempre casos isolados, especiais, um pequeno número paradoxalmente sem fim – pela infinitude da do cosmos – mas muitas vezes únicas num lapso de vida finito como o nosso. O mundo muda todos os dias, muito mais na lentidão da calma que no espocar das manchetes de jornais... Pelo menos as mudanças substanciais são assim.

Viva a calma!!!!

Nota do redator: Neste momento de luta que enfrentamos no Brasil, contra a Dengue prestamos mais uma homenagem ao Luciênio Teixeira, que afortunadamente foi acometido desta doença que assola o nosso país. aqui desejamos seu pronto restabelecimento, e para nossa alegria os médicos afirmam que o paciente se recupera bem.....


Texto: Luciênio Teixeira
Nota do redator: Paulo Medeiros
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