28.6.08

TEMPO DE FÉRIAS E VIAGENS DE VERÃO


Sob um Sol que já fez subir as temperaturas do ar a 42º graus centígrados, o Verão de 2008 em Portugal já se está a anunciar com o grito acalorado “Portugueses, cheguei!”.

E apesar da crise causada pelo aumento do custo dos combustíveis que encareceram o acto de viver todos os dias possíveis da nossa vida, ainda temos, mas nem todos, uns milhares de euros para gozar umas férias nas praias do Nordeste brasileiro, ou para fazer um cruzeiro ou uma viagem cultural.

Porém, viajar e ir de férias até algures também causa, por vezes, alguns problemas. Nem tudo são rosas. Os problemas começam logo nos aeroportos onde os viajantes formam multidões ansiosas por embarcar. Depois, na chegada ao aeroporto de destino, a mala pode não aparecer. Reclama-se, reclama-se, reclama-se. Mas acabamos por chegar, com ou sem roupa para vestir como queríamos.

Um amigo meu foi com a esposa fazer um cruzeiro ao Mediterrâneo, no primeiro dia de Junho, com partida de Barcelona. Embarcou em Lisboa num avião da TAP. Quando chegou ao aeroporto catalão já lá estava a mala dele, junto à passadeira rolante, à espera da sua chegada. Depois chegou a da esposa, com um canto inutilizado que obrigou a uma operação de recurso de forma a chegar ao navio sem deixar cair a roupa e o resto. Como foi possível a mala chegar antes do passageiro? Certamente que foi metida num avião que partiu anteriormente, mas como? Reclamar para quê? Para perder tempo com “tal eficiência” o melhor foi ficar calado.

Ao contrário da viagem de avião e dos problemas que podem surgir com as tão mal tratadas bagagens nos aeroportos, o momento antes do embarque no navio foi de uma organização de grande nível profissional. Com as malas entregues, iniciaram o preenchimento dos formulários pessoais, verificação dos bilhetes e passaportes, indicação do camarote.

Logo à entrada no navio, um quarteto de “mariachis” (músicos populares mexicanos) saudava individualmente os passageiros com a sempre linda música latino-americana. E um tripulante, muito simpático e prestável, levou os passageiros ao camarote, onde já os esperavam as suas malas.

Do avião para o navio a diferença parecia da noite para o dia. O navio “Ocean Dream” era um belo e confortável “hotel” flutuante que levou pelo manso Mar Mediterrâneo os passageiros até Tunis e Cartago (Tunísia-África do Norte); a monumental e católica Malta, a bela ilha e país da União Europeia onde se instalou definitivamente a história dos riquíssimos Cavaleiros da Ordem de Malta que começaram pobres a proteger os peregrinos de outros tempos que iam a Jerusalém adorar a memória de Jesus Cristo; a ilha de Sicília (Itália), conhecida pela “terra de mafiosos” e do vulcão Etna; o minúsculo estado-religião do Vaticano, onde se guardam as riquezas em obras de sacra e profana acumuladas em dois milhares de anos do Catolicismo; a monumental Roma, capital da Itália e do império dos césares e de uma grande Civilização europeia que ainda hoje está no sangue e na vida dos europeus; as cosmopolitas cidade mediterrânica de Nice (França) e o pequeno principado de Mónaco onde ainda vive a alma da grande actriz de cinema norte-americana e linda princesa Grace Kelly; a grandiosa e bela Barcelona (Catalunha-Espanha) onde o famoso arquitecto Antoni Guadi, naturalista, deixou a sua arquitectura em edifícios, jardins e na catedral da Santíssima Família (templo inacabado de peregrinação cristã mundial, apresentando Jesus crucificado todo nu, como era prática punitiva dos Romanos) que está em construção desde 1883 e só ficará acabada em 2029.

Regressados a Lisboa, capital do país da Língua Portuguesa, os meus amigos chegaram encantados com o cruzeiro e as excursões em que participaram, pois tiveram tudo o que faz um turista feliz, o mar, as cidades, os locais históricos, museus, praias, diversões, casino, biblioteca, lojas, refeições variadas e livres, bebidas, bares e piscinas à porta do quarto de dormir. Felizes com as suas férias no ar, mar e terra, confessaram-nos: “A melhor maneira de viajar e cultivarmo-nos é num navio de cruzeiros”.


Texto: MARQUES PEREIRA

Foto: Marques Pereira

Webmaster: Paula Medeiros

20.6.08

PORTUGAL SE DESPEDE DA EUROCOPA 2008


Para tristeza de muitos portugueses, o seleção deu adeus a Eurocopa. Após a derrota para os alemães, o fato demarcou a despedida do Felipão à frente da equipe.
O resultado em si também decreta o fim de uma era, mas que proporcionou uma verdadeira revolução na condução do selecionado nacional. O fato mais marcante foi sem duvida, de que ninguém conseguiu uma união em todo pais como ele . Eu, inclusive fui testemunha , pois quando vivi na Europa vi não só a repercussão mas também a maneira muito convincente de como o Felipão comandou. O seu estilo gaúcho disciplinador e “boa praça’ tornou-se cativante. Daí e logo a seguir foi um passo para a fama.
Agora segue outro caminho. Segue para a fria Inglaterra, na equipe do Chelsea.

Conhecido por sua personalidade forte e carreira vitoriosa, a expectativa é de que Felipão consiga levar o Chelsea a uma conquista européia - coisa que os dois antecessores dele, Avram Grant e José Mourinho, não conseguiram, mesmo com os milhões injetados no clube.No entanto, o final feliz do longo namoro com dirigentes ingleses está longe de ser sinônimo de casamento duradouro.Na Premiership, Felipão vai enfrentar algumas dificuldades inéditas na carreira. Talvez a principal delas seja o relacionamento com a imprensa esportiva.Conhecidos por seu estilo extremamente intrusivo, os tablóides britânicos costumam vasculhar todos os aspectos da vida de figuras públicas - e dizem até que Felipão teria desistido de dirigir a seleção inglesa por não estar disposto a abrir mão da privacidade.

Bem, para a maioria dos brasileiros o bom mesmo seria seu retorno a seleção brasileira, mas os euros pesam muito neste mundo mercantilista
Para Portugal, estas são sua palavras:
No geral, o que os atletas fizeram me satisfez. Fico orgulhoso de ter trabalhado com este grupo. Estive cinco anos e meio em Portugal e, com a boa convivência que tive, posso voltar a treinar a seleção"
Texto: Paulo Medeiros
Foto:A.N.I
Webmaster: Paula Medeiros

14.6.08

MENINA COM DUAS CABEÇAS FEITA DEUSA


Na pequena vila de Saifi, a 50 km de Nova Deli, na Índia, nasceu uma menina com duas caras. A bebé tem quatro olhos, dois narizes e duas bocas. Noticiou o jornal italiano “Corriere della Sera”.
A recém-nascida é vista pela população como uma reencarnação divina e milhares de pessoas já lhe prestaram adoração. Os pais recusaram até agora quaisquer exames médicos.

Lali nasceu no dia 11 de Março e tornou-se uma celebridade em poucas semanas. Pessoas de toda a Índia, mas também do resto mundo, chegam à vila para ver a menina com duas caras. A bebé é venerada como a reencarnação da deusa Ganesha, a divindade com cabeça de elefante.
Apesar de ser já uma celebridade, pouco se sabe sobre o seu estado de saúde porque os pais não autorizam que a criança seja examinada pelos médicos.

M. Ashmosd, um dos médicos que assistiu ao parto, declarou ao site australiano “Abc” que «os pais não têm noção do risco». Ashmosd ofereceu uma ressonância magnética gratuita capaz de dar informações detalhadas sobre o real estado de saúde da menina, mas ignoraram-no, segundo relata o médico.

De acordo com os pais, Vinod e Sushma Kumar, a bebé de três semanas está bem. «No inicio tive um pouco de medo, mas agora a nossa filha come e respira normalmente», disse o pai Vinod, de 24 anos. «Logo que nasceu, os médicos asseguraram-nos que estava tudo normal. Porque é que a devemos operar?», acrescentou.

Lali é alimentada artificialmente por uma das bocas, com a outra chucha no dedo. O médico local, Bridgal Nadar, diz-se irritado com o burburinho mediático, pois «não é uma criança anormal. Só tem duas caras. E se morrer é por vontade de Deus», declarou.

Apenas uma TAC ou uma ressonância magnética seria capaz de esclarecer se a criança precisa de uma operação. Em qualquer dos casos a intervenção seria muito complicada e extremamente delicada.
Mas este caso não é totalmente inédito. Em Janeiro de 2004 nasceu na República Dominicana uma menina com duas cabeças. A cirurgia para remover a segunda cabeça não foi bem sucedida e a bebé morreu.

No ano passado, numa das zonas mais pobres da Índia, uma menina tornou-se famosa em todo o mundo pela sua malformação rara. Tinha um tronco com quase o dobro do tamanho do normal de onde saíam quatro articulações. Lakshmi Tatma tinha praticamente quatro braços e quatro pernas. A comunidade médica internacional só teve conhecimento deste caso quando a menina tinha dois anos e era venerada na região como a reencarnação do deus Vishnu.

Em Novembro de 2007, trinta cirurgiões operaram com sucesso a menina, que há poucas semanas já deu os primeiros passos sozinha. «Sem intervenção cirúrgica nunca teria caminhado ou gatinhado e estaria morta em poucos anos», explicaram os médicos.

Outra menina indiana, com sete anos de idade, casou com um cão para cumprir uma tradição tribal. O casamento de Pushpa (a noiva) faz parte de um ritual para afastar o “mau olhado”. Os anciãos da aldeia explicaram que a menina tinha que casar porque tem os dentes podres, o que é considerado um mau presságio pela comunidade tribal.

Resumindo e concluindo: a Religião põe a cabeça doida a muitas pessoas neste Mundo, onde a ignorância implantada nos mais pobres dá “estes frutos” que nos levam a questionar “Como é isto possível em pleno III Milénio?”. E de quem é a culpa?

A resposta não podia ser outra diferente desta: É dessa gente que anda a comer à conta da Religião, facto que nos atira para a história da existência daqueles cavaleiros-monges pobres de Jesus que se propuseram defender os peregrinos que iam rezar a Jerusalém e através desse “serviço religioso” se transformaram numa riquíssima Ordem que chegou aos nossos dias e ocupa uma ilha onde a sua riqueza é mostrada aos turistas com muita pompa, circunstância, património de valor incalculável e orgulho…

Texto de MARQUES PEREIRA
Foto: Marques Pereira
Webmaster: Paula Medeiros






7.6.08

TUDO


Tudo

Tudo passa...
O que fica:
Uma lágrima a mais,
Um sorriso a menos...
Nossas lembranças foram construídas
Naquele carinho, naquela lágrima,
No silêncio de estrela sempre presente
Quando estávamos juntos...
No que as palavras não conseguiram dizer.
Espero te encontrar adiante, sempre,
Com a mesma terna inocência do início.
Deixarei alguma coisa...
Levarei muito
.
Comentário: continuo a falar de efemeridade e de realidade, continuo a falar de valores, de entradas e saídas, de balanços. O contato social é a moeda de troca, o saldo é o que nos acrescenta e o débito? Também, e porque não? Tanto no caso da soma quanto da diminuição não está em jogo o bem material ou o levar qualquer tipo de vantagem, aqui não deve haver vantagens pessoais, somente as mútuas.
A conta deve ser boa para ambos os lados, mesmo quando na tristeza, mesmo quando na alegria. O que importa, no frigir dos ovos, é acumular experiências – verdadeira riqueza e que, na maioria das vezes, só vale prá cada um – num prazer intenso, interno, mágico talvez. Deixarei alguma coisa? Não sei, mas levarei muito.

É isso.
Texto: Luciênio Teixeira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros

31.5.08

PROSTITUIÇÃO INFANTIL NO BRASIL



Há dias vi uma reportagem realizada pelo canal de televisão portuguesa SIC mostrando o drama da pobreza no nordeste do Brasil que lança na prostituição crianças de 10 anos e adolescentes de até aos 16, para servir de prazer sexual a turistas italianos, holandeses, franceses, espanhóis e portugueses que passam férias no Nordeste, principalmente em Fortaleza e Porto Seguro.

Nós, portugueses, sabemos que a prostituição brasileira adulta, feminina e masculina, invadiu as principais cidades e vilas de Portugal, Espanha, França e Inglaterra. Mas ficámos chocados com o que vimos e ouvimos de mães, pais, proxenetas, crianças, adolescentes e jovens brasileiros sobre a prostituição infantil.

Como é possível existir uma situação destas num país potencialmente tão rico e abençoado por religiões, Deus, santos, santas, padres, pastores, missionários, freiras, rezadoras e outros servidores das igrejas e lojas de culto de seitas religiosas que se dizem cristãs?

Os governos brasileiros ainda não viram esta vergonha nacional do Brasil? Não lêem os jornais? Não navegam na Internet? Não ouvem as polícias?

A pobreza existe quando o Capitalismo explora e escraviza os trabalhadores perante a indiferença dos governos e das religiões.

É isto que se está a passar no Brasil? Indiferença? Cada um por si? Se é, o melhor é os políticos, os religiosos e os crentes, praticantes ou passivos, irem fazer cursos de reciclagem social numa das aldeias comunitárias indígenas para aprenderem a partilhar o que têm, o que lhes sobra e o que não têm com os que mais necessitam.

Há 2000 anos, aconselhou-nos um pobre aldeão judeu cujo nome e doutrina chegou aos nossos dias: “Ama o próximo como amas a ti próprio!”.

O Amor ao próximo não está a ser feito por todos aqueles e aquelas que praticam o Cristianismo e o Catolicismo, os que têm nesse aldeão o seu adorado Deus. Por quê? Porque há uma imensa cambada de gananciosos e egoístas dentro destas religiões que só reza e pede para si, esquecendo os que estão a sofrer de falta de habitação condigna, educação para os filhos, doenças e fome. Gente que, hipocritamente, quer parecer pessoas de Bem e fazem o contrário do que dizem e parecem ser, alguns explorando em seu proveito, até, a chocante situação desta pobreza que envia as suas crianças para a prostituição de rua e do turismo.

As ONG´s, pagas por subsídios do estado brasileiro, parecem estar a fazer algo de combate no terreno, mas efectivamente a prostituição infantil está a crescer.

Em Portugal não se conhecem casos de prostituição infantil feminina organizada, mas há conhecimento de procura individual e movimento de jovens masculinos no Parque Eduardo VII (Marquês do Pombal), o que a polícia tem tentado impedir. E há pais que abusam sexualmente das suas filhas crianças e adolescentes, o que os tribunais punem com anos de prisão, mas seria mais justo aplicar a estes malvados indivíduos a Lei Islâmica, a “sharia” dos Sunitas e Xiitas.

O escândalo dos pedófilos que em Lisboa “andavam a comer” crianças da Casa Pia (uma instituição de apoio e educação de crianças órfãos e abandonadas) anda há seis anos pelo tribunal e o julgamento de predadores sexuais da “alta” tarda em realizar-se e penalizar os criminosos, entre eles um embaixador, um apresentador de televisão e um médico. Entretanto, outros pedófilos, já foram sentenciados com pesados anos de prisão. Os pedófilos deviam ser condenados a trabalhos de abertura de estradas rurais nos montes do interior de Portugal, com crianças bem longe dos olhos.

No Brasil, os clientes da prostituição infantil, sejam locais e turistas, deviam ser passeados pela polícia nos locais onde foram apanhados a assediar crianças, com uma cartaz à frente e atrás dizendo “Eu sou um selvagem imundo!”. E os hotéis que estão a fazer negócio com este tipo de sexo criminoso deviam ser fechados por um ano, com uma faixa colocada na sua entrada “Nós ajudámos o crime sexual infantil!”.

Tem vergonha, Brasil, do que está a passar dentro de ti e tem pena das jovens brasileiras que estão a ser traficadas desse país para a Europa como “carne de prazer”, o que constitui uma feia imagem de degradação social de uma nação que nós, Portugueses, fundámos com a nossa Língua e o nosso sangue.

E o que comentas, Brasil, sobre os cinco milhões de homossexuais, gays e lésbicas, que em São Paulo reclamaram por direitos iguais aos heterossexuais? Com tantos “homos” brasileiros, os que estão em Portugal afinal uma “gota de chuva tropical”…

Eu fico muito triste por ver o Brasil a transformar-se numa rota de turismo sexual e a ficar apontado nos itinerários do sexo como a “Tailândia” da América do Sul, o tal paraíso asiático da fornicação global. Antes de Fidel de Castro a ilha de Cuba foi referida como o “Bordel da América”. E agora os brasileiros de bom nome, decentes e humanos estão a permitir com a sua indiferença que os proxenetas e as mães e pais desesperados com a pobreza façam de parte deste Brasil maravilhoso um “bordel de crianças”?

Texto: Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros




24.5.08

BRASIL: 120 anos da abolição da escravatura


A população brasileira está cada vez mais com um número maior de pardos e negros. Aliás, não é nenhuma novidade, pois desde os tempos coloniais isto já era uma realidade e naquela época mais presente. A causa é que o número de colonizadores era bem inferior aos de escravos trazidos para trabalhar nas fazendas.

Este panorama na história brasileira só diminuiu em fins do século XIX quando ocorreu um grande incremento na imigração européia quando aqui chegaram um grande número de italianos, poloneses e russos, etc. Com o fim desta etapa e com o aumento da miscigenação o número de mestiços e negros foi a cada ano aproximando-se ao número da população branca até que, enfim, a ultrapassou.
Com relação à população negra, embora o assunto seja antigo, na prática, não se tem muito que comemorar agora em que se completa 120 da abolição da escravatura pois os problemas são ainda quase os mesmos. Explicando melhor, os negros deixaram a escravatura e ingressaram na pobreza. O grande mal da América latina...

No passado todos eram escravos e vindos da África. Eles tiveram filhos que também foram escravos, porque era parte da cultura deles ser escravo, por mais incrível que possa parecer. Para os agricultores, era uma enorme vantagem tê-los, pois detinham uma mão de obra extremamente barata na qual só se gastava com alimentos. Assim, por serem provenientes desta origem, pobreza, os negros sofrem preconceito até hoje.

Atualmente o governo Lula tenta equilibrar de uma forma absurda e extremamente polêmica que é a de criar vagas específicas, ou quotas, para negros, como se as injustiças de toda uma história pudesse ser resolvida por decreto.

A verdade é que o problema nunca foi devidamente tratado, e que pouca diferença faz quem é escravo para aquele que mora numa favela na periferia das grandes cidades brasileiras. A cor pouca diferença faz, o que temos é que infelizmente este contingente favelado é predominantemente negro e a falta de oportunidades e a desqualificação histórica, pouco evoluiu, salvo alguns abnegados e esforçados afro-descendentes que conseguiram superar esta condição.

O que devemos fazer é a reinserção social dessa gente, e não a responsabilizar por toda esta violência que campeia por aí. Assim estaremos contribuindo por um futuro melhor de nosso Brasil, e reforçamos a idéia de que :

Raça humana não tem côr!

Texto: Paulo Medeiros
Foto: A.N.I.
Webmaster:Paula Medeiros







17.5.08

O LIXO DO FUTEBOL


A primeira sensação que este título pode dar aos brasileiros é que estou a ofendê-los. Não, nada disso. Cada um gosta do que gosta, come o que quer, berra quando lhe apetece e faz o lixo que pode para se “ressarcir” do imposto que paga para o saneamento público.

O lixo a que me estou dirigindo este comentário é o que está a ver na fotografia. Lixo deixado por adeptos do futebol após um jogo realizado em Manchester (Inglaterra), na final da Taça UEFA entre os escoceses do Rangers e os russos do Zenit, que os segundos ganharam.

Este lixo não foi colocado nos contentores onde deve ser guardado até ao momento de ser levado para as montureiras municipais, ou estações de reciclagem, dando seguimento ao conselho “Ponha o lixo no lixo!”.

Em Portugal não se faz tanto lixo após um jogo de futebol, mas neste desporto-espectáculo há muito “lixo”.

Ainda recentemente a Liga Portuguesa de Futebol Profissional castigou o mais mediático dirigente futebolístico português, Pinto da Costa, com dois anos de suspensão, e o seu FC Porto, campeão nacional de 2007/2008 e europeu e mundial de anos passados, perdeu seis pontos. Outro clube nortenho, o Boavista FC, foi atirado para a 2ª. Divisão. Houve mais castigos e multas, até para árbitros, no processo “Apito Final”.

Agora, talvez em Julho, irá o tribunal de Gondomar-Porto ditar a sentença no processo “Apito Dourado”, onde volta a estar envolvido o “grande dragão” Pinto da Costa e o badalado major Valentim Loureiro (que foi presidente do Boavista e da Liga) que ficou célebre pela sua frase “Quantos são, quantos são?”.

Quantas e quais serão as penas a ser decretadas pela Justiça sob os alegados casos de corrupção desportiva no Futebol português de que estes “homens da bola” e outros são protagonistas?

Nunca aconteceu tal em Portugal e milhões de portugueses pensam que pouco ou nada vai sair do julgamento do “Apito Dourado”, processo que já o comparam ao dos pedófilos da “alta roda” arrolados no “Caso Casa Pia”, que se arrasta há meia dúzia de anos num tribunal de Lisboa.

E fico por aqui, sem esquecer o lixo e os milhares de mortos que a Natureza fez na Birmânia e na China, com um ciclone e um terramoto dos mais violentos do mundo actual que está muito afectado e doente devido ao Capitalismo selvagem que vai destruindo os elementos naturais do planeta e a conduzir estes à destruição dos seres humanos.

Corrupção e destruição, lixos e políticos, os males desta Humanidade em perda de esperança e felicidade…

Texto: Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros





10.5.08

Sertão Urgente


Desde o início de março deste ano, o sertão paraibano vem sofrendo com as constantes chuvas. Em apenas três semanas, choveu o equivalente a um ano em certas cidades.

Para muitos, o fato de açudes estarem sangrando significaria a não preocupação em relação à água por meses, mas várias cidades estão atualmente em estado de emergência pelos estragos ocasionados pelas fortes e constantes chuvas. Foram constatados que 50% das plantações foram perdidas, 72 açudes estão sangrando, 6 estradas estão interditadas, 26 pessoas morreram e mais de 4000 estão desabrigadas.

Apenas em Cabaceiras, município do cariri paraibano, 40 famílias estão desabrigadas e a cidade não possui água saneada e energia.

Com o motivo de reparar alguns danos, indenizações serão dadas aos agricultores que perderam suas plantações e campanhas foram criadas. “Sertão Urgente”, uma campanha com o apoio da PRF (Polícia Rodoviária Federal), emissora Cabo Branco, Universidade Maurício de Nassau, entre outros, coleta donativos para distribuir às cidades afetadas. As estradas serão reparadas quando chuvas diminuírem, enquanto isso algumas cidades continuarão isoladas. Outras medidas serão adotadas com o término das chuvas.

Texto: Paula Medeiros
Foto:
Webmaster: Paula Medeiros

3.5.08

CHINA: DEIXA OS TIBETANOS VIVER NO TIBETE!



O Comunismo nunca gostou da Religião e sempre foi contra o Capitalismo por razões ideológicas.

A Rússia, agora dita democrática, já deixou cair o seu ódio religioso e actualmente já não faz perseguição à Igreja Cristã Ortodoxa Russa. E os Russos entraram pelos caminhos do Capitalismo, fazendo comércio geral por todo o mundo.

A China vai admitindo o Confucionismo, porque lhe parece mais uma filosofia do que uma religião. Mas quanto à Religião, invadiu o Tibete por razões de propriedade histórica e obrigou o líder (Dalai Lama) do Budismo a ir viver no exílio, na Índia de muitos deuses, proibindo-lhe o regresso e as visitas ao seu mosteiro histórico.

Os budistas são os religiosos mais pacíficos e parados do mundo, pelo que não têm feito mal a ninguém, coisa de que as outras grandes religiões podem dizer de si. Mas pode a China acusá-los de calões, pois nem trabalham para comer, pois preferem andar de porta em porta a pedir arroz e o que mais os praticantes do Budismo lhes dão como uma obrigação religiosa e cívica de os alimentar, porque eles são o cérebro que pensa pelo povo de diversas nações asiáticas.

Aproveitando o Ano 2008 dos Jogos Olímpicos em Pequim, capital imperial e moderna da China, os adeptos ocidentais do Budismo e os monges budistas do Nepal (onde nasceu Gauthama Buda) aproveitaram este evento desportivo mundial para gritar ao mundo “Devolvam-nos a Liberdade de viver e praticar a nossa Religião!”.

Eu não concordo que se aproveite o Desporto para atirar lanças à Política. Desporto é desporto. Política é política. É preferível, sempre, tentar dialogar para, com cedências de uns e outros, se chegar a um acordo pacífico.

O Tibete é, de facto e historicamente, território da China, como é Macau e Hong-Kong que estiveram administrados durante séculos, respectivamente, por Portugueses e Ingleses. E a Religião sempre esteve e se praticou nestes territórios onde foi hasteada, pacificamente, a bandeira da China.

No Tibete, por que motivo ainda existe o ódio dos Chineses ao Budismo e dos budistas à China?

Tu, China, que és tão grande, poderosa, sábia e paciente, não negues a Liberdade de viver aos Tibetanos nem o direito de praticarem de forma livre o seu Budismo!


Texto: Marques Pereira
Fotos: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros
















26.4.08

Séculos de cumplicidades



Completamos esta semana, mais um aniversário do descobrimento do Brasil. Há exatos 508 anos iniciava-se uma verdadeira vida de cumplicidades.

Nesta terra em que se encontraram os nativos, começava a ser povoada à principio com degredados, mas ao passar dos anos com gente de todos os rincões do planeta.

Poucos séculos depois foram trazidos os escravos africanos que assim somados ao nosso povo, iniciava a miscigenação que seria referência nas terras sul americanas.

Um povo único e suficientemente lusitano e exemplo para o mundo.

Esta característica singular é o que traz orgulho e chega até emocionar em toda plenitude este que lhes escreve, pois as estas terras com suas dimensões continentais teve e tem como unidade sua língua materna, a portuguesa. Unidade cultural e política.

Sei perfeitamente que com o passar do tempo, e que da época das caravelas até os nossos dias, muita coisa mudou e muita coisa aconteceu. O oceano que separa as duas nações promoveu uma distância que trouxe algumas diferenças. Algumas aparentemente grandes, porém pequena perante um oceano de afinidades .

Em minha consciência, rogo uma vontade que preenche o coração, e afirmo humildemente o desejo que este sentimento permaneça para as gerações futuras e que o passado histórico seja superior a insensatez de alguns.

Que possamos sempre dizer como o Fernando Pessoa
.
Minha pátria é a língua portuguesa!


Texto: Paulo Medeiros
Foto: ANI
Webmaster:Paula Medeiros

19.4.08

FIM DOS DIVÓRCIOS LITIGIOSOS EM PORTUGAL





Quem se divorcia é porque não suportou mais viver com o cônjuge, mulher, homem, lésbica ou gay. É uma verdade entre muitas outras que existem num contrato de casamento civil com ou sem bênção e cerimónia religiosa.

Por muito que digam os contratos de casamento perante o Estado e as promessas que os noivos proferem nos altares da Igreja, a maior de todas as verdades humanas é aquela que afirma que ninguém é de ninguém.

No casamento, portanto, está errado a mulher chamar o cônjuge de “meu marido” ou “meu homem”; e também não está certo o homem chamar à esposa “minha mulher” ou “minha cara metade”.

O casamento não é nem pode ser um acto de posse ou de tirar a liberdade pessoal a uma mulher ou homem.

Consequentemente, todos deverão ser livres de desmanchar o que o Estado e a Religião quiseram impor para o resto da vida das pessoas.

E assim nasceu o divórcio, a separação, chamem-lhe o que quiserem.

Todos os divórcios e separações são maus para os filhos, mas se o pai e a mãe que resolveram acabar com o casamento os amarem e continuarem a prestar-lhes assistência, educação, amor, atenção e responsabilidade, a vida deles prosseguirá o melhor possível.

Leia-se este entrevista com a psicóloga Maria Jesus Alava Reyes:“Quase metade dos casamentos terminam em divórcio. O que é que mudou para isto acontecer?Há cada vez mais divórcios de pessoas com 50 e 60 anos que deixam de trabalhar, têm de estar juntos 24 horas por dia e não se suportam.
E depois há divórcios entre os mais novos, que talvez se juntem demasiado rapidamente e criam uma falsa realidade, confundindo a atracção inicial com o enamoramento e o amor. Quando passa a novidade e começam a partilhar os momentos menos agradáveis, pensam que terminou o amor.
Muitos não estão habituados a conviver partilhando. São egocêntricos, pouco flexíveis, um pouco egoístas. Sobretudo conhecem-se muito mal e estão pouco habituados a enfrentar dificuldades. Não estão acostumados a lutar e acham que se enganaram.Como é que não nos conhecemos uns aos outros?A verdade é que as crianças hoje têm menos irmãos, rapazes e raparigas convivem juntos mas como se fossem extraterrestres. Não se conhecem de facto. As mulheres, por exemplo, queixam-se da falta de comunicação mas os homens não precisam tanto de falar quanto nós. E a afectividade também é muito distinta; achamos que eles só pensam em ter relações sexuais, mas eles têm dez vezes mais carga de testosterona do que nós.A biologia é tão importante?Durante milhões de anos as funções de homens e mulheres foram diferentes e isso fez com que geneticamente os homens se tenham tornado mais especializados, porque se dedicavam à caça ou à guerra e ou estavam muito atentos ou morriam, enquanto as mulheres tinham que fazer muitas coisas ao mesmo tempo, tratavam da casa, dos filhos, da agricultura. Isso tem influência. Os cérebros são diferentes.Mas se um homem não acorda de noite com o choro do filho, isso também tem uma explicação?Pode parecer uma boa desculpa, mas é verdade. Por isso é que é importante conhecer as diferenças. Se nos conhecêssemos melhor não seria tão complicado. Chateamo-nos pedindo uns aos outros coisas que não são razoáveis. Por exemplo, após uma discussão. O homem pensa que a mulher o está a castigar ao não querer ter relações, porque para ele naquele momento ter relações é uma possibilidade de resolver a situação. A mulher sente-se usada: como é possível que ele queira sexo em vez de conversar?O sexo é importante?O sexo é importante e nos últimos anos as expectativas mudaram muito. A maioria dos homens não foram educados para satisfazer as mulheres e para ter uma sexualidade partilhada e isso fá-los sentir-se muito inseguros. As mulheres estão a exigir e a dizer-lhes que eles não fazem bem e, na verdade, eles nunca foram preparados para isso.Se somos tão diferentes, como é que podemos viver juntos?É muito bom que homens e mulheres sejam diferentes porque se complementam. O problema é quando não coincidem no essencial, não têm os mesmos valores. Tem que haver uma base comum.”

Exigir que duas pessoas que vivem juntas tenham uma base comum é tirar-lhes a liberdade de se sentirem com uma individualidade. Isto é o que muitos maridos e esposas não sabem cultivar na vida a dois, acabando na separação ou num divórcio irreversível.

E não esqueçamos que, gozando do seu direito à liberdade de ser pessoa humana, o homem e a mulher recorrem ao sexo fora do casamento, o que, embora o fazendo um e outra, nem ele nem ela aceitam essa “traição”, esse “adultério”.

Mas o que se queria dizer aqui é: em Portugal já não é necessário haver culpa de um dos cônjuges para se divorciarem. O casamento dissolve-se como um qualquer contrato de fornecimento, serviço ou aquisição. O resto, a parte económica e parental gerada no casamento, será repartido entre os ex-conjuges e esta nova Lei muito aplaudida por todos e mal-querida pela Igreja Católica e os seus seguidores mais conservadores e parados no tempo.

Na Europa há países mais avançados no “divórcio na hora” do que em Portugal.

E o que se passa no Brasil com tantas religiões a querer tirar a liberdade de viver, casar e descasar às pessoas?

Texto de Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros


12.4.08

Tédio



Tédio

É esse vazio

Que me enche a alma

Esse vazio calmo

Dessa noite calma

Desse dia calmo...

Até quando isso, meu deus!




Comentário: este – e todos os outros poemas até aqui – foram produzidos há muito tempo... Entre vinte e quinze anos no passado. Nesta época todo o meu mundo transformava-se continuamente e numa velocidade nem sempre por mim compreendida. Mas tive a sorte de perceber que, apesar de todo o descortinar de novidades que se tornava a tônica daqueles dias, seriam dias simples e mudanças paulatinas que realmente comporiam o real.

Toda aquela vicissitude deveria dar lugar à estabilidade, este sim a garantir esta nesga de vida do universo, até mesmo na quase improbabilidade de sua existência. Não que queira dizer que as transformações, as revoluções e as mutações não tenham importância. Longe disso. Mas para que sejam assim encaradas serão sempre casos isolados, especiais, um pequeno número paradoxalmente sem fim – pela infinitude da do cosmos – mas muitas vezes únicas num lapso de vida finito como o nosso. O mundo muda todos os dias, muito mais na lentidão da calma que no espocar das manchetes de jornais... Pelo menos as mudanças substanciais são assim.

Viva a calma!!!!

Nota do redator: Neste momento de luta que enfrentamos no Brasil, contra a Dengue prestamos mais uma homenagem ao Luciênio Teixeira, que afortunadamente foi acometido desta doença que assola o nosso país. aqui desejamos seu pronto restabelecimento, e para nossa alegria os médicos afirmam que o paciente se recupera bem.....


Texto: Luciênio Teixeira
Nota do redator: Paulo Medeiros
Webmaster .Paula Medeiros

5.4.08

TODA A PESSOA DEVE TER O DIREITO DE MORRER



Chama-se “eutanásia” à vontade de morrer quando sofremos de uma doença sem cura. Mas esta vontade pessoal, íntima, ainda não foi totalmente reconhecida no chamado “mundo civilizado e evoluído”.

Em Portugal ainda não existe uma Lei que faça a vontade aos enfermos incuráveis, porque a Religião e os lares precisam de doentes terminais para receberem dinheiro dos próprios, do Estado e dos familiares.

Mas também no Brasil e outros países a Religião impede que uma pessoa deixe de sofrer e “vá para o céu”, morra em paz, deixe de ser a “matéria prima” para o negócio das doenças terminais.

Quem não saberá que as doenças prolongadas e a morte são um grande negócio para os abutres dos cadáveres humanos?

Quem não sabe qual é o verdadeiro interesse do Catolicismo em assistir ao sofrimento dos doentes terminais e das pessoas que já não vivem e estão a morrer numa cama como se fossem vegetais arrancados à vida?

Por que é que os políticos alinham com a Religião e impedem os cidadãos vivos-mortos de usufruir do direito de morrer quando já não têm salvação e estão em profundo sofrimento próprio e dos familiares?

Expressou-se assim o médico Dr. Jack Keverkin, militante da eutanásia, acto de facilitar a morte, apoiada clinicamente, a pedido dos pacientes sem cura: "Vi o meu pai morrer de um modo horrível, degradante, sem poder fazer nada. Estava um verdadeiro vegetal e eu sabia que não era assim que ele queria morrer...".

Na Holanda, Austrália e Suiça a eutanásia é praticada a pedido de doentes terminais que já não aguentam o sofrimento de um corpo que não pode ser curado. E, à procura deste serviço, há doentes que começaram a "ir de férias" aos referidos países para morrerem lá e voltarem mortos e em paz para os cemitérios, ou fornos de cremar, das vilas e cidades onde estavam a residir e a sofrer penosamente em obediência aos preconceitos que a Religião e a esta “democracia” política lhes estão a impor desumanamente.
Tu, leitor, sejas jovem, adulto, velho, religioso, político, médico, cidadão que não estás livre de "viver" este problema, que pensas disto?

A nossa vida é só nossa e de mais ninguém.

A ética médica contra a eutanásia não cura nem tira o sofrimento aos doentes terminais.

A ética católica está contra a morte assistida clinicamente de pessoas que já “estão mortas numa cama”, mas tem capelães nos quarteis militares e vão às guerras abençoar soldados para ir matar.

Cada um deve poder dispor da sua vida como muito bem entender. Não foram os outros, nem os religiosos, nem os políticos, nem Deus, nem os santos que fizeram a vida do nosso corpo. Por que é que essa gente se mete na nossa vida para nos fazer sofrer, para prolongar o nosso sofrimento?
A vida é movimento, é liberdade, é energia, é criar, é falar, é escrever, é viver de pé e sem doenças incuráveis.
Não se pode chamar vida a quem já não tem movimento, a uma pessoa que está imobilizada para sempre, totalmente incapaz, incurável, sem movimento, numa cama onde a obrigam a esperar dolorosamente que o deixem morrer.

Faça-se uma Lei que permita ao doente que ainda pensa pela sua cabeça decidir se quer viver a sofrer, ou morrer para acabar com o seu sofrimento de vivo-morto. Que permita aos cônjuges e pais decidir pelos doentes terminais que já não pensam, não falam, não escrevem. Que permita aos médicos decidir por desligar a máquina aos doentes em coma profundo e irreversível, que estão naturalmente mortos e artificialmente “vivos”.

Há que pôr fim ao sofrimento e deixar a eutanásia abrir as portas à Morte, à chegada da paz eterna!

Texto de Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros


29.3.08

DENGUE


Há algum tempo atrás divulgamos aqui em nosso blogue tudo que nos foi possível acerca da febre amarela. O mesmo mosquito, é o que transmite a dengue. Chama-se Aeds aegypt, Este mosquito é talvez hoje o maior inimigo da população brasileira. Este , chegou ao Brasil, através dos navios negreiros e nesta vastidão tropical encontrou um ambiente bastante favorável.

O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar a evolução para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal

Existem 4 tipos de vírus da dengue, Den 1, Den2,Den3, Den4. Esta diversidade, é que provoca uma enormidade de problemas, pois o paciente que contrai a do tipo 1 por exemplo, o seu organismo forma anticorpos para este tipo, entretanto sendo infectado por outro tipo, o desequilíbrio aumenta a possibilidade de desenvolver a forma mais perigosa que é a dengue hemorrágico
Dengue hemorrágico é uma forma grave de dengue. No início os sintomas são iguais ao dengue clássico, mas após o 5º dia da doença alguns pacientes começam a apresentar sangramento e choque. Os sangramentos ocorrem em vários órgãos. Este tipo de dengue pode levar a pessoa à morte. Dengue hemorrágico necessita sempre de avaliação médica de modo que uma unidade de saúde deve sempre ser procurada pelo paciente.
Não existe tratamento específico para dengue, apenas tratamentos que aliviam os sintomas. Deve-se ingerir muito líquido como água, sucos, chás, soros caseiros, etc. Os sintomas podem ser tratados com dipirona ou paracetamol. Não devem ser usados medicamentos à base de ácido acetil salicílico e antiinflamatórios, como aspirina e AAS, pois podem aumentar o risco de hemorragias.
Particularmente, tenho trabalhado bastante a frente de equipes na prevenção da doença. A tarefa não é fácil, pois depende de muitos fatores, mas a proliferação do mosquito tem uma característica muito especial, ou seja o mosquito se prolifera preferencialmente em água limpa. Aqui no nordeste do Brasil, quase toda a gente tem o hábito de armazenar água em casa, em caixas, depósitos etc. Assim, o mosquito encontra lugar para seus criadouros. A pulverização ambiental só é ágil para os insetos em suspensão , mas não atua nos criadouros. Este ano, aqui tivemos chuvas acima da media e assim mais água acumulada. O trabalho junto a população visa conscientizar justamente estes detalhes.
Assim a melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.
O leitor da Europa, deve pensar que o combate não é fácil e para exemplificar, posso por exemplo dizer, no inverno em Portugal e Espanha é comum se encontrar piscinas abandonadas. Se por ai, tivessem o mosquito em proliferação seria um desastre.
Do ponto de vista médico, os serviços de saúde devem estar preparados para tratar e bem todos os que apresentem sintomas, e quem sabe voltemos a controlar esta epidemia, que hoje esta mais restrita ao Rio de janeiro.
Para finalizar tenho a dizer o slogan:
O Brasil não pode ser derrotado por um mosquito!.

Foto: Ministério da Saúde
Texto: Paulo Medeiros
Webmaster: Paula Medeiros

22.3.08

BRASIL NEGA TERRA AO POVO SEM TERRA


Há imagens que dizem mais do que as palavras.

Esta fotografia foi feita por Luiz Vasconcelos (in “A Crítica”) em Manaus-Amazónia, no norte do Brasil. E o que mostra? Será necessário descrever a coragem e o medo de uma força policial superblindada, mais parecendo fantasmas de uma carga militar dos históricos legionários Romanos contra duas indígenas amazónicas, uma indefesa mãe geneticamente brasileira a ser agredida com um bastão na cabeça e uma criança nua ao seu colo?

Nós, Portugueses de ontem e de hoje, vemos o Brasil como um grandioso território onde existe a maior nação do Sul da América, a qual ainda tem milhares e milhares de hectares de terras por desbravar e cultivar.

Então, por que motivo os políticos negam terra a milhões de camponeses sem terra, obrigando-os a viver na fome e na miséria? Sim, à gente pobre da terra! Não àqueles “sem terra” politico-oportunistas que depois de conseguirem um pedaço dela do Estado a vendem e regressam com as mãos a abanar e palavras de ordem à frente da luta de inspirados marxistas que se acoitam no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) para manipular partidariamente a desgraça, a miséria e a pobreza de milhares de brasileiros sem esperança e sem ninguém que os ajude a ter aquilo a que têm direito: terra.

Uma senhora brasileira, descendente de emigrantes, enviou-me este texto de Evaristo Eduardo de Miranda (in livro “Quando o Amazonas Corria para o Pacífico” –Editora Vozes) que diz algo sobre a história da Amazónia e me deixou a pensar se valeu a pena os Portugueses garantirem ao Brasil a posse desta terra imensa, fértil e necessária para dar ao planeta o ar que ele precisa para viver e que não está a ser rapartida por aqueles a quem pertencia e dela necessitam para sobreviver…

"Todos defendem a Amazónia, mas ainda se ignora a violenta história da presença humana nela, antes da chegada dos Portugueses.

Poucos entendem como esse território espanhol passou ao domínio português.

Parece "natural" ela pertencer ao Brasil. Nunca foi. Os espanhóis descobriram a América (aqui acredito que seja ressaltada a figura de Cristóvão Colombo, o descobridor da América em 1492, e foram os primeiros europeus a chegar à Amazônia.

Pelo Tratado de Tordesilhas eles, os Espanhóis, eram senhores da região de fato e direito. A bacia amazônica estava em seus domínios. O que os impediu de ocupar a Amazónia?
Os espanhóis instalaram-se no estuário do Prata, entre Argentina e Uruguai, à grande distância da metrópole.Criaram bases na Venezuela e na costa pacífica. Mas não conseguiram ocupar o rio das Amazonas.

Como foi esta região de milhões de quilômetros quadrados, descoberta por espanhóis e em seu legítimo domínio, incorporada ao Brasil? Graças a Portugal.
Não foi obra do acaso. Longe de ser aleatórios, os caminhos utilizados pela Coroa Portuguesa para conquistar esse território foram recheados de estratégia política, heróicas surpresas, aventuras religiosas e muita persistência. Eles deixaram marcas no território da Amazônia, como por exemplo, no nome das cidades.
Por todo o Brasil, cidades e acidentes geográficos têm nomes vinculados ao santo do dia da fundação ou descoberta da baía de Todos os Santos. S. Sebastião do Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, rio São Francisco, etc..
Na Amazônia, não; ali as cidades reproduzem um mapa de Portugal. Seus nomes, por decisão política da Coroa. espelham localidades portuguesas como Belém, Bragança, Viseu, Barcelos, Airão Óbidos, Alenquer, Breves (cidade marajoara), Almeirim, Porto de Moz, Santarém, Alter do Chão, Aveiro, Chaves, Melgaço. Oeiras, Ourém… Estes nomes são como marcos difíceis de apagar na geografia simbólica de Amazónia luso-brasileira.
Se parece difícil cuidar hoje da Amazônia, cabe-nos lembrar que muito mais árdua e difícil foi a tarefa de nossos ancestrais Portugueses para conquistá-la e mantê-la no território nacional.
Viva Portugal"!
A terminar este comentário deixo aos Brasileiros este tema para reflexão: Porque estão a permitir o abate e a desertificação progressiva da Amazónia para que os garimpeiros e os grandes fazendeiros tirem ganhos da terra e enriqueçam à custa dela, não permitindo o mesmo aos rurais sem terra?

O que estão a fazer os políticos, Deus e os outros deuses, santos, igrejas e seitas religiosas que mantêm o povinho brasileiro manso, obediente, humilhado, explorado, a acender velas, lançar preces ao Céu e confinado à sua triste e miserável condição humana?

Não me deixem chegar à confirmação de que para o autêntico povo-povo do Brasil a escravatura ainda não foi abolida, deixada de praticar, exterminada.

O que o faz pensar a si a impressionante, chocante e real foto publicada acima?


Texto de MARQUES PEREIRA
Webmaster: Paula Medeiros

15.3.08

Estranho amor








Não me acostumarei

Em tempo algum,

Com a sabedoria

De longe de você

Viver eu...

Nunca...



Comentário: quem nunca se apaixonou que se cale, pois não viveu. Em especial a paixão carnal, sexual e tão próxima/longe do amor dos filósofos. Em muitas ocasiões nos sentimos presos a paixões e aqui, quase sempre, não funciona, tanto a inteligência quanto a razão... Eis então que, vale mais os sentidos do que a tradução destes; vale mais os sons que sua inteligibilidade; por fim, vale menos a luz do que as brumas.

Somos tudo isto, quando abrimos espaço à razão ou quando nos fechamos ao tsunami de endorfinas causado pelas paixões.

É bom vivê-las, mas ao seu tempo também é bom o desvencilhar paulatino delas conforme avançamos à beira de nossos horizontes. E tomara que tanto estes quanto aquelas se permeiem: em espaços e arrebatamentos novos!

É isso!



Texto: Luciênio Teixeira

Webmaster: Paula Medeiros

8.3.08

HOJE, 8 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Não é preciso ser-se inteligente para saber e reconhecer que a Mulher é o ser mais importante da Humanidade.

Não é a Mulher a mãe e a construtora da Humanidade?

Não é por isto que os homens que fundaram e movimentam as religiões têm mantido a Mulher na maior das marginalidades e exploração humanas? E por quê? Esses homens que nos têm lançado ilusões, mentiras e procedimentos morais para a cabeça têm medo da Mulher e por isso as querem ajoelhadas, submissas, rezando ao que não existe para além da Atmosfera, essa coisa a que chamam “céu” e na realidade é o Espaço, a quase totalmente desconhecida dimensão do Universo.

Quando no dia 8 de Março de 1857, em Nova Iorque (USA), as mulheres que trabalhavam 16 horas por dia numa fábrica de têxteis e vestuário se revoltaram com uma greve contra o patronato, sendo reprimidas com cargas policiais que feriram e mataram 130 num fogo, a Mulher recordou ao mundo que existia e era uma força de trabalho a respeitar.

Neste tempo, nestas fábricas do início do Capitalismo selvagem “Made in USA”, até utilizavam crianças a partir dos 5 anos para produzir bens de consumo.

Quantas filhas infantis os patrões não deixaram ser crianças nem ir à escola?

A Mulher acordou e hoje caminha para o topo da Humanidade, porque a Mulher é mais inteligente, mais trabalhadora, mais resistente ao sofrimento, mais capaz de compreender e amar o Ser Humano.

Louvemos e adoremos a Mulher, porque ela é a essência do Mundo Humano!



Texto: MARQUES PEREIRA
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros

29.2.08

Fidel Castro


Esta semana, mesmo de certa forma esperado, mas o efeito foi bombástico. Depois de tantos anos, chega ao fim a militância de Fidel Castro. Não é o fim da era, mas termina o limite de superação do comandante. Aquele, que foi o ícone inconteste de gerações de latino americanos. Aquele que um dia ousou, não se intimidar com os norte-americanos Aquele que foi o o maior transformador do terceiro mundo. Aquele, que tentou diminuir a ignorância e a falta de conhecimentos dos nascidos na America de terceira classe.

Enfim, a referência de tantos , não mais teve saúde para continuar. Seu legado permanece, e Cuba segue com Raul Castro. Muitos irão falar, porém todos têm de calar com a realifdade.

Vamos conhecer um pouco do passado para permanecer no presente

Fidel também foi filho da burguesia. Herdou uma fortuna paterna que em muito lhe ajudou a ter uma educação elitista.

Na universidade se destacou com sua ativa militância política onde assim nasceu o sonho de derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista. Quando foi preso pela primeira vez, numa tentativa de assalto a um quartel militar, Fidel disse perante a um juiz que a história iria lhe absolver. Depois desse episódio e em cerca de três anos chegou à capital Havana. Era o ano 1959.

Ao lado dos grandes desafios cubanos sempre esteve a figura de Fidel Castro. Em 1969, conclamou o país a produzir 10milhões de toneladas de açúcar, só conseguiu 8,5milhões, foi um recorde absoluto.

Durante seu governo sempre enviou técnicos as causas internacionalistas, participando das guerras de Angola e Etiópia. Colaborou com o Chile de Allende e bem recentemente com a Venezuela de Chaves.

A queda do muro de Berlim em 1989 inaugurou o chamado “período especial dos tempos de paz”, onde iniciou-se medidas fortes para impedir uma crônica crise econômica que foi sua luta até o fim de seu governo.

Ao mundo resta aguardar o desfecho de Cuba, mas a toda uma militância ele será sempre um exemplo de resistência e de luta!


Texto: Pedro Paulo Medeiros
Webmaster: Paula Medeiros
Foto: A.N.I.

22.2.08

GOSTO DE TI, MULHER!


Por que gosto de uns olhos que de azul não se pintam?
Por que gosto de umas mãos que de bonitas se agitam?

Por que gosto de uma voz que de tão quente se esfria?
Por que gosto de uma alma que tão perto se distancia?

Por que gosto de uma vida que de tão linda se refugia?
Por que gosto de uma noite que te sonha ao fim do dia?

Por que gosto de ti, Mulher?

Gosto do que vejo e não quer ser

Gosto do rosto que sorri
Gosto das mãos a mexer
Nas palavras do que li e ouvi

Gosto de ti, amo-te, quero-te, Mulher!

Gosto de uma imagem de fera
Altiva a pisar as sombras da terra
Dizendo o que não quer dizer
Fazendo o que quer fazer

Gosto tanto de ti, Mulher!

E vejo a hera que cobre de verde o entardecer
Do amanhã que em mim voltará a nascer
A gostar de ti, Mulher!

É tão linda uma flor à janela
Perfumando o Sol, a Beleza e a Vida que passam por ela...

Poema: Marques Pereira
Foto: A.N.I.
Webmaster: Paula Medeiros


16.2.08

Par(t)ida

" Sigo hoje apresentando mais um poema do Luciênio Teixeira. Além de uma oportunidade ao leitor, trata-se também de um magnifico exemplo de como nossa lingua portuguesa é bela principalmente quando bem trabalhada. O sentido da vida é dar vida aos sentidos ."







Par(t)ida

Da vida uma triste partida fica,
As horas não esperam nossas horas
E dessa vergonha a cicatriz...
Eu te daria mais se me faltasse pouco
E muito se não me faltasse.

E te pariram prá que no mundo
Mais um sofresse.
Choravas tu, padecia eu...
Crescemos sem amor
Mas depois, amor, ele veio
Forte como as águas de março,
Arrancando tudo...
“E assim como veio, partiu”
Mas eu sei prá onde... Ah! E como eu sei.

Da vida
Uma triste partida
Mas cada dia que passa
Diminui cada dia.
E o diminuir do tempo é meu prazer,
Lapidando versos: pó, ética e mente
“E assim como veio, partiu”
E ninguém sabe,
Só quem partiu e veio.



Comentário: a vida é essa sucessão de chegadas e partidas e o que as qualifica está no quanto da gente se vai e no quanto se chega. As amizades, pelo menos as verdadeiras, sempre estarão no limiar da chegada ou da partida – ou naquele momento iminente e crucial que sempre nos espreita e põe à prova nossas relações com o outro. Partidas tristes, dos que se vão por vontade própria ou dos que são obrigados a ir, que deixarão elas? Tristes partidas! E seu oposto, as partidas alegres, de alívio, de controle, de desejo, de necessidades, que deixarão elas? Alegres partidas, em geral esquecidas mais além e com bem pouca saudade, tenho certeza.
Que na minha, na nossa partida, seja de uma tristeza boa, de saudade... “Eu lhe daria mais se me faltasse pouco e muito se não me faltasse.




Apresentação: Paulo Medeiros
Poema e comentário: Luciênio Teixeira
Webmaster: Paula Medeiros